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25
Fev

Bloco central

por Sérgio Lavos

A escolha de Francisco Assis como cabeça de lista do PS à eleições europeias clarificou, para já, o posicionamento político de António José Seguro. Pressionado por um ultimato feito no Congresso do PSD, Seguro, a reboque da agenda mediática dos seus adversários políticos, sentiu a necessidade de revelar o nome que já teria sido decidido há algum tempo. Pode Assis vir dizer que a questão do timing é secundária, que ninguém acredita nele: quem tem decidido a agenda têm sido os partidos do Governo, e, na actual democracia mediática em que vivemos, isso é decisivo. 

Mas, mais importante do que o embaraço momentâneo, são as ideias de Assis e o seu lugar no PS. Candidato derrotado por Seguro, antigo deputado ao parlamento europeu, Assis tem vindo, nos últimos anos, a colocar-se no centro absoluto do PS, personificando a facção socialista que prefere claramente aproximações aos partidos de direita. A sua candidatura é a do "bloco central" e "estruturante da esquerda portuguesa". Esta afirmação pode parecer uma mera provocação ao sectarismo que existe à sua esquerda, mas na realidade torna óbvio o que talvez fosse turvo para alguns. Define o PS enquanto partido de poder, do "bloco central" de que farão parte PSD e CDS, o que não é nada de novo - o PS assinou o memorando da troika com a direita, e, acima de tudo, aprovou o tratado orçamental já sob a liderança de Seguro. O tratado orçamental limita, de forma evidente, o tipo de políticas que serão tomadas pelos Governos que se seguirão. Ao impôr um limite muito estreito ao défice - 0,5% de défice estrutural - na prática o tratado evita que se possam implementar políticas keynesianas de aumento do investimento público em tempo de crise, perpetuando em letra de lei o austeritarismo germânico. O PS, acreditamos todos, saberá o que fez. E o que fez foi, na verdade, recolocar-se mais à direita no espectro político, aproximando-se - e tornando-se praticamente indestinguível - do PSD e do CDS.

Por outro lado, Assis esclarece de que modo o PS olha para os partidos à sua esquerda, respondendo às variadas tentativas de convergência ensaiadas nos últimos tempos. O actual PS "estrutura-se" assim em torno da direita e de políticas liberais, não-keynesianas. À esquerda, nenhum dos partidos defende este tipo de políticas. Nem o BE - cada vez mais fechado num socialismo estatal -, nem o PCP, fiel à velha ortodoxia. Resta o LIVRE, que por enquanto existe apenas como ideia. E o LIVRE sabe agora por onde tem de ir, se quiser ser chamado ao poder depois das próximas legislativas: em direcção ao centro, contrariando a ideologia social-democrata (não confundir com o PSD) que está nos seus princípios fundadores.

Os dados estão lançados - escolher um político inteligente como Francisco Assis tem as suas vantagens. Enquanto Seguro navega entre premências do PSD e soundbytes vazios e pouco assertivos, Assis define o seu espaço e o do PS. É verdade que há pouco que distinga Paulo Rangel e Francisco Assis; já o sabíamos do programa semanal onde ambos aparecem. Mas o tiro de partida da candidatura foi bastante esclarecedor. Se Assis conseguirá conquistar votos com esta estratégia, será duvidoso - os votos que ganhar ao PSD e ao CDS certamente serão perdidos à esquerda. E os abstencionistas nunca irão votar num candidato que afirma orgulhosamente pertencer ao "bloco central". O tal que tem governado o país desde sempre, trazendo-nos onde nos trouxe.

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129 comentários

De Joe Strummer a 25.02.2014 às 19:19


Há que ver o lado positivo das coisas, para o bloco PC/BE é uma optima oportunidade!
Agora arregacem as mangas definam objectivo minimos aceitaveis e por uma vez responsabilizem-se pelos resultados obtidos. Desta vez não há desculpas para falhanços.

A escolha de Assis não define nada em Seguro, simplesmente, porque ele não tinha outra escolha. Pura sobrevivência.

"Por outro lado, Assis esclarece de que modo o PS olha para os partidos à sua esquerda, respondendo às variadas tentativas de convergência ensaiadas nos últimos tempos."
Quais? Até o 3D levou sopa do BE, quanto mais! :)

De Joe Strummer a 25.02.2014 às 20:28


Vejam aqui a qualidade keynesiana do BE.

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=100111

De A.R.A a 26.02.2014 às 15:00

JOE STRUMMER

O seu silencio quanto aos meus argumentos é ensurdecedor mas, qual alma penada VERMELHA, irei atazanar essa sua soberba esquizofrénica de responder a si próprio ... aliás, algo muito semelhante ao que o seu querido líder Sócrates fazia.

Sócrates e Teixeira dos Santos ... existiram a custa do BCentral e o resto são 10 milhões de "peru menores" ....

Embora, como comediante, o Joe continua de vento em popa com essa do "por uma vez responsabilizem-se pelos resultados obtidos" ... será que foi mais uma pergunta esquizofrénica para o seu alter ego ou é apenas um momento Monty Python?

Continue, continue ... rir é sempre o melhor remédio!

A.R.A

De Joe Strummer a 26.02.2014 às 16:49



Yeah, that's just like ahh your OPINION, man!

De A.R.A a 27.02.2014 às 15:15

JOE STRUMMER

Excelente argumento ... miúdo!

Agora é stand up em inglês .... o puto faz-se ou não fosse a cara do seu líder.

Até já, Joe, e continua que mesmo em inglês não deixas de ter piada.

A.R.A

De Antónimo a 26.02.2014 às 19:33

Escusa de insistir com Joe Strummer, que padece de clubite e não de qualquer intenção de debater qualquer assunto.

Gastei uma vez já não sei quanto tempo e folhas word para lhe expôr por que considerava que a polifonia do PS resultava num factor de diversidade ilusório tendo em vista levar eleitores ao engano e uma falcatrua democrática perfeitamente perversa.

O bicho podia concordar, discordar, contrapôr, dar-se ao trabalho de me dizer onbde achava que eu estava errado e porquê. Tenho a certeza absoluta que qualquer democrata-liberal concordaria com muito do que eu acabara de lhe escrever. O clubista que existe dentro do Joe Strumme ficou-se por um Viva a Coreia do Norte.

O PS até pode despedir as próprias mães todas, despejá-las e pô-las a render para subsidiar a Banca que Joe Strummer irá votar no clube. E nem o gosto musical o salva.

De Joe Strummer a 26.02.2014 às 21:10


Sorry man, word don't come easy to me.

De Antónimo a 27.02.2014 às 10:09

Se se trata de falta de jeito para namoro, podia dizê-lo em vez de se sair com uma afirmação deslocada e desespeitosa para quem se deu ao trabalho de gastar algum do seu tempo e argumentos para construir um patamar de entendimento e de percepção de uma ideia. Isso assim é até mi parece coisa de cafageste!

De Joe Strummer a 27.02.2014 às 11:02

Eu não tenho q ser o auditor e/ou revisor dos seus textos. Tem uma visão do mundo demasiado conspirativa e dogmatica para que possa ter alguma discussão consigo. Aceito-a mas não gasto uma caloria a argumentar com o q quer q seja, é-me cansativo para alem de inutil. Essa sua obsessão é um problema seu não meu.

De Antónimo a 27.02.2014 às 11:22

Nunca o vi defender nada tirando que o PS é que merece governar pq sim e eu é que sou dogmático? Responde com Viva a Coreia do Norte, comentário que em nada intersectava o que eu tinha escrito, e eu é que sou conspirativo? Tá bem.

De Joe Strummer a 27.02.2014 às 11:42


Eu não estou aqui para cumprir as suas expectativas, quanto ao resto arranje um psicologo.

De Antónimo a 27.02.2014 às 11:46

É a diferença entre o democrata e o propagandista a quem a democracia nada diz.

Eu estou aqui para participar, debater ideias, aberto à contestação. Ao que me dizem fazer sentido e ao que eu acho fazer.

O Strummer está para excluir, insultar e bater na tecla do PS é que deve governar pq sim. Para caso psiquiátrico ou sectarismo associado às coreias do norte, acho que o seu caso está bem pior que o meu.

De Joe Strummer a 27.02.2014 às 11:53


É bem provavel...mas, se não se importa, cada um trata do seu.

De Joe Strummer a 26.02.2014 às 07:18


Noção de parceiro politico para o BE, segundo o manual dos seus apoiantes:

" O parceiro politico ideal é aquele a quem podemos apunhalar pelas costas e a quem depois podemos vender o punhal a preços que valorizem a mão de obra e sem mais valias especulativas."
Se o BE fosse uma pessoa, era um mediocre. Como são varias, são um caso patologico (esquema que permite depenar patos e/ou otarios).

De makarana a 26.02.2014 às 11:13

Quantas vezes o PS não fez já isso oh Joe..

De Joe Strummer a 26.02.2014 às 13:59

¿Qué?

De A.R.A a 26.02.2014 às 15:03

MAKARANA

Por favor, não faça perguntas difíceis ao amigo Joe!

Da próxima vez, faça como eu, dê-lhe um guião ... sabe, o lápis azul nunca caiu em desuso.

Cumprimentos
A.R.A

De makarana a 26.02.2014 às 20:01

Estou a ver que sim A.R.A. Ele fala muito mas pouco diz

De Joe Strummer a 26.02.2014 às 20:53


Shut the fuck up Donny!

De makarana a 26.02.2014 às 20:56

Ta bem oh marilu..

De Joe Strummer a 26.02.2014 às 21:29

Shut the fuck up Ricky Nelson!

De Joe Strummer a 27.02.2014 às 07:17


Vulgar, man.
(É isso q define um tarado, ordinario quando sob pressão)

De A.R.A a 27.02.2014 às 15:37

JOE ESTRUME

I can see that you prefer the writen English rather the Portuguese to say that words don't come easy for you! I can also see that you were one those that lost the oportunity of working towards the future of world's nº 1 job "The Calling Centres" ... although when Sócrates left you bare handed with a promise that never was ... you've blamed comunists for that ... then again, who cares?

But, what I can't never understand is if you really belive in your own bullshit, boy! And because you are so full of it for now on your name has changed to Joe Bullshit or ... em Português, Joca Estrume ou sai merda ou entra mosca.

Praise the lord ... the brother has seen the light! Can I get na Amen to the lord all mighty Sócrates?

Já viu o que fez? Agora até já me pôs a responder-lhe em Inglês ... as coisas que aprendo consigo, joquinha! É só upgrades ...

Continue, continue ... que isto sem si não tem piada nenhuma.

A.R.A

De aquaporina a 26.02.2014 às 12:53

"E o que fez foi, na verdade, recolocar-se mais à direita no espectro político, aproximando-se - e tornando-se praticamente indestinguível - do PSD e do CDS." Isto é o que a extrema-esquerda sempre disse do PS. Para eles, nunca um governo/candidato do PS foi de esquerda, por isso nada de novo.

