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06
Ago

Brincar com as pessoas

por Nuno Pires

Nas últimas semanas, os malabarismos do nosso XIX Governo com os números do desemprego têm preenchido o espaço mediático.

O atual Governo manifesta-se muito satisfeito com o seu esforço de "cozinhar estatísticas" e verificar, consequentemente, que os números do desemprego oficial estão a diminuir, insultando assim milhares de pessoas que não conseguem encontrar emprego, bem como cerca de meio milhão de pessoas que se viram forçadas a aceitar o convite deste Governo e deixar o país, ao longo desta legislatura, para conseguir viver com um mínimo de dignidade.

Na verdade, e a título meramente exemplificativo, se todos os desempregados forem incluídos em programas ocupacionais, em formações que em nada promovem a sua empregabilidade, ou se todos os desempregados emigrarem, o seu número descerá a zero. É um cenário limite, é uma hipótese ridícula, mas, face ao comportamento revelado nos últimos tempos, seria uma situação que o nosso XIX Governo celebraria com um enorme entusiasmo (possivelmente levando ao êxtase um imberbe Bruno Maçães, caricatura fiel deste Governo e sempre disposto a envergonhar todo um país com tentativas disparatadas de mascarar uma realidade indisfarçável).

Talvez um pequeno desenho, com base nos números oficiais, ajude a perceber o drama social que o XIX Governo teima em tentar ocultar e para o qual nunca se inibiu de contribuir.

 

infografia_desemprego

 

O brutal aumento do desemprego é a marca distintiva do XIX Governo. É o maior problema que o próximo Governo terá que enfrentar.

Está na altura de parar de brincar com os números e começar a respeitar os portugueses.

 

 

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11 comentários

De Teodoro a 07.08.2015 às 10:39

Se a questão ficasse pela trica politica até que ainda era capaz de ter alguma piada ver os argumentos de parte a parte, mas o problema é que há gente desempregada a viver na pobreza sem ter o que comer, sem poder aceder a cuidados médicos, etc e isto meus senhores (principalmente governo), é gozar com as pessoas, aliás deviam ser julgados por gestão danosa. NOJENTOS

De nuno silva a 07.08.2015 às 10:56

Vergonha é o estado em que o Partido Socialista deixou o País, sem dinheiro para pagar vencimentos, reformas e pensões. Estávamos à beira do Caos quando todos os nossos serviços públicos entrassem em ruptura pelo facto de não haver dinheiro nos cofres. Mas agora que as contas públicas estão acertadas, com um brutal esforço de todos os Portugueses, é certo, já nunguém se lembra e ainda vêm com discursos agressivos para disfarçar a mediocridade de quem tem muitas culpas no cartório ou não fosse um destacado membro do anterior Governo. Tenham vergonha e peçam desculpa aos portugueses por todo o mal que fizeram ao País.

De Teodoro a 07.08.2015 às 11:51

Não fosse a sua conversa tipicamente partidaria, eu até lhe respondia, mas como se vê claramente que a sua memória é curta e pouco ilucidada, além de completamente alaranjada ou gayzada, conforme o quadrante, não vale a pena.

Mas só uma questão: as contas públicas estão acertadas?? Vá dar banho ao cão, e já agora renove o cartão PSD CDS, porque está a defender muito bem os seus interesses

De Nuno Pires a 07.08.2015 às 12:20

Quando a ignorância se junta ao atrevimento, o resultado são comentários deste tipo: uma mistura de falsidades com insultos.
E, como tal, o "Nuno Silva" não merece qualquer resposta adicional.

De Ricardo G. Dimas a 07.08.2015 às 22:11

"Contas acertadas"´. EHEHEHEHEHEHEHEHE!!!!!!!!!!! Já vi que o bicho que mordeu o Maçães também atacou o Nuno PIres. Podem não ter argumentos de jeito, mas ninguém pode negar que têm piada.

De Nuno Pires a 08.08.2015 às 01:16

Caro Ricardo,
Pelo seu comentário, creio que se referia ao Nuno Silva, e não a mim.

De Ricardo G. Dimas a 08.08.2015 às 12:40

Tem toda a razão, caro Nuno Pires, as minhas desculpas.

De PH a 07.08.2015 às 12:54

As pessoas parecem que se esquecem que o país estava falido. Essa é a parte fundamental da questão. Estávamos falidos! A nossa credibilidade externa era tão baixa que ninguém nos emprestava dinheiro.

Às vezes penso que as pessoas pensam que o dinheiro aparece por artes mágicas. O Estado é um poço sem fundo que tem dinheiro para tudo e para todos. NÂO É!

