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26
Nov

Cuspir para o ar

por Pedro Figueiredo

A declaração do primeiro-ministro logo após a detenção (ainda sem serem conhecidas as medidas de coacção) do ex-primeiro-ministro, de que os "políticos não são todos iguais" diz muito da (in)violável ideia de presunção de inocência do arguido (e não réu) de Passos Coelho.

 

Ainda que dita num contexto que não o caso de José Sócrates, como não acredito na ingenuidade do primeiro-ministro, resta-me concluir que a escolha desta declaração, sobretudo no momento em que foi proferida, é tão grave quanto triste, para além de banalidade populista.

 

Quem cospe para o ar...

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1 comentário

De Joe Strummer a 26.11.2014 às 15:54

Recriando criativamente a historia recente (genero muito na moda) veremos que tanto Passos como Seguro tinham conhecimento da investigação. Basta rever a recente questão do caso Tecnoforma, a necessidade de enviar o caso para a PGR para que pudesse ser ilibado, não optando pelo esclarecimento pessoal e politico e o ataque de Seguro no Parlamento "Mostre as suas contas bancarias".
Se puxarmos o filme atrás, e incluirmos o layer operação Marquês no contexto, veremos o que realmente estava em causa e o seu real sentido. O ângulo de abordagem por parte de PCoelho como o de Seguro visavam comparativamente o caso Sócrates.

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