"O tal que tem governado o país desde sempre, trazendo-nos onde nos trouxe." Suponho que desde sempre seja desde 74, o que é um bocado ridículo, tendo em conta os avanços óbvios em diversas áreas da nossa sociedade.

De Sérgio Lavos a 26.02.2014 às 13:31

A extrema-esquerda pode ter dito sempre isso, mas eu não. E, além disso, o que eu digo é verdade, aceite por todos: Assis colocou-se de facto à direita e pouco o distingue de Rangel, por exemplo
E claro que conquistámos muito, mas muito mesmo, desde o 25 de Abril. E sobretudo por causa dos Governos PS que temos tido. Por isso, menos se compreende que neste momento exista a possibilidade, forte, do PS se coligar com os partidos que estão a destruir o estado social português.

De A.R.A a 26.02.2014 às 15:22

SERGIO LAVOS

Não foi a extrema-esquerda que incentivou a mudança ideológica de um socialismo democrático para uma social-democracia nórdica, culminando numa 3ª Via que ainda ninguém verdadeiramente compreendeu, foi uma necessidade evolutiva num partido de poder ... de nunca se comprometer

O PS é o partido com maior tempo de governação em Portugal pós 25/04, portanto é ao PS que cabe a fatia maior do que de bom por cá se fez (muito a custa de uma factura que agora estamos a pagar ... avisos a navegação da altura não faltaram!) assim como não se pode sonegar o muito que de mal esses governos fizeram com a ilusão da cenoura UE.

BCentral durante muito tempo era um status quo perfeito: -Governação PS/ Empresas Publicas PSD ou vice versa ... e chegamos aqui com o povo a perceber que de facto a cenoura UE tinha "lixo Toxico" contaminado com um vírus que mandou um país inteiro para o desemprego.

Enfim, Tudo Bons Rapazes ... obrigando sistematicamente o povo a escolher entre a Cosa Nostra e a Camorra.

Isto não tem nada de "extremas" é puro senso comum de quem olha para os acontecimentos da nossa Historia recente que nos trouxeram até aqui.

Cumprimentos
A.R.A

De aquaporina a 26.02.2014 às 15:38

As posições actuais defendidas pelo Assis não me agradam particularmente, mas não vejo como é que o PS se poderá coligar com o PSD.

Agora uma coisa é certa, os partidos à esquerda do PS também não estão com ideias de ceder 1 mm que seja nas suas posições, o que também seria suposto.

De Antónimo a 26.02.2014 às 19:46

Aquaporina,

Vai desculpar-me o tom, mas tenho sérias dúvidas que saiba exactamente do que está a falar quando afirma que os partidos da esquerda não estão dispostos a ceder um milímetro nas suas posições.

Já vi essa afirmação ser feita em muitos sítios, mas sempre sem darem resposta aos pontos em que PCP e BE intransigem. Mas pior, porque alegam sem provar e nunca vi ninguém responder a um conjunto de perguntas que também já vi bastas vezes formulado:

Quando se diz que PCP e BE não estão dispostos a ceder um milímetro está a falar-se exactamente do quê? Em que assuntos acha que BE e PCP não vão ceder? E, mais, até onde devem ceder?

Dou uma ajuda. Sem precisarem depois no concreto, críticos afirmam que PS tem entendimentos muito diversos dos do PCP e do BE em temas como a continuidade e integração na União Europeia, a moeda única e a presença na OTAN.

Ora, tenho a certeza absoluta que dois desses temas estão completamente postos de parte em qualquer negociação entre os três partidos. No ponto em que se está, nem BE nem PCP exigiriam as saídas da União Europeia ou da OTAN como moeda de troca. Quanto à moeda única, muito possivelmente o PCP e o BE exigiriam discutir em sociedade a pertinência de continuar no sistema, mas sem fazer exigências prévias.

O que separa o PS dos partidos da esquerda são as questões dos Código Labroal e da descida do IRC para beneficiar a Banca e Grandes empresas (entenda-se o capital que foge de contribuir para o esforço nacional). E perdoem-me a pergunta, mas da última vez que olhei, o S em PS ainda queria dizer socialista.

De aquaporina a 26.02.2014 às 23:54

É ponto assente que o PCP não quer discutir nada com o PS, isso é um facto histórico. O BE, aparentemente, queria ser diferente mas não conseguiu.

O que separa o PS dos partidos de esquerda é tudo. É conferir a grande maior parte das iniciativas legislativas dos governos do Sócrates para se perceber isso.

De Antónimo a 27.02.2014 às 09:51

"É ponto assente que o PCP não quer discutir nada com o PS, isso é um facto histórico." Isso não é História. É fé na versões socialistas contadas aos jornalistas.

"O que separa o PS dos partidos de esquerda é tudo. É conferir a grande maior parte das iniciativas legislativas dos governos do Sócrates para se perceber isso." Mas o que me dizia era que os partidos à esquerda não cedem um milímetro. Afinal, é o PS que não cede indo sempre aprovar as coisas com a Direita?

"Tudo os separa" é o quê? Mais conversa generalista? Assim com impacto na Comunicação Social aprovaram os três o casamento homossexual, outras coisa do género. Afinal não é "tudo" que os separa. Gostava que explicassem exactamente um conjunto de coisas que realmente os separa e porquê?

Mas como é óbvio, quem diz o que Aquaporina diz faz sempre as afirmações genéricas e refugia-se na fé dos pretensos factos históricos.

De A.R.A a 27.02.2014 às 15:54

ANTONIMO

Touché!

O caro amigo acertou na mouche ... para os socialistas sem S é tudo uma questão de fé no ouvi dizer e assentam o seu discurso vago em coisas genéricas e generalidades afins ...

É por estas e por outras que, voltando ao que mais atrás lhe escrevi, são cada vez mais os socialistas que pouco ou nada se reveem no seu partido e essa é a tal ala esquerda de um partido que já não é ... socialista!

Contudo, deixe-me felicita-lo porque as suas intervenções acima sintetizam na perfeição um dos maiores imbróglios da Esquerda nacional entre os socialistas e a restante esquerda com:
"afirmações genéricas e refugia-se na fé dos pretensos factos históricos"

Cumprimentos
A.R.A

De M. G. P. Mendes a 26.02.2014 às 13:56

Curioso o seu "texto", Sérgio!

Por um lado lá vai dizendo que a candidatura de Assis tem as suas vantagens, mas para logo de seguida destruir qualquer veleidade de alguém da "verdadeira esquerda" "arriscar" que talvez se possa agora definir uma frente comum que leve a uma maioria absoluta capaz de eliminar esta aliança de direita - corja de incompetentes e vigaristas!

É que se não formos capazes de fazer esse programa de "GOVERNO VIÁVEL DE ESQUERDA" é porque a tal "esquerda verdadeira" só quer o bem bom da critica...e nada de responsabilides de governo...Esquecendo as consequências que tal posição tem tem trazido para o país desde 2011!

E NÃO DIGAM QUE NÃO TÊM RESPONSABILIDADES NA CATASTROFE QUE VIVEMOS DESDE QUE VOTARAM, VOTARAM - PODIAM TER-SE ABSTIDO! - MAS VOTARAM COM A DIREITA NA QUEDA DO GOVERNO SOCIALISTA!!!

De Sérgio Lavos a 26.02.2014 às 14:18

Não sei o que é isso da "esquerda verdadeira". Foi Assis que, por várias vezes, defendeu que o PS não deve fazer coligações com o resto da esquerda. Como, de resto, esta tem feito. Por isso, critico as duas posições: a recusa liminar de algum PS em unir-se ao resto da esquerda e o sectarismo do PCP e do BE.

De Antónimo a 26.02.2014 às 19:52

Você andava melhorzinho noutras bandas quando não dizia estas coisas, Sérgio. Tipo dar colinho ao umbigo do Tavares que quer continuar no PE (ou vai ficar por cá a dirigir o partido?)

Portanto, os termos que coloca são "o sectarismo" de BE e PCP e "a recusa" (mesmo liminar) do PS em unir-se à esquerda.

Nos termos desiquilibrados que usa, o pessoal do PS pode quanto muito ser acusado de infantilidade, de fazer birras. Eu não brinco com aqueles meninos.

Já o pessoal do PCP e do BE é sectário - um tipo de gente que até perde machados na cabeça do Trótsky.

De Antónimo a 26.02.2014 às 20:28

e não é "quanto muito", mas sim "quando muito". Tanto me repetem a expressão ao lado, que já me deixo induzir.

De Sérgio Lavos a 26.02.2014 às 14:21

Além disso, eu apenas tento fazer uma leitura "utilitária" da candidatura de Assis: onde se posiciona e o que pode ganhar e perder com isso. Eu acho que tem mais a perder ao colocar-se mais à direita. Eu gostaria muito de ver uma coligação de esquerda derrotar este Governo, acredite. Mas quando é o próprio PS, pela voz de Assis, que diz preferir uma coligação com o PSD e o CDS - quem está a destruir o país, portanto - não vejo nenhuma viabilidade de isso acontecer.

De makarana a 26.02.2014 às 20:10

Oh Sérgio,a posição do Assis é exatamente a que todos os secretários gerais do partido tiveram,como ontem Santos Silva frisou muito bem no seu comentário semanal.Sócrates sempre foi mais próximo do PSD E CDS do que do Be e Pcp,por exemplo.O PS embora refute a politica deste governo,não se reconhece também na politica que o BE e PCP propõem. P+or isso é uma utopia falar de união de esquerda,e é por isso que o Movimenrto 3d foi um fracasso retumbante.Mais não servia para obrigar o PS a coligar-se com o BE.É que a saída do euro é capaz de ser tão má ou pior que a atual politica de direita...

De Antónimo a 26.02.2014 às 20:37

Mas nós já saímos do Euro, desde que lá entrámos, a nossa economia foi ajustada à bruta (e nos últimos anos criminosamente), só que sem as vantagens de de lá termos saído realmente e podermos mexer na moeda e assustar os credores com a saída.

De makarana a 26.02.2014 às 20:55

Não,nao saimos

De Antónimo a 27.02.2014 às 09:56

Mais fé. Não, não saímos, não é exactamente uma resposta.

Salários baixados, desemprego nos 20 por cento, estagnação, impossibilidade de pagar dívida, total incapacidade de se comparar nos créditos com os países do euro do norte, mas cá andamos.

Com todas as desvantagens de ter a moeda (em termos de consequências são exactamente as mesmas de uma saída: salários baixos, desemprego, estagnação, impedimento de acesso ao crédito) e nenhuma das vantagens.

De makarana a 27.02.2014 às 11:52

Tivemos isso claro,mas os salários não baixaram 50 a 100% como numa saída do euro aconteceria

De Antónimo a 27.02.2014 às 12:47

Infelizmente, a economia não é ciência, nem os raciocínos da Economia tem mais sustentação que os raciocínos da História.

