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Falhámos dramaticamente ao não perceber o quanto estava em causa no caso Leonor Cipriano. Falhámos colectivamente porque não houve desconhecimento. O Expresso fez capa, deu-lhe a devida publicidade. E, honra lhe seja feita, Marinho Pinto fez também a parte que lhe competia. Só nos podemos queixar de nós próprios.

 

Faltou-nos. Faltou-nos perceber que os valores do Estado de direito tinham de estar à frente do nosso preconceito. Faltou-nos. Faltou-nos perceber que não podemos desviar. Faltou-nos. Faltou-nos coragem, disponibilidade ou arrojo para sairmos do nosso conforto e fazer. Fazer qualquer coisa.

 

Como na Crónica de Uma Morte Anunciada todos nos conformamos com a ideia que alguém que não nós fará algo. E todos convencidos disso, ninguém faz nada. E como uma boa tragédia colectiva, estamos confrontados com o momento em que só há soluções péssimas.

leonorexpressopics2.jpg

 

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2 comentários

De Joe Strummer a 14.06.2015 às 18:34

And look at me, I'm in tatters, yeah
I've been battered, what does it matter?

Shadoobee shattered, shattered
shadoobee shattered, shattered"

https://www.youtube.com/watch?v=6oaO6rpPwUA

De Joe Strummer a 15.06.2015 às 08:57


Agora só falta o expresso fazer 1ª pagina com isto;

http://www.las2orillas.co/quien-esta-detras-del-fiasco-de-los-negocios-de-los-portugues-en-colombia/

Se não fizer, não aconteceu.
E depois nem é preciso falar de Gabriel Garcia Marquez, já que tudo se passa em Macondo.

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