Era óbvio que o desemprego ia aumentar, especialmente nos sectores que viviam à sobra do Estado, como por exemplo (mas não só) o das obras públicas. Estavam à espera de quê ? Que continuassem a promover a construção de Auto Estradas, Aeroportos ou TGV's ou a remodelar escolas para aguentarem os empregos no sector ? NÃO HAVIA E NÃO HÁ DINHEIRO.

Virem dizer que este governo é o responsável pela perda de empregos é o mesmo que dizer que o actual CEO do Novo Banco é o responsável pela queda do BES. Como se em ambas as situações, as acções realizadas no passado (falirem o Estado/Banco) não tivessem quaisquer consequências no presente.

Os números do desemprego estão altos ? Estão.

Há muito emprego da treta ? Há.

Houve muita gente a emigrar ? Sim.

Havia alternativa ao que aconteceu ? Não.

A situação está melhor do que em 2011 e a melhorar à medida que o tempo passa ? Sim

Os que nos faliram, fariam diferente do que estes fizeram ? Não. Visto que quem ficou a mandar nesse período não mora cá.

Só não vê quem não quer...

E para terminar, sinceramente, votar num partido que apresenta as mesmas caras que nos levaram à falência ? Pois, sim, é já...

De Teodoro a 07.08.2015 às 15:21

Caro PH, admito o seu comentário se confessar que tem 10 anos, caso contrário é perfeitamente descabido e volta apenas ao passado que lhe interessa, porque se quiser falar do passado como deve de ser, vá ver quem nos colocou realmente em maus lençois e foi exatamente o sr. silva (esse iluminado de belém), ou julgava que os milhões de chegavam da (na altura CEE), eram só para comprar carros topo de gama, e nunca iam ser pedidas contas? Esse foi o grande problema de portugal, quando a torneira deitava dinheiro que nem, as coisas não desenvolveram o suficiente (ou como deviam), era só esbanjar dinheiro em vez de desenvolver uma estratégia de jeito economico-produtiva em sectores chave. Culpados? um, o sr. silva, esta é a verdade, mas esse está socegadinho, porque a reforma mal lhe chega para viver.

De Teodoro a 07.08.2015 às 15:24

...já agora se não tiver 10 anos, escusa de responder porque tá visto que a "coisa" não dá para mais.

De Nuno Pires a 08.08.2015 às 01:15

Vamos por partes.

Não é verdade que o país estivesse falido. Essa ideia é falsa e foi uma das mentiras mais eficazes no caminho que PSD e CDS traçaram para chegar ao poder. Aliás, a ideia é de tal forma falsa que foi já demonstrado, com números e contas (essas coisas chatas que a coligação resolveu omitir do seu programa) que havia, antes do nosso afastamento dos mercados, liquidez para garantir todas as obrigações do Estado.
Caso a dúvida persista, é ler o livro de Emanuel Augusto dos Santos, "Sem Crescimento Não Há Consolidação Orçamental – Finanças Públicas, Crise e Programa de Ajustamento". Uma dica que pode dar jeito: os dados utilizados são os números oficiais.

«Às vezes penso que as pessoas pensam que o dinheiro aparece por artes mágicas.» - Aqui estamos de acordo: eu também penso isso por vezes, mas não nos casos que refere. Por exemplo, pensei isso quando uma ministra das finanças tentou vender ao país a ideia que a nacionalização do BES não iria ter custos para os contribuintes. Penso isso quando me tentam convencer que de um acordo com Bruxelas para cortar 600 milhões em pensões não vai resultar qualquer corte nas pensões. E também pensei nisso quando, ainda há umas semanas, foi detetado pela UTAO um brutal desvio orçamental e o governo andou por aí a dizer que iria ser "devolvida" parte da sobretaxa de IRS.

É patético, não é? Mas alegam ser de contas certas. Deve ser para rir.

E é sobre isso que eu falo neste meu texto, e que pela leitura do seu comentário vejo que não contesta: a descarada e insultuosa manipulação dos números do desemprego, por parte da gente das tais "contas certas", com recurso a programas de ocupação e outros malabarismos, para fazer artificialmente descer o número de desempregados. Vejo que não contesta que isto é um insulto a milhões de portugueses. Os que estão por cá em situação de desemprego/subemprego, e os milhares que tiveram que sair. E concluo, portanto, que não contestará que, mesmo que outros motivos não houvesse (que os há, bastantes e em várias áreas), urge afastar esta rapaziada de qualquer tipo de função governativa, tão depressa quanto possível.

Ontem já seria tarde, mas já não falta tudo para dia 4 de outubro.

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