Sem ir a jogo da saída do euro, nada permite prever o que baixam os salários, quanto baixam e em que circunstâncias. A quebra seria possilelmente ultrapassada com outra velocidade, com políticas monetárias na mão

Mas fomos a jogo com a não saída e não sei como está o conjunto da massa salarial (ninguém nos diz, o que faz parte do jogo que nos permitem conhecer e debater) e até pode não ser significativo, mas conheço quem tenha baixado dos 4000 euros mês para 1500. Pontapés de gente que passou do ter salário para não ter salário nenhum. E não se vê qualquer esperança de recuperação futura.

Como diz o outro, as pessoas não estão melhor. E ao contrário do que diz o outro, o país também não.

De makarana a 27.02.2014 às 17:45

A história tem valor,mas na nossa situação, é garantido que a moeda iria desvalorizar bastante,e por tempo indeterminado.Ficariamos sem fontes de financiamento..Para não falar do nível de inflação que seria gerado.As pessoas estão pior é claro,mas ficaríamos pior ainda se saíssemos do euro.
Podemo ganhar soberania,mas isso não quer dizer que nos podemos livrar da austeridade nessa situação.Antes pelo contrário

De Sérgio Lavos a 26.02.2014 às 22:09

Portanto, acha que o PS faz bem em coligar-se com o PSD e o CDS, caso ganhe com maioria relativa as próximas legislativas?

De makarana a 26.02.2014 às 23:57

Não sei.Mas sei que e bastante difícil coincidir com as posições da extrema esquerda.Não vejo o PS a nacionalizar ou a tabelar preços.Se p PSD e CDS mudarem de politica e liderança tipo Rui Io, porque não?

De Antónimo a 27.02.2014 às 10:03

E quem é que acredita que na situação presente o BE e PCP poriam nacionalizações (bem desejáveis eram em várias áreas) e tabelamentos de preços (nunca os ouvi falar de tal coisa) numa discussão para constituirem Governo com o PS?

Não basta acenar com espantalhos e dizer que as coisas são assim, porque não são. O PSD também disse em Congresso que ia aumentar o salário mínimo e sabemos muito bem que não o vai fazer. Os apianates do PS dizem muita coisa acerca do que o PCP e o BE querem, mas quando toca a concretizar, ficam-se por generalidades.

Existem grandes diferenças entre conteúdos programáticos e objectivos políticos e a consciência de que há alturas em que estes ficam adiados em nome de mínimos entendimentos possíveis em situação de emergência. Como disse acima, a Aquaporina, obtendo mais uma resposta genérica e vazia, sem conteúdo, dizendo "tudo" para não ter de concretizar "o quê", nenhum dos partidos da esquerda exigiria ao PS agora uma saída do euro, da união europeia ou da OTAN, como já ouvi como argumento a alguns defensores da tese da inaliançabilidade dos três partidos.

De makarana a 27.02.2014 às 11:51

Não basta acenar com espantalhos e dizer que as coisas são assim, porque não são. O PSD também disse em Congresso que ia aumentar o salário mínimo e sabemos muito bem que não o vai fazer. Os apianates do PS dizem muita coisa acerca do que o PCP e o BE querem, mas quando toca a concretizar, ficam-se por generalidades"
Não são generalidade,são factos. É ir ver os discursos que esses partidos fazem.O PCP na apresentação da candidatura de João Ferreira ás Europeias,defendia a saída do euro para Portugal.
O PCP e Be querem a saída do euro,o PS não quer,eles rejeitam a Nato,o PS não

De Antónimo a 27.02.2014 às 13:08

Algumas notas:

O BE não será favorável à saída do euro. Louçã tem quanto a isto a mesma opinião de Makarana. Quanto ao PCP, embora nunca o tenham declarado, serão tendencialmente favoráveis à saída do euro. Mas João Ferreira, ao contrário do que diz Makarana, está bem longe de ter dado esse passo de pedir a saída. Fui ler e o que ele diz é significativamente diferente:

«Daí a importância da adopção de medidas que preparem o país (desde já) FACE A QUALQUER RECONFIGURAÇÃO DA ZONA EURO. Uma preparação que deve ser feita não apenas em face de possíveis desenvolvimentos na crise da União Europeia, mas também em nome de uma saída de Portugal do Euro por decisão e interesse próprios, salvaguardando os interesses dos trabalhadores e do povo.»

João Ferreira não fala em sairmos do euro. Fala na necessidade de preparar a saída face a reconfigurações.

Não vejo em que é que isso possa contrariar negociações com o PS. Caso sejamos expulsos (a tal reconfiguração não tão impossível quanto isso), não quererá o PS salvaguardar os interesses portugueses? O PCP é bastas vezes suficentemente redondo nas suas posições, para que as possa adequar aos contextos, sem as trair.

É verdade que quer BE, quer PCP defendem há muito a saída da OTAN. Mas apenas no PS se diz que isso é um ponto que os afasta de hipóteses de entendimento governativas. Claro que é falso. Nem BE nem PCP poriam isso em cima da mesa numa dicussão feita neste exacto momento. Talvez pusessem ressalvas à participação em missões, mas quanto a isso conheço mãos cheias de militantes e eleitores do PS (tirando o neo-conservador Luís Amado) que têm a mesma posição. Exigem a saída dos sítios onde temos tropas e a não participação em causas como a invasão do Iraque. Sair nda OTAN, está abolutamente fora das condições prévias actuais.

De makarana a 27.02.2014 às 17:55

O BE é contra a saída do euro,mas é contra a austeridade.Num quadro em que as politicas orçamentais da zon Euro não são decididas por nós, é incompatível.Qualquer passo no sentido da mutualização da divida e outros instrumentos teria que ter o OK das instituições europeias,mas essas não só se opõem a tais iniciativas,como acham que o governo português devia fazer pior.
O cenário de João Ferrreira ,de momento parece-me pouco provável.A UE já disse imensas vezes que nos segura se nós seguirmos as indicações deles.E não estão interessado em que algum pais saia porque isso desvalorizaria o euro.A saída do euro é algo a evitar,e não uma solução.
Mas o meu ponto é este: o PS não se opõe á austeridade nem á consolidação orçamental, é apenas uma diferença de graduação em relação a este governo,o BE e PCP estão contra.O PS etá contra o aumento de impostos sobre as grandes fortunas,o BE e PCP estão a favor.O PS não quer aumentar salários,eles querem.Em suma,o PS é a favor da austeridade,o BE e PCP não,até porque quem começou a austeriodade foi o PS.Se houvesse proximidade,o governo de Sócrates não tinha caído em 2011.
Por último,o PS apoiou a intervenção no Afeganistão e inclusive creio ter havido voos da Cia em Portugal no tempo de Sócrates

De Anónimo a 27.02.2014 às 19:04

Pelo fim, tem o Amado que apoiou a invasão do Iraque.

No entanto, a não-participação em missões está muito longe de implicar uma saída da OTAN. Uma saída não tem de estar em negociações conforme alegam socialistas que gostam muito de dizer que a exigência de sair da OTAN impede um Governo PS com BE e PCP.

BE e PCP não exigirão a saída da OTAN, mas exigirão não entrar em missões dessas loucas de bombardeamento da Jugoslávia (veja-se http://365forte.blogs.sapo.pt/longo-suspiro-pela-ucrania-192317) ou sem mandados da ONU. Isso é inegociável? Porquê? Porque Amado é cúmplice das torturas levadas a cabo pela CIA? A OTAN tem muitos países e boa parte deles não estão em missões. Sem massa, até temos desculpa. BE e PCP não exigem saída da OTAN e PS aceita pôr uma moratória sobre as acções militares da estrutura.

PCP e BE sabem muito bem o estado desgraçado em que o mundo e a Europa estão. Sabem -- e já o disseram várias vezes -- que com o estado para onde nos deixaram escorregar a situação terá forçosamente de ter austeridade. Agora, não é austeridade nos moldes em que tem sido imposta, deixando banca, grupos económicos de fora, destruindo o que de bom se construiu. Nem PCP nem BE se opõe à consolidação das contas públicas, mas já se opõem a que essa seja feita de modo criminoso, arbitrário e com intenção de partir a coluna aos resistentes. Não será na questão da saída da Europa ou do Euro que teremos divergências nas negociações entre o PCP, BE e PS.

PCP e BE nisso são mais realistas do que o PS, que só agora vai aceitando o facto. Sabem que a dívida é impagável e que a questão não está em pagar ou não pagar. A questão é saber quando é que vamos ficar impedidos de a pagar e saber que o que devemos fazer nessa altura devia ter sido já feito. Um vamos ver como se olha para isso, é um ponto que PCP e BE exigem e não se vislumbra pq há-de o PS de não aceitar.

Se a Europa diz que nos segura é apenas por ter medo de que saíamos. Se tem medo, faça-se do medo deles a nossa força. Não vejo pq havemos sempre de ser nós a ter o medo do nosso lado. Claro que ter a Europa do nosso lado seria melhor, mas como o PS designa Assises para cabeças de lista, está-se mesmo a ver com que tipo de figuras é que os europarlamentares socialistas se empenharão em fazer contactos.

Onde estão as diferenças é mesmo nas descidas do IRC, que financiam pingos doces e bancas sem impacto nas pequenas e médias empresas que são quem cria riqueza e emprego a sério. Onde estão as diferenças é mesmo na rejeição do códogo laboral.

De makarana a 27.02.2014 às 19:59

Sim,mas o PS em geral tem se mostrado em concordância com as intervenções militares,basta lembrar que o Kosovo aconteceu quando Guterres estava no poder.Não me parecew que isso se vá alterar
Eu não faço juízos de valor sobre este tema.Apenas digo que o PS distingue-se em tudo do que o PCP e BE pensam.E mesmo o PS nunca taxou bancos e grupos económicos,porque trata-se de capital,e quem cria emprego são os empresários.O PCP e o BE no seu tempo criticaram a "obsessão de Sóceates com o défice",enquanto que o PS quando esteve no governo,tomou medidas semelhantes ás que este governo toma.E recusa também a renegociação da divida em termos unilaterais,porque isso levará á saída do euro,algo que o PS sempre se opôs,enão deseja.Porque uma renegociação da divida levará a que não nos possamos financiar nos mercados.
Até Louçã se opõe á saída do Euro,
Pois a Europa segura-nnos..por enquanto.Não vão querer sempre pagar os défices de outros.

De Antónimo a 28.02.2014 às 10:43

Acho que não estou a explicar-me bem. No que toca à OTAN, são coisas diferentes pertencer à organização ou participar nas suas missões. A única obrigação operacional que decorre da presença na Organização do Tratado do Atlântico Norte é a que tem de ser cumprida em caso de ataque a estados-membros. E é da pertença ou saída da OTAN que falam, não nas extensões em missões militares.

As missões militares implicam pertença à organização, mas não é pela sua execução ou não execução que PS critica postura estratégica do BE e do PCP. É pela presença na OTAN. Fazendo o paralelo com União Europeia, pode ser-se membro, mas não usar o euro como unidade monentária. Pode ser-se membro da OTAN e não participar nas missões militares. O que o PS diz que os diferencia do PCP e do BE é a recusa dos partidos da esquerda em que Portugal permaneca como membro da OTAN.

