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Tenho receio do carácter "anti-protocolo" do Presidente Marcelo, sobretudo no exercício de uma função que apresenta o topo supremo do protocolo nacional. A sua visita oficial ao Vaticano, do que toca, pelo menos, à cobertura televisiva, revelaram dois erros de palmatória: Em primeiro lugar, quando se encontrou com o Papa, o Presidente Marcelo beijou-lhe o anel, algo que pode ser caracterizado como sinal de subserviência do mais alto magistrado da República Portuguesa a um chefe de estado estrangeiro. Em segundo lugar, quando referiu na conferência de imprensa que "não estava autorizado" a revelar a resposta do Santo Padre ao seu convite para visitar o nosso país. Mais uma vez, o Presidente Marcelo colocou-se numa posição de subserviência face a um chefe de estado estrangeiro, dependendo da sua autorização para falar aos seus cidadãos. Foi uma escolha muito infeliz de palavras! Alguém tem de ensinar ao Presidente Marcelo o carácter protocolar do seu cargo.

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14 comentários

De Joe Strummer a 18.03.2016 às 20:03

É um Mr. Chance. Tem la sentido de alguma coisa, sempre viveu na televisão, num aquario controlado. Saiu de casa e é o q se vê.

De não acredito... a 19.03.2016 às 15:53

Amém !

De Anónimo a 20.03.2016 às 01:56

meu deus que post mais triste .... ganhe juizo senhor autor deste post ... e senhores do sapo ganhem juizo tambem por darem destaque a um post destes

De justacausa a 20.03.2016 às 02:24

a) ... "algo que pode ser caracterizado como..."
Poderá, de facto, sobretudo por quem tem vistas curtas. E a vertente religiosa, não conta?
b) ... "não estava autorizado a revelar..."
Uma forma elegante de não se anticipar, até porque qualquer resposta definitiva do Papa não terá sido certamente decidida na ocasião.
c) ... "Alguém tem de ensinar ao Presidente..."
Força! Talvez em breve Belém abra concurso para especialistas...

De José Paulo C. F. da B. de Figueiredo a 20.03.2016 às 02:48

Não há nenhum erro do Presidente da República. Ao contrário! Tudo está completamente certo, quer do ponto de vista protocolar, quer do ponto do vista da deferência que merece a figura de qualquer Sumo Pontífice. O protocolo é precisamente beijar o anel de Sua Santidade. O Papa além de ser um mero Chefe de Estado, é também o Santo Padre e Chefe da Igreja Católica, de que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa também faz parte como católico. Só uma mente jacobina, possidónia e complexada inferiormente, pode achar que é uma menoridade e uma subserviência beijar o anel do Papa! Que imenso disparate! Pelo contrário, é uma honra! Quanto ao facto do Presidente não revelar uma questão a que está obrigado por confidencialidade solicitada, também está totalmente correcta. Mal seria, se tendo alguém pedido confidencialidade sobre qualquer tema, o confidente o revelasse em nome de uma suposta "não subserviência", que de resto não existe. Ao autor deste disparate, Diogo Moreira, eu não contaria nada, já que pelos vistos não é pessoa em quem se deva confiar, porque acha que manter confidencialidade é uma "subserviência"... Haja paciência para estas tontarias de gente que sobre diplomacia e de respeito, não percebe nada.

José Paulo C. F. da Bandeira de Figueiredo

De José a 20.03.2016 às 07:25

Acho que se está a esquecer de um pormenor importante em relação ao anel: o protocolo é que um crente beije o anel. Marcelo Rebelo de Sousa não fez uma visita pessoal ao Vaticano, fez uma visita de estado, o que significa que não foi a Roma a título pessoal, mas como Presidente da República Portuguesa. O problema ao beijar o anel é que o representante máximo da República Portuguesa está a demonstrar subserviência ao "Santo Padre e Chefe da Igreja Católica" como o senhor muito bem disse. Pasme-se, esta questão não tem simplesmente um significado de crente e para o crente. Há um significado político no beijo do anel. De facto, caso não saiba, mesmo os governantes católicos da Idade Média se recusavam muitas vezes a beijar o anel: eles, crentes, não o faziam porque as suas monarquias não podiam ser subservientes ao Papa. A situação coloca-se num panorama ainda mais grave, tendo em conta que a República Portuguesa não é apenas constituída por católicos, pelo que se uma parte da população acha correto ser subserviente a um estado estrangeiro (mesmo que seja o estado católico), há uma grande parte da população que não o acha.
Quanto ao "não estou autorizado", uma forma mais simples de responder, também dentro do protocolo e que, aliada ao beijo do anel, não seria um sinal de subserviência (se ele não está autorizado, então quem é que está?), o Presidente da República Portuguesa poderia ter respondido "o anúncio da resposta de Sua Santidade será feito no local e momento indicado, mais próximo dos acontecimentos".
Mas não se espante com a sua ignorância sobre protocolos: já no início do século XVIII, o maior diplomata português de sempre, D. Luís da Cunha, se queixava que a nossa corte não tinha qualquer respeito pelas questões de precedência, pelo que agora o erro de Marcelo alinha-se na falta de qualidade crónica da diplomacia portuguesa.

