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Ouvimos, inúmeras vezes, pela boca do anterior Governo, que os sacrifícios dos portugueses valeram a pena e que Portugal estaria agora em condições para recuperar da austeridade “inevitavelmente imposta”. Até nos disseram, em vésperas de eleições, que a sobretaxa seria devolvida. Vejamos:

 

Ex-Primeiro-ministro – 27 de setembro de 2015: “Assumimos este compromisso: se a receita fiscal no IVA e no IRS ficar acima do que nós projetamos, então tudo o que vier a mais será devolvido aos contribuintes. E sabemos hoje que estamos em condições em 2016 de cumprir essa norma do Orçamento e que eles irão receber uma parte importante dessa sobretaxa.”

Hoje, sabemos que: “os contribuintes não vão receber qualquer devolução da sobretaxa de IRS paga em 2015, porque a evolução da receita de IRS e IVA durante o ano não foi superior à prevista no Orçamento do Estado de 2015.”

 

É claro que Pedro Passos Coelho sabia, à data, que a receita fiscal não ficaria acima do planeado no orçamento. Fomos enganados? Fomos. Andaram a brincar? Andaram.

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12 comentários

De Joe Strummer a 26.01.2016 às 15:45

Seja bem vinda. Só para avisar que anda por aqui um soldado japonês que julga que ganhou a guerra. Ele está aí não tarda...

De Carlos a 26.01.2016 às 15:50

Não era promessa eleitoral, foi inscrito no orçamento de estado para 2015 independentemente de quem viesse a ganhar as eleições. Mas como sabemos, foram aos milhares os que votaram PàF porque iam receber em crédito fiscal uns 4 ou 5 euros anuais , que receberiam na mesma se a PàF perdesse as eleições.
Entretanto há um novo governo que vai aumentar os impostos sobre os combustíveis , sendo que nalguns casos ao fim de 5 litros de gasóleo lá se foi o aumento da pensão que reverteu o empobrecimento.Os mais afortunados quase que conseguem encher meio depósito.Também se ficou a saber que vamos ficar num ano mais uns 11 mil milhões endividados e que afinal o orçamento da saúde e da educação vão ser iguais ao que eram , com a agravante de ser desviado dinheiro da prestação de serviços para o pagamento de salários. Mas há mais a caminho que a seu tempo será decifrável, até lá continuem a entreter-se com a devolução da sobretaxa.

De Gualter a 29.01.2016 às 14:04

Oh, Carlitos, essa de inscreverem a devolução da sobretaxa como possibilidade no orçamento de estado mostra bem a seriedade com que os pafistas encaravam o orçamento. A Maria Luísa fazia orçamentos de estado com muita demagogia e aldrabice, com uma pitada de números para dar sabor, e, para terminar, muitos favores ao bancos e pessoal amigo. O resultado foi desemprego recorde, emigração em massa, falências sem fim, pobreza como há muito não se via e um país destruído.

De Carlos a 30.01.2016 às 07:44

Olhe que não, olhe que não....

De Jaime Santos a 26.01.2016 às 22:26

Claro que nos vamos entreter com isto e com os disparates do BANIF e do Novo Banco enquanto pudermos e não deixaremos de vos lembrar isto, para provar que a treta do rigor não era mais do que isso, uma treta e a PàF um bando de mentirosos. Quanto ao imposto sobre os combustíveis, deixe lá, se não quer pagá-lo tem bom remédio, comece a andar mais de transportes públicos e a pé. É mais saudável e ecológico e contribui para diminuir as importações de combustível, com efeitos positivos na balança comercial. Seja patriota, a Direita costumava andar com o Patriotismo na boca, agora passou à lapela, enquanto se punham de cócoras em Bruxelas e a vender por tuta e meia as nossas empresas ao capital estatal chinês ou angolano! E quanto à questão do tirar de um lado para dar pelo outro, permita-me que o corrija. Não, é tirar a uns, os que têm dinheiro para suportar um carro, para dar aos outros. Chama-se política redistributiva e é uma das marcas da Esquerda! Habitue-se!

De Carlos a 27.01.2016 às 07:37

É a velha política redistributiva da dívida pública que alguém há-de pagar , and the oscar goes to ... " Make me laught one more time"

De Joel a 29.01.2016 às 14:07

Carlitos, a dívida pública aumentou durante o consulado do teu chefinho, o Passos aldrabão, como nunca antes tinha aumentado. No entanto eu via e vejo os pafistas sempre a rir. Deve ter piada, acredito, eu é que não consigo rir.

De Ana Leite a 27.01.2016 às 08:08

Carlos, é a velha política redistributiva que coloca a dignididade humana em primeiro lugar. Há caminhos alternativos ao corte de pensões e dos salários e ao retrocesso na qualidade de vida. Este é um deles. E infelizmente concordamos numa coisa "Há mais a caminho que a seu tempo será decifravel". À sobretaxa juntamos-lhe as trapaçadas do Banif. Seria bom que ficássemos por aqui.

De Carlos a 27.01.2016 às 09:31

A dignidade humana custa ligeiramente mais que 8 cêntimos por mês. Há também a demagogia humana , essa tem um custo de quantificação difícil que será inevitavelmente paga pela dignidade humana futura. Não tivesse o país sido falido pelos defensores da dignidade humana e os caminhos alternativos teriam sido outros.Os mesmos que tanto criticaram a solução BES não hesitaram em usar os impostos pagos por todos para solucionar o BANIF, é a dignidade humana a funcionar. O que é indigno com uns é digno com outros.O estranho é terem vetado uma auditoria externa ao assunto, ou talvez não seja assim tão estranho.

De Anónimo a 29.01.2016 às 14:11

Refere-se ao BANIF que o governo PAF deixou, contra as recomendações da UE reiteradas durante dois anos, sem uma solução, de modo a encher a boca com a expressão "cofres cheios"?

De Pedro Perdigao a 18.09.2016 às 21:30

A forma como a Ana acaba o artigo é somente genial.

De Pedro Perdigão a 19.09.2016 às 01:18

A forma como a Ana termina o artigo é somente genial. Peca pela moderação, porque fizeram muito pior.

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