Obviamente que as missões militares começaram com Guterres que acudiu aos interesses alemães na Então Jugoslávia. Era a primeira vez desde a segunda guerra que a Alemanha saía da sua geografia e nós fomos atrás, como lembra Ferreira Fernandes em http://365forte.blogs.sapo.pt/longo-suspiro-pela-ucrania-192317. E note-se que é dito por um jornalista é tudo menos uma pomba tendo apoiado a invasão do Iraque e George W. Bush.

Obviamente, nem PCP nem BE imporão como condição para convergir com o PS a saída da OTAN, ao contrário do que dizem os PS. Porá como condição que não se entre em missões militares. Ora, a malta está falida e mantém sucessivas missões no Afeganistão. E como se sabe, nem sempre todas os países membros da OTAN participam em todas as missões. Tem Portugal alguma vocação supra a dos outros países para se meter em tudo que é missão OTAN? O PS aceita uma moratória nas nossas participações em nome do consenso com o PCP e o BE, e estes aceitam não discutir a presença na OTAN - consenso estratégico do Arco da Governação - alguém tem dúvidas de que o PCP e o BE aceitariam esta situação em nome do imediato interesse nacional?

Quando fala em taxar grupos económicos, começamos a chegar ao ponto que o PS não quer realmente discutir. Primeiro é uma falsidade que os grupos económicos criem emprego. Quem cria emprego são as PME (ainda num nível mais baixo: veja-se os milhares e milhares de pequenos cafés familiares em todo o país que asseguram a existência e rendimento escasso de muitos milhares e milhartes de pessoas que de outro modo dificilmente estariam empregados) e o Estado ao dar aos grandes grupos económicos tudo o que são rendimentos e nenhum risco (um óptimo exemplo na imprensa de hoje: http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/ppp-das-aguas-municipios-ficam-os-riscos-privados-dinheiro-minimo-garantido). E quanto à conversa de que os hipermercados empregam (nem vale e pena falar de como fogem aos impostos), também gostava que me dissessem qual era o real problema de os fecharem. acaso não abririam supermercados e hipermercados e mercearias onde a malta pudesse continuar a fazer compras para comer e que empregassem os actuais funcionários? Outra verdade é que não há estudos sobre os fluxos de gastos e lucros de produtores, distribuidores e consumidores neste meio. Fala-se de cor ou com estudos encomendados para assustar

O problema do PS com essas empresas não é a criação de empregos. É a criação dos seus próprios empregos. Veja-se a estiva, nas mãos de empresas ligadas à Mota-Engil (onde anda ou andou Jorge Coelho), a tentar destruir direitos laborais, apenas para poder poupar em salários e recusando admitir trabalhadores com direitos e formação. E a gigantesca manobra movida pela comunicação social dizendo que a greve ÀS HORAS EXTRAORDINÁRIAS prejudicava as exportações. Ao contrário do que se passou nos noticiários, os estivadores só fizeram greve após as oito horas de trabalho, depois disso recusavam os turnos para os quais as empresas recusavam contratar mais gente.
Os concessionários em nome de patacas nos salários (que a estiva gera milhões e milhões de euros) a recusar contratar trabalhadores com direitos e formação (andas a brincar com o joystick, deixas cair o contentor e lá abateste o navio e perdeste uns milhões de euros em mercadoria) não se importaram de parar as exportações até que a federação internacional da estiva os pôs em sentido.

De makarana a 28.02.2014 às 19:09

Inegociável não digo,mas a verdade é que o PS esteve de acordo com essas intervenções,dai achar difícil esse ponto ser negociável. É um partido pró-ocidental e atlantista.(noita,quem apoiou a Guerra não foi Ferreira Fernandes,foi José Manuel Fernandes,na altura diretor do público)
Uma coisa é o que o Antónimo diz,outra é a que o PS diz.E o PS tem uma versão dos fatos muito diferente da sua.E o António nem o Be/PCP podem obrigar o PS a aceitar o que quer que seja.Há que moderar as exigências..
Pme ou Grandes Empresas são Privados,e é o setor privado que cria empregos.Podiam abrir ,pmas para depois fecharem,porque é e será sempre muito mais fácil para as pessoas fazerem comprar no Hipermercado.Sobrevivem no mercado,as que melhor servirem ao cliente

Para fechar o debate, é óbivo para mim que o PS está mais próximo dos partidos da direita do que da esquerda.O que o Antónimo diz é que o PS tem que ceder um pouco aos partidos da esquerda.Mas continuo a ver demasiada distancia entre eles.Assim,cada um fica na sua.
Se as distancias fossem assim tão curtas,já há muito que o PS e a esquerda radical teriam-se entendido.Não se percebe como é que a partir do seu pressuposto a atual situação acontece

De Antónimo a 03.03.2014 às 16:21

"Inegociável não digo,mas a verdade é que o PS esteve de acordo com essas intervenções,dai achar difícil esse ponto ser negociável. É um partido pró-ocidental e atlantista.(noita,quem apoiou a Guerra não foi Ferreira Fernandes,foi José Manuel Fernandes,na altura diretor do público)"

Por isso mesmo é que fazendo o BE e PCP cedências, normal será que o PS faça as suas se quiser mesmo convergência. Não podem é dizer que BE e PCP põem a saída da OTAN em cima da mesa como condição, e quando o BE e o PCP eventualmente a não ponham, PS se recuse então por outros motivos variantes desse. De qualquer modo, a primeira vez que fomos para intervenções militares foi com Guterres. Fomos para as intervenções pelna Jusgoslávia, como aliados dos interesses alemães que agora também fazem das suas na Ucrânia. E o Luís Amado do Sócrates é tão Tea Party como os mne de Barroso.

Não, não. Ferreira Fernandes defendeu a invasão do Iraque. Andava completamente acobardado, justificando a tortura e colando-se ao campo de George W. Bush. Agora, ao menos, já percebeu como a Alemanha aprecia falir Estados, tendo falido a Jugoslávia, tentando agora a Ucrânia (e sem esquecer o que tenta fazer ao sul da Europa).

Manuel José Fernandes, como outros, vendeu mentiras em editoriais do Público, para se invadir o Iraque.



"Uma coisa é o que o Antónimo diz,outra é a que o PS diz.E o PS tem uma versão dos fatos muito diferente da sua.E o António nem o Be/PCP podem obrigar o PS a aceitar o que quer que seja.Há que moderar as exigências.."

Não percebo a que assunto se refere. Precisava que dissesse quais são os pontos para perceber se é OTAN a que se refere ou outro qualquer tema. Negociáções implicam moderação de exigências das partes todas. Também do PS, se a questão for a OTAN (Não é. São o IRC e o Código Laboral), acho que esses partidos estão dispostos a cedências. O PS é que continua a dizer que é por exigirem a saída da OTAN.


"Pme ou Grandes Empresas são Privados,e é o setor privado que cria empregos.Podiam abrir ,pmas para depois fecharem,porque é e será sempre muito mais fácil para as pessoas fazerem comprar no Hipermercado.Sobrevivem no mercado,as que melhor servirem ao cliente"

Está a ver a coisa de um modo afastado. Na realidade, em Portugal quem cria empregos são o Estado, as PME e as micro.empresas. Mas o que sistematicamente, nos vendem é que não se pode hostilizar a banca nem as grandes superfícies, que vivem de rendas do estado (PPP e quejandos) e preivilégios (Talibassunção Cristas anunciou taxa para as superfícies comerciais por questões ecológicas e de ajuda à produção. As mercearias, super e mini mercados pagaram e Continente e Pingo Doce recusaram pagar e ficaram com mais uns largos milhões na mão). Ora, é justamente aqui que mais de direita me manifesto. Acabe-se com benefícios fiscais em sede de IRS, com a concorrência desleal ao permintir deslocalizações de sedes e partidas para off-shores. E veja-se se não se desacentua com vantagens para a economia nacional as diferenças de bem servir os clientes.

Se Soares dos Santos fechasse e desmontasse as lojas e fosse para a Polónia, em que é que isso nos prejudicava? Já paga (o pouco que paga) os impostos fora e de certeza que produtores e clientes continuariam a trabalha). O pessoal continua a ter de comprar, o que levaria ao surgimento de outras lojas. O clientes não iam passar a passar fome por terem ficado sem sítio onde fazer as compras. E de certeza que iria ter espaço para outros produtores e não apenas os que Continentes e Jerónimos Martins consentem e os empregados dos Hiper teriam outros sítios onde se empregar


"Se as distancias fossem assim tão curtas,já há muito que o PS e a esquerda radical teriam-se entendido.Não se percebe como é que a partir do seu pressuposto a atual situação acontece"

O pressuposto não é meu. É do PS. Que diz sistematicamente que não é possível a convergência por haver grande desentendimento com o PCP e BE em relação aqueles temas. O que eu digo, é que não acredito que os temas OTAN, presença no Euro e presença na Europa sejam o verdadeiro obstáculo a uma convergência. Acredito que nenhum dos partidos da esqeurda imporá a saída de nenhuma das coisas, ao contrário do que dizem os tenores do PS na comunicação social.

De makarana a 03.03.2014 às 20:15

Antónimo,eu também gostava de muita coisa.Mas não podem fugir da verdade: o PS não tem intenções de se aliar á esquerda.Tudo baseado no pressuposto de que,se o BE e PCP não se aliarem com ele,aliarão se com a direita. É este o argumento deles.O PS não quer fazer cedências á esquerda,ponto.
As PME e microempresas,são privados,detidos por pessoas.As mercearia também podiam ter-se recusado a pagar iva,nada as impedia de tal.
Os clientes não iam ficar com fome,mas poderiam não fazer tantas compras,porque os estabelecimentos são mais pequenos.Um supermercado é muito mais pratico e mais útikl para as pessoas porque tem preços mais competitivos.Um minimercado é menos prático que um supermercado,disso não tenho duvidas.
Não se pode criar mais lojas,se não for mais atractiva a sua criação .Ou seja, não é pelo simples facto de as pessoas se alimentarem que as lojas irão abrir.
"pressuposto não é meu. É do PS. Que diz sistematicamente que não é possível a convergência por haver grande desentendimento com o PCP e BE em relação aqueles temas. O que eu digo, é que não acredito que os temas OTAN, presença no Euro e presença na Europa sejam o verdadeiro obstáculo a uma convergência. Acredito que nenhum dos partidos da esqeurda imporá a saída de nenhuma das coisas, ao contrário do que dizem os tenores do PS na comunicação social. "
Lá está,porque o PS não defende o fim da austeridade,apenas o seu doseamento.In other words,o PS vai continuar com a atual politica orçamental deste governo,a cumprir as metas.Se fizermos isso a Europa não nos deixa cair.
O PS não quer ceder nesses temas,e tem perspectivas diferenrtes

De Antónimo a 04.03.2014 às 10:12

Sobre os hiper, eu não estou a argumentar apenas com base no que é. Não estou a argumentar como se esse é que é fosse uma espécie de destino para todo o sempre . Estou a argumentar com base no que podia ser, ou cenários alternativos. A realidade é o que é, mas também aquilo que dela fazemos. A economia não é uma ciência, mas já que se tenta legitimar sobre essa mentira, bem pode pensar-se o que pode ser em diversidade de cenários.