De Anónimo a 20.03.2016 às 07:17

Bom dia Diogo Moreira

Das 2 uma : ou é do BE, semi analfabeto em termos de cortesia, educação, respeito e religião, ou então gosta de se fazer notar, escrevendo coisas de quem não percebe nada de postura e sentido de estado. Quer queiramos quer não, o Papa é , para além de chefe de estado, chefe de uma Igreja.
Se se aceita a religião, muito bem e se não se aceita, pelo menos deve-se respeitar os outros. Isso da esquerda pensar que é mais evoluída e que os não de esquerda são uma cambada de patos bravos, é o principal defeito da esquerdalha coca-cola. O facto de se ser ateu, etc, é uma forma de se afirmarem que são evoluídos, muito para lá do pensamento generalizado. Por que é que não vão até um país fanático e dizem as bacoradas que dizem por cá, na sombra da cobardia do anonimato. E quando os políticos a troco de nada dizem que são ateus, e outros coisas, também, querem o quê? Demonstrarem que são seres superiores? que a religião é o ópio do povo? Que o futebol também é ser dependente e levado pelo pensamento colectivo? Moreira, onde estava metido aquando do 25 de Abril 1974? Mocidade Portuguesa, ? Na catequese ? Era funcionário público, e que aceitava que alguém votasse por si? Como diz o tal povo, que não tem a sua cultura ( riso ) a caravana passa e os cães ladram ao vê-la passar.

De José a 20.03.2016 às 07:29

Sabe, devia estudar História. Perceberia por que razão os governantes católicos ao longo dos séculos foram deixando de beijar o anel a quem quer que fosse, incluindo o Papa. A situação coloca-se num prisma ainda mais grave quando a República Portuguesa não é apenas constituída por católicos e está constitucionalmente sagrada como laica.

De O verdadeiro Atento a 22.03.2016 às 10:23

O seu post serve bem o proposito de mostrar que de facto a esquerda é "mais evoluída e que os não de esquerda são uma cambada de patos bravos". Deixa transparecer também que quem estaria como peixe na água num país fanático seria o caro anónimo.
Se tivesse ficado calado tinha prestado melhor serviço á sua direita católica e estupida.

De Anónimo a 20.03.2016 às 09:44

Subserviência é aquilo que Portugal e toda a Europa têm vindo a fazer em relação à China, por exemplo.
Curioso que de país pertencente a um eixo do mal, agora com o levantamento de sanções até o Irão, que é e sempre tem sido um espanto e colosso de país, se torna atractivo... mas só agora.

Que nojo, esta classe política e esta promiscuidade entre política e interesses económicos.

De Maria silva a 20.03.2016 às 09:53

Quem sera esta gentalha de iluminados que para dar licoes protocolares ao prof marcelo? Haja paciencia para termos
de aturar esta cambada de ignorantes

De SOS a 20.03.2016 às 13:13

Este país parece mais a América Latrina que a Europa !!

De José a 20.03.2016 às 18:36

Gentalha que, pelos vistos, percebe mais de protocolo do que um professor universitário de Direito. Isto também pode explicar a causa do insucesso das universidades portuguesas no panorama internacional...

De alvaro silva a 26.03.2016 às 22:05

E quando beijou a mão á rainha Leticia? Não estava a ser subserviente mas cavalheiro. Que porra de dualidade. Para mim só será presidente a sério quando beijar os mamilos das fartas tetas da República

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