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365 forte

Sem antídoto conhecido.

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30
Mar15

Chorar sobre o leite derramado

Diogo Moreira

O resultado miserável do PS na Madeira, para além do gaúdio natural da direita, parece ter entretido os “anti-costistas” que se apresentam como próximos na área socialista. Nada que não se esperasse, claro. Para alguns, a digestão da derrota de António José Seguro nas primárias do PS nunca será feita. Para outros, o ódio a Costa é mais forte que o bem senso. Em ambos os casos, são palermas úteis para a direita que nos (des)governa. No entanto, tentarei fazer um apelo racional a alguns que ainda possam ser demovidos desse caminho.



O principal argumento para a candidatura de António Costa contra Seguro nas primárias, era a ideia que Costa representaria uma personagem vista pelos eleitores como mais sólida para concorrer a Primeiro-Ministro, e que seria capaz de fazer uma oposição mais eficiente à maioria de direita. Os sinais claros de que Seguro não era capaz de fornecer uma vitória clara ao PS estariam a ser dados pelas sondagens, e foram confirmados, à luz de quem acreditava nesta tese dos apoiantes de Costa, pelos resultados das europeias. A partir daí Costa avança, e o resto é história.



Nesta altura assistimos a algo que é difícil de engolir para muitos seguristas — o “messias” Costa parece ter um resultado, dado pelas sondagens, pouco diferente do que custou a Seguro a liderança. E daí o rancor, e muita digestão mal-feita.



Em linguagem popular, tomem Rennie que isso passa!



O que esperam os “anti-costistas”? Que os seus ataques constantes a Costa levem o Tó Zé Seguro a voltar, montado num cavalo branco, pronto a retomar as rédeas do partido? A esta altura do campeonato, só a derrota do PS nas legislativas pode apear António Costa da liderança. E se isso acontecer, o que se lembrarão os socialistas de determinadas pessoas? Que quando o partido estava embrunhado na luta contra o pior governo da história da democracia portuguesa, havia uns tipos ditos “socialistas”, que só sabotavam o trabalho do Secretário-Geral. Parece o que diziam muitos sobre o ataque que se fazia a Seguro quando era ele o líder do partido? Exactamente. E esse é o ponto. A política é muitas vezes circular. E quem se esquece disso, não tem lá grande futuro.



Não chorem sobre o leite derramado. Limpem-no e vão buscar outro.

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«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
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