Tenho escassas duvidas de que se o Estado tratasse os hiper de igual para igual, exigindo-lhes que pagassem impostos e cumprissem as regras e
Soares dos Santos e Belmiro cumprissem a ameaça de fechar as lojas (o argumento-ameaça de que a direita e parte do PS se servem sempre é de que criam postos de trabalho, mesmo que tramem a produção e as micro e pme) surgiriam outras coisas nos seus lugares. Dando emprego e pagando impostos.
E não me lixe. Acha que antes dos hipermercados o pessoal comprava onde? Acha mesmo que vamos passar a passar fome e a trajar trapos pq não irão surgir alternativas? Nunca foi assim , pq seria agora? Se nem com os hiper desapareceram todas as lojas pequenas e familiares.


Quanto aos clientes, não estou a falar das escolhas actuais dos clientes. Estou a falar da escolha dos clientes perante outro cenário. E podia ser que desta vez os minimercados e merceearias tivessem esperto e percebessem que se deviam aliar para tratarem da sua própria distribuição, em vez de cada um deles tratar da sua, aumentando custos.

As pessoas terão de ir ao que houver. Está a partir do princípio de que os hiper continuarão a existir e eu estou a partir do principio contrário. Aquele de que como, nos garantem os partidos defenmsres dos bancos e das grandes empresas, esses empresários sem condições de investimento acabarão a cumprir a ameaça e que se vão mesmo embora. O meu ponto é:

Ou bem que, com impostos e regras iguais aqueles que se impõem às micro e pme,

1) se vão embora do país e como as pessoas têm de fazer compras, abrirão outras lojas no lugar delas (ao longo da história da humanidade nunca deixaram de exitir essas lojas, não sei pq recusar agora a sua possibilidade de surgimento), ou
2) ficam e tramam a argumentação dos que dizem que criar condições para o investimento é perdoar fugas aos impostos e taxas e regras que os outros têm de cumprir.


O ponto das fugas.
Muitas e muitas pequenas empresas não fogem mais ao IVA pq não podem. Pq caem em cima dela. Mas há diferenças grandes de tratamento. Viu-se com a ecotaxa. As pequenas pagaram todas. As grandes superfícies recusaram. Resultado, Assunção Cristas perdoou-lhes em vez de lhes fazer cair a polícia em cima, que é o que acontece a uma pme ou micro empresa mal se suspeita que foge a qualquer coisa. Soares dos Santos recebe uma comenda. O sr. Silva, que é tão reaccionário como o Soares dos Santos e que com o café ali em baixo garante três empregos, leva com uma hipoteca do fisco.


Quanto ao PS. Aí é que está o problema. É bem provável que não se queira mesmo aliar. Mas a Europa só não nos deixará cair enquanto não a levarmos atrás. Depois bem se está borrifando. Se ameaçarmos que a levamos atrás, em vez de sermos bons alunos, muita coisa mudará.

De makarana a 04.03.2014 às 10:34

A questão não é fazer ou não compras.Claro que o ser humano alimenta-se.Trata-se de que é mais prático e melhor aos consumidores fazer compras num supermercado do que numa loja pequena.E um passo no sentido do desaparecimento dos hipermercados é um retrocesso,uma volta aos anos 60.O aparecimentos das grandes superfícies foi uma evolução positiva.A qualidade dos seviços seria sem dúvida nenhuma muito pior.A prioridade de uma empresa é servir bem os clientes.
No entanto,há uma coisa que estou inteiramente de acordo: se os impostos baixam para as grandes empresas,devem também baixá-lo para as pme e microempresas.
Quanto á Europa,essa ameaça seria inválida porque nós não os arrastaríamos.O que sucederia é que provavelmente iriamos ser expulsos do Euro e eles ficavam,porque embora erradamente,sentem-se fartos de sustentar Portugal,Grécia e os outros países do Sul.
Pode também acontecer que a Alemanha saída do euro

De Antónimo a 04.03.2014 às 13:29

Não sei se será um retrocesso. Aos anos 1960 não será de certeza, que os hiper só entraram após a adesão à CEE. Com o da Amadora, por exemplo, que era figura quase única. Eu há muito que deixei de os frequentar e não gasto nem mais dinheiro nem mais tempo por causa disso. Trata-se de uma ilusão.

Depois, tenho dois pontos de vista.

Um humanista, de esquerda. De acordo com Correia de Campos, pode passar-se sem um hospital perto de casa que nos acuda o enfarte, sem uma maternidade que nos acuda um bebé. Pode dizer-se que são questões mais pontuais, que não estamos todos os dias a ter enfartes e a fazer compras estamos, mas também há o caso dos cuidados continuados. Ok, alguém a necessitar deles se calhar dura pouco, bem menos que uma vida a ir às comprar.

Mas mesmo o deve e haver deve pode ser contabilizado em esforço de modelação economista. Medem tanta parvoíce que inventam. Deve poder achar-se um ponto justo entre os incómodos provocados por idas frequentes à mercearia e os incómodos provocados por cada situação emergente do foro médico. Uma qualquer equação que use como variáveis o "tempo em que cada incómodo ocorre" e a "intensidade do incómodo". Ou seja, Tempo de Enfarte*Intensidade do incómodo do enfarte= Tempo perdido na mercearia*Intensidade do incómodo de ir à mercearia.

Confesso que há esforços que me custa mais avaliar como pesados que outros. Os do foro sacrificial, como um parto, eu compreendo. Os do foro comodista, como a variedade de marcas de fralda numa mesma prateleira, já me custa mais levá-los como incontornáveis. Depois, ter facilidade em ir ao hiper ao início da noite, ou apenas aos domingos, facilita ainda mais a vida ao empregador que nos quer em sobre horas. Não vejo vantagem em criar-mo-nos como cúmplices e reféns desse estado de coisas.

Uma perspectiva de direita: Compitam. Porque terá Soares dos Santos vantagens sobre as microempresas além das que já tem pela dimensão? Mas olhe que não estamos de acordo quanto à baixa de impostos. Baixar os impostos (o IRC) é um falso problema. Porque taxas e impostos até tendem a ser iguais para todas as empresas. O drama é que apenas máquinas económicas com departamentos inteiros dedicados à trafulhice fiscal é que podem lidar com isso. Os pequenos continuam sem poder deitar mão aos artifícios legais de Continente ou da Jerónimo Martins. Partir facturações, repercuti-las nos produtores, deslocalizar sedes, passear em off-shores. Por isso, quando baixo o IRC não estou a reduzir custos aos pequenos e a pô-los em pé de igualdade com os grandes distribuidores, mas apenas a permitir que Belmiro e Soares dos Santos paguem ainda menos do que já pagam. O que

Com a baixa do IRC apenas fica garantida a ilusão. Se o Soares dos Santos acha que não tem condições de investimento, faça boa viagem. Há companhias mais simpáticas que outras. Nessa ocasião lá faremos uma prova do que vale o argumento da criação de emprego e da fuga de investimentos estrangeiros. E eu sempre prefiro o Tordo por cá. Faz mais pela salubridade do ar.

A chantagem na Europa é outra questão. História, economia e política são conhecimentos sociais e não ciências. Muito menos ciências exactas. Se Alemanhas, Finlândias, Suécias, Dinamarcas e Holandas nos têm aguentado na Europa é mais por receio do que lhes acontecesse com a saída do que por compromisso com um caminho assumido. Trata-se de real politik e não da palavra dada. Eu não luto pela felicidade de outros em detrimento da minha. Logo se via até onde estavam dispostos a ir.

Claro que é mais simples de dizer que de fazer. Os PS europeus acabaram de escolher um alemão para tentar suceder a Barroso. Ou seja, os P"S" gregos, espanhóis, italianos, portugueses, irlandeses, franceses, cipriotas and so on, escolheram para provável futuro presidente da UE um membro do partido aliado de Angela Merkel no Governo alemão. Apostam em mais do mesmo (ou pior) e dizem que querem Europa diferente. Que Europa irá um Assis de direita negociar com os seus parceiros de bancada? Uma Europa mais decente, ou uma que se aliasse ao PSD e ao CDS-PP, o tal Bloco central (alargado) que Assis tem defendido desde há quase três anos?

De makarana a 04.03.2014 às 14:07

Não interessa, é um retrocesso para os consumidores.Todos os serviços e produtos evoluem no sentio de beneficiar o consumidor,e não de penalizá-lo.A tecnologia avança.Uma mercearia tem menos capacidade de albergar produtos e menos variedade.
Não é ao Antónimo que cabe classificar que tipo de sacrifícios são aceitáveis ou não.Cada um sabe de si.E se as pessoas não sentissem necessidade de híper e supermercados,as mercearias não estariam vazias como estão hoje.Da mesma fora que há mais pessoas a comprar um Ipad do que um computador fixo,
Há que facilitar ás pequenas empresas ter esses mecanismos então.Resolver por baixo e não por cima.
É verdade que nos têm aguentado na Europa.Mas como o Antónimo sabe,os eleitorados desses países estão fartos de sustentar os países do sul.E não hesitarão quando entenderem por tal,em mandar-nos fora da zona Euro.E isso não teria nenhuma consequência para eles.São economias sólidas,os efeitos seriam neutrosPara nós tinha todas as consequências!

De Antónimo a 04.03.2014 às 15:09

Isso da História (mesmo a do consumidor) caminhar no sentido do progresso é uma falsa ideia. Uma ideia que vem dos tempos iluministas que assistiram ao surgimento da História tal como hoje se entende e que caminharam em paralelo com o advento do Estado burocrático e com grandes progressoas na ciência e na industrialização. Uma ideia que redundou em positivosmos e onde Hegel e a historiografia marxista também se colam. Depois, em 1914, acabou o século XIX, e tivémos duas guerras mundiais, duas bomba atómicas e voltou a deixar-se de lado essa ideia de que a humanidade caminhava no sentido do progresso. Por muito que custe, o caminho no sentido do progresso é um quadro mental nascido no século XIX e não antes. Veja-se uma longa idade média, com mil anos, tida como tão inferior civilizacionalmente ao Mundo Romano.

Se o cidadão tem tido retrocessos na saúde, na educação, nos rendimentos, na qualidade de vida, na liberdade de expressão, em nome do sucesso dos mercados vou eu agora andar preocupado com os retrocessos no estilo de consumo? Se não me deixam lutar pelos progressos naquilo que me é mais valioso, vou perder tempo lutando pela liberdade de escolher vinte marcas de café numa mesma prateleira de hipermercado?

Mas só me dá razão no que diz.

se eu não tenho nenhum direito de definir o que querem os clientes dos hipermercados, nem os clientes dos hipermercados têm o direito de me impôr a mim o que eu acho preferível, que é o quie acontece. E enquanto isso, as PME definham. Pois, dá-se direitos e liberdades aos hipers em nome do emprego que criam e da facilidade de consumo e do fetichismo da mercadoria, esmagando os pequenos, que possivelmente teriam outro impacto na economia e na felicidade geral.

Já disse que não me importa muito o farto que estejam esses cidadãos de outros países. Nunca entrei na histeria dos que gritavam contra os gastos com Cahora Bassa ou no perdão das dívidas dos PALOP. Vejo a Europa como espaço de solidariedade. Se eles não vêem não quero estar no Clube de Todos os Egoísmos, no clube dos que ficam com os formados que eu formei e em que eles não tiveram de gastar dinheiro a formar, no clube dos que mandaram construtoras para construir cá e agora aproveitam juros usurários (a Bíblia condena-os ao inferno bem escusam de vir com superioridades éticas protestantes, mecanismos de castigo predestinado) por termos acedido a condições absurdas de funcionamento do BCE.

Prefiro discutir sobre a lista de malfeitorias que iriamos sofrer ao entrar na Europa do Euro que o comunista Vitor Dias publicou há dias e que foi tim-tim-zada pelo PCP em 1997: http://otempodascerejas2.blogspot.pt/2014/02/portugal-e-o-euro.html

A nossa situação surgiu da ideia de nos podermos colar em termos de desenvolvimento aos países mais industrializados. E essa pretensão não surgiu apenas da cabeça dos nossos políticos e empresários.

O enfartamento castigador dos eleitores do norte protestante já agora que aprenda com a História e com os caminhos que também forçaram e sugeriram. Não são inocentes. Ou a cabecinha só serve para o preconceceito? Na linha preconceituosa desses fartos eleitores, serviu a cabecinha dos holandeses, para inventar apartheids, vincados em acrónimos ofensivos, como o inglesíssimo PIG, ou a dos belgas para inventar o corte de mãos dos preguiçososo congoleses, ou as dos suecos para as esterelizações forçadas de quem achavam serem os inferiores. O que não faltam são motivos históricos bem mais envergonhantes do que o querer recuperar do atraso económico e em simultâneo aceitar as condições incumpríveis fixadas por outros.

De makarana a 04.03.2014 às 15:26

Se o cidadão tem tido retrocessos na saúde, na educação, nos rendimentos, na qualidade de vida, na liberdade de expressão, em nome do sucesso dos mercados vou eu agora andar preocupado com os retrocessos no estilo de consumo? Se não me deixam lutar pelos progressos naquilo que me é mais valioso, vou perder tempo lutando pela liberdade de escolher vinte marcas de café numa mesma prateleira de hipermercado?

Mas só me dá razão no que diz.

se eu não tenho nenhum direito de definir o que querem os clientes dos hipermercados,"
Mas você não pode falarm em nome das outras pessoas,só fala por si mesmo.Nem você pode impor-nos o que é que é mais valioso ou não.E os consumidores portugueses p+ensamd e uma forma diferente da sua.Se não gosta de comprar em hipermercados,então ´
e fácil: não vá a esses,faça as suas compras noutro sitio que queira.

Em relação ao ultimo paragrafo,uma coisa é solidariedade,outra coisa é viver ás custas de alguém.Temos é que desenvolver a economia por nós próprios,não pelos outros..A questão é que a solidariedade tem um preçoEu não quero ser sustentado pela Alemanha e Holanda,quero que o pais seja como eles.
É verdade que cometeram erros ao emprestarem-nos dinheiro para obras publicas,e importação de produtos.Mas fomos nós que pedimos,não eles. Os incentivos podem ser rejeitados,e nó não rejeitámos.Há culpas de todos aqui..
O apartheid e esses cirme já foram julgados e os seus culpados respinsabilizados.Mas agora estamos a discutir os erros que cometemos.Uma mão não lava a outra.Pela sua ordem de ideia,tinhamos de devolver os nossos territórios aos árabes de Marrocos e Argélia,porque eles habitavam no nosso pais.Há 2000 anos atrás a língua que se falava em Lisboa era o Árabe
Não devíamos ter entrado no Euro,foi uma asneira grossa.Mas sair do Euro,será algo ainda pior.

De Antónimo a 04.03.2014 às 17:01

Não falo de todo pelos outros. E como já disse acima, faço as compras há muito noutros lados.

O que digo é bem diferente. Está a errar o alvo. alvo não sou eu. É Soares dos Santos

Quem ameaça fechar-lhe os hipermercados não sou eu. É Soares dos Santos que o faz. Zangue-se com ele. O que defendo é que não o beneficiem em relação às PME.

E aí se verá se a ameaça-chantagem dos empregos e do fecho das lojas é ou não para levar a sério. A eventual falta de comodidade dos clientes será consequência da igualdade entre empresas e não de qualquer subversão darwinista das regras como agora. A verdadeira liberdade dos mercados e não o benefício a meia dúzia de patifes.


O problema é que o Makarana acredita na conversa dos eleitores alemães e holandese e que estamos a ser sustentados por holandes e alemães. E eu recuso terminantemente a validade dessa conversa - que tem bases absolutamente de barro e é criada muito artificialmente. O que sai e o que entra por outras vias não é um simples balancete de evidências assentes em lugares-comuns propalados pelos jornais e programas como este (http://corporacoes.blogspot.pt/2014/02/da-colossal-claustrofobia.html) ou pela exlusão em 1997 dos pontos de vista sobre o euro levantados pelo PCP, gente próxima do BE ou economistas-assessores de Soares e Sampaio, como João Ferreira do Amaral.

E não estamos. Só um exemplo, que se multiplica, noutros exemplos. Alemanhas e Holandas é que estão a contratar os enfermeiros que nós gastámos dinheiro a formar e que partem para outro lado. Ou seja, andamos a gastar dinheiro nosso para que os nossos especialistas servissem nos hospitais alemães. Eles não precisaram de gastar dinheiro a formar gente, que tinham por cá aviários à espera de que fôssemos à falência. O mesmo se passa com os nossos engenheiros.

Depois, quer queira, quer não, nós não vamos pagar dívida nenhuma a ninguém, porque não temos condições para as pagar com juros usurários. A intolerante exigência do norte, prefere apostar agora na cobrança máxima que torna outros miseráveis e que impede pagamentos futuros, a diferir recebimentos, permitindo ao BCE que empreste, e permitindo que cresçamos e possamos pagar a longo prazo.

Ou decidimos em que moldes as pagamos, ou decidem eles por nós. Por mim, a primeira. Depois, o Contrato era que nos aproximássemos do norte em termos de senvolvimento. Só que quando nós entrámos na CEE esse contrato já recuava, à custa de Margaret Tatcher e Reaganistas.

A economia não é, repito, uma ciência. O que dizem que vai acontecer com a saída do euro sai maioritariamente (louçã está com eles) na boca dos mandaretes do estado em que nos metemos. Prefiro ouvir e confiar em quem não se iludiu e acertou na altura devida naquilo que se passa hoje.

Quanto ao passado, não tenha dúvida de que não pagaram nada. O que é que os boers pagaram pelo apartheid, os belgas pelas mãos cortadas dos trabalhadores do contrato ou os suecos pela esterlização forçada. Nem os alemães, a quem se perdoaram (e bem) as dívidas das guerras em que lançaram a Europa. Isso do castigo é uma tara do norte, da qual o mais tolerante sul não partilha. Ou está convencido que Filipe II era tão mau como o pintaram os ingleses? Se Filipe II tinha the spanish inquisition, o norte lá ia queimando bruxas e outros incréus. Não teve foi do seu lado uma máquina de propaganda tão eficaz ainda por cima reforçada pela falta de amor própria do sul.

De makarana a 04.03.2014 às 17:23

Eu defendo que todos devem ser beneficiados Antónimo.Não se resolve tirando beneficiios a Soares dos Satnis,mas sim dando mais benefícios ás PME.
Eu defendo a minha liberdade como consumidor, é esse o meu interesse e de todos os consumidores nas empresas,comprar o que eu gostar mais,quando eu gostar mais e aonde eu gostar ais,.
Quanto á questão dos enfermeiros portugueses,goste-se ou não(e eu não gosto),no nosso mercado de trabalho,não há espaço para esses enfermeiros.Ou melhor,de facto o ambiente de trabalho não é o melhor para eles,e vão para países onde são mais bem remunerados,e onde há dinheiro para eles.
Nós em 2011 fomos á falência,e precisámos de chamar a troika.Qual era a alternativa a isso Antónimo? E já agora,responda-me uma coisa: porque é que o pais aumento o défice para 10% em 2010? Houve alguma razão especial? É que nem todos os países aumentaram o défice..
Nota: Grande parte da destruilão da I e II guerras mundiais não foram só dos alemães,mas também dos ingleses e franceses.
Usurários? O que dizer dos 4,9% que os mercados nos financiam?
Eu d3efendo os eurobonds e a reestruturação da divida.Mas terá que ser com o consentimento dos parceiros europeus.

De Antónimo a 04.03.2014 às 15:28

Ou seja, se os eleitorados do norte estão fartos de nós, lucrando tudo aquilo que lucram com a tragédia do sul, e que lucraram já à custa da construção dessa tragédia, isso é um problema que eles têm com os jornais e a propaganda que lhes formam a opinião e os quadros mentais.

É também um problema com que temos de nos confrontar, o de levar de vencida e contra inimigos poderosos, uma ideia falsa, preconceituosa e egoísta. Os estados de espírito não são fixos e imutáveis. A economia cria-os e muda-os.

Não me peçam que partilhe da empatia com o falso problema deles, ignorando os rotos e nus do sul, os humilhados e ofendidos portugueses, gregos, italianos, espanhóis, irlandeses, franceses.

Quase parafraseando Thoreau, seria assim como se Spartacus chorasse com virtuais quebras futuras nos mercados do norte. Ou em bom português, a puta que os pariu.

De makarana a 04.03.2014 às 15:32

Não.É um problema que nos envolve,porque podem no momento seguinte mandar-nos embora.Ninguém nos mandou comprar as coisas deles.Nin guém nos mandou desbaratar undos da CEE,nem em autoestradas para nenhum sitio.
Posto isto,houve erros na austeridade aplicada no Sul,mas sabe..um défice de 15% como tinha a Grécia e de 10% como o nosso era sustentável?

De Antónimo a 04.03.2014 às 17:16

Mandam embora uma fava. E correrem ainda mais riscos de que não lhes paguemos? Na Europa como ela está edificada, não nos safamos se não como mão-de-obra barata e parque de diversões e exploração de propriedades ppassadas entretanto à propriedade de outros.

Se o défice era sustentável? Não sei. Se for ouvir só o que nos dizem os economistas nos jornais e nas televisões, claro que não era.

Mas o que me parece ouvindo outros economistas (aqueles fora dos que são permitidos pela banca e grandes empresas que controlam a comunicação social) não era desejável, muito menos a médio-longo prazo. Mas não era morte de homem.

Mas era fruto das regras que impedem um défice acima dos 3,5 por cento. Só que esse limite do défice foi obtido tendo em conta o proverbial temor alemão pela inflação - outro estado mental, uma fobia, saída dos tempos do pós-as-duas-guerras-mundiais-em-que-se-meteram. Salvo erro, chegou-se aos 3,5 por cento fazendo a média de um conjunto de cerca de 20 anos dos défices alemães. Se se tivesse optado por um valor que não replicasse os valores do mais industrializado país da Europa e por isso o mais capaz de cumprir aquelas metas, outro galo cantaria. De qualquer modo estamos longe de ter sido os únicos a falhar o défice.

Mas ninguém se zangou antes, ora por se tratar de países com força negocial (nós não temos nem peso, nem tomates, somos sempre os bons alunos, os quartos membros da tróica, os apressadinhos a meter-se dentro dos coletes de força orçamentais e que sistematicamente são reconduzidos e não castigados nas urnas), ora por os ventos das agências de rating soprarem num sentido diferente daquele que só incomodou os Cavacos quando lhe começaram a prejudicar o bando dele.

De qualquer modo, o défice que aqui interessa é uma percentagem da produção. Há duas maneiras de o baixar. Ou corta-se a despesa, ou produz-se mais, Nós optámos por amputar a despesa, o que tem implicações na produção. Quando sem produção e à custa somente dos cortes na despesa tivermos uma saúde e uma educação ao nível das do Burkina Faso depois logo vemos se o cumprimento do défice foi virtuoso para nós e para o pagamento dos credores.

De makarana a 04.03.2014 às 19:40

Mandam embora uma fava. E correrem ainda mais riscos de que não lhes paguemos? Na Europa como ela está edificada, não nos safamos se não como mão-de-obra barata e parque de diversões e exploração de propriedades ppassadas entretanto à propriedade de outros."
Simples:se não lhes pagarmos,mandam-nos á nossa vidinha.E podem faze-lo porque não perdem nada com isso.Ou se perderem alguma coisa, será preferível do que dar dinheiro.
O ideal é não ter défice,como acontece ns Finlândia ou na Suécia.Ouvi muitas vezes sociais-democratas escandinavos a defender a consolidação orçamental,portanto não é um exclusivo da direita.
E não se esqueça que a Alemanha há dez anos era um dos países mais frágeis do Euro.Mas ninguém o ajudou: fez as tais reformas da Agenda 2010(penso que era eeeste o nome).O Hollande prepara-se para o mesmo caminho,tal como Renzi em Itália.Não digo que este seja o caminho certo.Devia haver mais solidariedade europeia.Simplesmente,nenhum dos membros compreende isso,e estamos encurralados.
A despesa? Desculpe,na despesa pouco foi feito.No que este governo se especializou,foi no aumento dos impostos,mais do que o anterior governo incluído!
A produção..demora tempo a conseguir-se

De Antónimo a 03.03.2014 às 16:29

Depois, não me limito a achar algo. Falo com muita gente próxima do PS. E não me parece de todo que os argumentos que surgem na comunicação social sejam verdadeiros. São espantalhos para desviar a conversa - mesmo à canelada como fez Zeca Mendonça - e convencerem-nos que o PS só pode negociar com PSD e CDS-PP

Mas são gente próxima na hora do voto, pq nas convicções políticas e económicas vejo-os muito mais próximos das minhas e absolutamente desiludidos e contrários à Europa que temos, ao euro, aos Vitorinos nas administrações das empresas com cuja privatização não concordam embora tenham sido eles a ter a ideia (como os CTT).

O mínimo que se lhes exigia é que deixassem de ser capitulacionistas e varressem os vitorinos e os amados do terreiro, mas aquilo está demasiado cheio desses e dos seus joes strummers, gente que acha que as questões que afectam a vida de todos são conversa de chacha e que não passam de zecas mendonças, praticantes da canelada cibernética.

De makarana a 03.03.2014 às 20:17

Curioso,no tempo do Sócrates o Galamba era apoiante da austeridade e das politicas liberais.A verdade é que o PS é hostil a uma aproximação com a esquerda.Pode até haver mais diversidade nas bases,mas nos órgãos partidários a perspectiva é outra

De Antónimo a 04.03.2014 às 11:37

Antes de se aproximar de Sócrates, em blogue, Galamba era relativamente crítico. Depois, acho que foi mais calado que adepto - o que não lhe dá lustro. Nesse vai e vem, apesar de tudo, vejo-muito mais positivamente com ao grosso que por lá anda. A ele e aos chefes da Jota após Jamila. Do confronto e explicitação de críticas só pode sair mais consciencialização do pontos conflituantes e dos comuns.

De makarana a 04.03.2014 às 17:58

OK.Mas os do Camara Corporativa(quem será o Abrantes? Pedro Silva Pereira?),F cancio e Estrela Serrano são detestáveis

De Antónimo a 28.02.2014 às 11:04

(Continuação)

Veja-se também os CTT enquanto dificuldade para taxar as grandes empresas que criam os seus próprios empregos.

O biltre António Vitorino, inteligentes mais parvos no país, só os que lhe louvam o génio, lá acaba de abichar mais um tacho, na empresa com lucros cuja privatização foi aberta pelo PS de Sócrates: http://economico.sapo.pt/noticias/jose-honorio-e-antonio-vitorino-na-administracao-dos-ctt_188187.html

Estas merdas, estes comportamentos, se não criminosos ao menos ética e moralmente abjectos, é que impedem o entendimento entre PCP e BE com o PS. Isto abane o PS com o que abanar com os espantalhos da saída da OTA, da União Europeia ou da Moeda única. Nem BE nem PCP pedirão ao PS a saída a OTAN ou da União Europeia, pedirão sim que deixe de assinar Tratados Orçamentais e que rejeite esses quando tiver que ser rejeitado. Isso nem sequer é grande problema, pois mais cedo ou mais tarde não teremos condições para o cumprir, mais vale que sejamos nós a decidir quando.

Em relação à Moeda Única a saída dela também não estará em cima da mesa. Estará a sua discussão. Coisa que nunca foi feita (sugiro um postado do Vitor Dias - um ortodoxo, como lhe chamava Pedro Correia, nos seus dias de jornalista no DN e antes de ir ser assessor do Miguel Relvas) http://otempodascerejas2.blogspot.pt/2014/02/portugal-e-o-euro.html. Além dos recortes de notícias, vale a pena ler, quanto mais não seja, os quatro argumentos contra a moeda única descritos num folheto lançado em 1997 pelos comunistas portugueses.

Ora, eu já ouvi deputados do PS dizerem que não nos conseguiremos manter na moeda única. Um partido sensato, não abre portas à análise e discussão, nem que seja secreta, sobre os moldes em que poderá - ou não - ter de o fazer? PCP e BE não imporão a saída do euro, apenas os moldes em que nele participamos.

Quanto ao pagamento do défice. Alguém emprestou a massa. No quadro em que temos sido obrigados a viver, foi a banca, com isenções e off-shores e direitos especiais, que a emprestou. Os juros, são os que há por conta do risco. Avaliaram mal? Azar, fossem competentes, também foram eles que construíram o sistema de modo a que se tivesse de lhes pedir a eles e que um país umas três décadas atrasado em relação ao outros do clube pudesse recueprá-las. Recuperá-las naquilo que se admitira ser um clube com intenções de desenvolvimento sustentado e de apoio com contrapartida do reforço de mercados de uns e dos outros. O Lidl vende cá, as construtoras andaram cá, a banca europeia incentivou que a contratássemos. Pena das ilusões dos outros sobre os PIGS, que afinal olhavam para eles como um porco a que tirar do couro ao chispe? Azar. Não tenho de lutar pela felicidade dos outros, mas pela minha.

E depois, a Islândia mandou credores à fava, ficou impedida de se financair e está aí para as curvas, até já arranjou um novo Governo de Direita que não parece ter mexido na receita. O mesmo, com a Argentina, que prossegue como pária internacional da banca, mas que está melhor do que estava quando andava a querer sustentar gulosos.

De makarana a 28.02.2014 às 19:30

Estas merdas, estes comportamentos, se não criminosos ao menos ética e moralmente abjectos, é que impedem o entendimento entre PCP e BE com o PS. Isto abane o PS com o que abanar com os espantalhos da saída da OTA, da União Europeia ou da Moeda única. Nem BE nem PCP pedirão ao PS a saída a OTAN ou da União Europeia, pedirão sim que deixe de assinar Tratados Orçamentais e que rejeite esses quando tiver que ser rejeitado. Isso nem sequer é grande problema, pois mais cedo ou mais tarde não teremos condições para o cumprir, mais vale que sejamos nós a decidir quando."
Mas o PS pode pegar no seu argumento,e aplica-lo ao PCP e BE.E o PS tem todo o direito de serr a favor dessas politicas.No PS mandam os seus militantes,não os do PCP.

Ora, eu já ouvi deputados do PS dizerem que não nos conseguiremos manter na moeda única. Um partido sensato, não abre portas à análise e discussão, nem que seja secreta, sobre os moldes em que poderá - ou não - ter de o fazer? PCP e BE não imporão a saída do euro, apenas os moldes em que nele participamos."
Mas a imposição desses moldes levará á saída do euro.Vai dar ao mesmo.Se não se reduzir o défice para 0,naturalmente que durante esse período a divida continuará a crescer.


Quanto ao pagamento do défice. Alguém emprestou a massa. No quadro em que temos sido obrigados a viver, foi a banca, com isenções e off-shores e direitos especiais, que a emprestou. Os juros, são os que há por conta do risco. Avaliaram mal? Azar, fossem competentes, também foram eles que construíram o sistema de modo a que se tivesse de lhes pedir a eles e que um país umas três décadas atrasado em relação ao outros do clube pudesse recueprá-las. Recuperá-las naquilo que se admitira ser um clube com intenções de desenvolvimento sustentado e de apoio com contrapartida do reforço de mercados de uns e dos outros. O Lidl vende cá, as construtoras andaram cá, a banca europeia incentivou que a contratássemos. Pena das ilusões dos outros sobre os PIGS, que afinal olhavam para eles como um porco a que tirar do couro ao chispe? Azar. Não tenho de lutar pela felicidade dos outros, mas pela minha."
Mas para emprestarem,é porque alguém pede a massa.E quem pede a massa provavelmente tinha a noção que não podia pagar os empréstimos.Naturalmente que houve erros da banca,com certeza,mas quem é consciente,sabe o que pode fazer e o que não pode fazer. Os incentivos podem ser sempre rejeitados,mas isso não aconteceu pois não?

A Islândia teve uma carga de austeridade brutal.E continua a ter.E talvez tterá que pagar as dividas no futuro,como a Árgentina terá que faze-lo também.Está melhor? Está está..





De Antónimo a 03.03.2014 às 15:56

"Mas o PS pode pegar no seu argumento,e aplica-lo ao PCP e BE.E o PS tem todo o direito de serr a favor dessas politicas.No PS mandam os seus militantes,não os do PCP."

Exactamente. Mas o PS aplica isso sempre, mas está sempre a dizer que o PCP e o BE não estão dispostos a recuar. O que considero falso, pois o PS acusa o PCP e BE de não fazerem cedências nos termos em que no início os apresentei. E de seguida apresentei caminhos cedentes que tenho a certeza que o PCP e o BE aceitariam. O que me diz é que o PS tem direito de fazer o que quer de acordo com as convicções próprios, quando o que eu lhe disse foi que o PCP e o BE até recuariam em relação às suas convicções.

Tenho sérias dúvidas que no PS se seja assim tão a favor desssas políticas. Muitos militantes e ainda mais apoiantes são a favor do que diz Galamba ou Pedro Nuno Santos (deputados perfitamente capazes pelo que dizem de se entenderem com PCP e BE), mas quem chega a ministro são os luíses amados e correias de campos. Manuela Arcanjo foi posta a andar por defender o SNS nos termos de Arnaut. Guterres queria antes os termos do neo-liberal Correia de Campos. No PS, consentem-se as vozes dos galambas e dos Pedros nunos santos servem para dar uma falsa sensação de liberdade e de debate. Conheço
muitos que votam no PS por causa dessa gente para depois serem confrontada com os vieiras da silva a piorarem os códigos laborais


"Mas a imposição desses moldes levará á saída do euro.Vai dar ao mesmo.Se não se reduzir o défice para 0,naturalmente que durante esse período a divida continuará a crescer"

Podem reduzir o défice para zero já amanhã. A dívida pública continuará acima dos 130 por cento a que a actual maioria a conduziu. O défice de Ouro é uma valor tão arbitário como outro qualquer e outros tantos da Economia - um saber que consiste em tentar adivinhar o futuro com a ilusão de que basta recorrer-se à aritmética para transformar uma quiromancia em ciência.

Como diz Galamba, o défice gere-se. Cavaco, professor de Finanças Públicas, recusa a inscrição desses valores na Constituição.


"Mas para emprestarem,é porque alguém pede a massa.E quem pede a massa provavelmente tinha a noção que não podia pagar os empréstimos.Naturalmente que houve erros da banca,com certeza,mas quem é consciente,sabe o que pode fazer e o que não pode fazer. Os incentivos podem ser sempre rejeitados,mas isso não aconteceu pois não?"

Dúvido muito quem quem pediu a massa tivesse a certeza de que não podia pagar os empréstimos e se tinham então enganaram os eleitores deles e deviam ser responsabilizados por isso.

Toda a narrativa do crédito barato foi construída por bancos apostados em emprestar e fazer negócio. Porque é que eu que nem sequer nunca na vida concordei com a Nova Ordem construída tenho de estar preocupado com eles e sofrer por isso? Tanto mais quando Strummers e quejandos me dizem que isso é conversa de chacha e que tenho é de estar calado e levar com a austeridade?

"A Islândia teve uma carga de austeridade brutal.E continua a ter.E talvez tterá que pagar as dividas no futuro,como a Árgentina terá que faze-lo também.Está melhor? Está está.."

Claro que estão. Os problemas que têm são provocados pelos que os conduziram ao caminho em que se atolaram e que teimam em mostrar-lhes que as ovelhas não devem sair do redil. Ora, eu aos lobos...


De makarana a 03.03.2014 às 20:01


Exactamente. Mas o PS aplica isso sempre, mas está sempre a dizer que o PCP e o BE não estão dispostos a recuar. O que considero falso, pois o PS acusa o PCP e BE de não fazerem cedências nos termos em que no início os apresentei. E de seguida apresentei caminhos cedentes que tenho a certeza que o PCP e o BE aceitariam. O que me diz é que o PS tem direito de fazer o que quer de acordo com as convicções próprios, quando o que eu lhe disse foi que o PCP e o BE até recuariam em relação às suas convicções"
É verdade que o PS diz uma inverdade acerca dessa questão.Mas a realidade é o que é,e da maior parte das vezes,ha uma discrepância com os partidos da esquerda.Sempre foi assim.Mas está no seu direito,e não se pode obrigar o PS a negociar com quem não quer.
Mas se o PCP e BE são tão flexíveis,então porque é que não aprovaram o pec IV,sabendo que o próximo governo seria da direita?

De A.R.A a 03.03.2014 às 23:09

MAKARANA

Desculpem a intromissão mas como estou a gostar do vosso debate tenho-me mantido apenas e só num mero leitor interessado ... até agora.

Parece que o busilis de toda esta semantica acerca dos PEC'S tem sido, mais um, ponto divergente entre o PS e a Esquerda mas é ou não verdade que tanto PCP como BE sempre foram contra a estrutura dos PEC'S desde os seus primordios? E, se assim foi, o que pensaria o eleitorado destes partidos se fizessem, como no passado, uma assinatura de olhos fechados esquecendo o proposito dos proprios PEC'S que nunca, sublinho e reafirmo, nunca o PS chamou a Esquerda parlamentar para discutir os moldes tanto da sua feitura como da sua acção pratica na economia real?

Makarana, eu se quero dançar com uma menina não lhe chamo feia e gordurosa para depois lhe perguntar: - A menina dança? Só porque me vejo só e envergonhado por ver todos a dançar menos ... eu.

A direita embalou o PS e este adormeceu nos braços do Morfeu laranja. Quando este acordou estremenhado, zonzo sob o efeito da tanta "morfina" de laranjada, ou vice versa, tentou com o seu costumeiro desdem apelar aos aurautos designios de uma esquerda que deu um exemplo num passado distinto onde o PS de então ainda era socialista com responsabilidade e as forças reaccionarias ainda povoavam cargos de poder institucional. E, ironia das ironias, como tal não bastasse o proprio M.N.E do governo socialista de Socrates era o Freitas do Amaral.

Portanto essa retorica «...Mas se o PCP e BE são tão flexíveis,então porque é que não aprovaram o pec IV,sabendo que o próximo governo seria da direita?...» é apenas e só os sound bites de um PS socratico saudosista incapaz de se assumir internamente como unico e exclusivo culpado pelo assalto ao poder da direita neo-liberal. Quer melhor prova do que falo do que a relação Socrates vs Teixeira dos Santos?

Cumprimentos
A.R.A

De makarana a 04.03.2014 às 01:03

A.R.A: estava em causa o interesse do eleitoradoo.Mas estava também em causa,não chamarmos a troika,Mas o meu caro tem toda a razão num ponto,que de resto tenho vindo a insistir: o PS nunca se esforçou para negociar as medidas dos Pecs com a esquerda.
Claro que mesmo em relação pec IV o PS cometeu erros que se acumulavam uns aos outros.Mas continua por responder uma coisa: não aprovando o pec IV,como se fazia para evitar a vinda do fmi? Como?
É que o pais não tem culpa do desinteresse do PS em não negociar com os partidos da esquerda.E devia-se ter evitado este governo de direita e esta troika

De Antónimo a 04.03.2014 às 10:45

Respondendo em simultâneo a Majkarana e a A.R.A.

Do confronto do que temos vindo a dizer sai-me o seguinte.

Makarana acha que o PS não se quer aliar. PCP e BE também acham que PS não se quer aliar. Eu por acaso, estou de acordo e acho que também não querem alianças nenhumas com a esquerda.

Mas prefiro fazer outro raciocínio, sendo certo que o não-diálogo é o ponto de partida.

Uma primeira ideia. Quando Sócrates chama PSD, CDS-PP, BE e PCP a São Bento para discutir um acordo de aliança, parto do princípio que se trata de uma jogada teatral.

PCP e BE, que defendem outros caminhos e princípios de governação bem diferentes dos do PS, CDS-PP e PSD, têm duas alternativas:

A) Ou recusam participar no teatro, e são penalizados pelo que os acusa de não quererem compromissos
B) Ou participam e recusam (pois defendem outros caminhos e princípios de governação bem diferentes dos do PS, CDS-PP e PSD, ) e são penalizados pelo PS que os acusa de não quererem compromissos

Foi aliás o que Cavaco fez ao PS quando Gaspar e Portas se demitiram irrevogavelmente.

A 2ª ideia. O PS está sempre a dizer que não se alia com PCP e BE por causa da irredutibilidade desses dois partidos em fazer cedências. Como esses dois partidos acham (eu também acho) que o PS está a fazer teatro, muitas nem sequer levam as propostas a sério. E aqui, mais que noutro qualquer lugar, é que poderá residir algum bloqueio.

Se o PS se dá ao trabalho de elencar assuntos em que PCP e BE não querem discussão, apenas o faz por sentir que tem de apresentar bons motivos para nunca se aliar a PCP e BE. Pq? Pq sabe que boa parte dos seus eleitores gostavam que o PS governasse mais à esquerda ou à esquerda. Só albardados na encenação de que têm de ser pragmáticos por falta do realismo de outros continuam a poder contar com os votos desses eleitores, enganados, iludidos ou convictos.

Na maior parte das vezes, BE e PCP preferem nem lhes dar resposta, pois estão convictos de que nada daquilo passa da falácia do espantalho, algo acenado para dar impressão de que se está a diuscutir algo com o outro. E eu, que nunca fui e nunca serei militante de nenhum partido, por acaso também acho.

Mas da análise do cenário fictício, da análise daquilo que em circunstâncias de negociação poderia ou não ser a reposta do PCP e do BE aos três pontos elencados pelo PS surge mais que o confronto irredutível entre posições diferentes.

E baixam-se as expectativas de que o mantra OTAN, Euro e Europa tal como debitado pelo PS sejam exactamente o nariz de santo que esse partido diz ser. No PCP e BE questionar-se-iam sobre a urgência de uma saída da Europa e da OTAN. Acaso saímos OTAN logo após o 25 de Abril quando até podia ter havido condições para o fazer e com a Guerra Fria ao rubro? então pq agora? No PS questionar-se-ão também sobre qual será o problema de aceitar uma moratória para acções militares, tanto mais que as condições orçamentais são muito puxadas e a situação é de crise e tanto mais que muita gente está longe dos posicionamentos Tea Party de um Luís Amado. E vai por aí fora.

Mau é começar a discutir a que ponto estamos todos satiesfeitos com a Europa que temos. Da percepção do problema até à sua consciência pode ir um salto tão grande como o que vai da consciência desta verdade até à consciência de que ela é alterável. Infelizmente, funciona-se o mais das vezes por aceitação do que está, mesmo não sendo grande coisa. Agustina disse uma vez que apoiava Sampaio por já conhecer Cavaco, mas poucos têm este desembaraço. Funciona-se como estando numa realidade imutável, mas isso é mais um estado de espírito. Um estado de espírito que todos os dias podia ser desmontado pela realidade a que se continua a fazer olhos cegos e orelhas surdas.

Resumindo. PS não quer negociações, mas alega que as quer por saber que os seus militantes concordam com o facto de que tem governado mais à direita do que o desejável. Os outros devem aceitar negociações, para lhes desmontar a pantomina. Mais vale lentamente (e entre acusações), que nunca. De contrário, mesmo que por milagre subissm aos 30 por cento continuariam sem ir ao governo e sem ser dados nos jornais.

De makarana a 04.03.2014 às 10:52

Só albardados na encenação de que têm de ser pragmáticos por falta do realismo de outros continuam a poder contar com os votos desses eleitores, enganados, iludidos ou convictos."
Mas isso tem um preço: não há negociação.Negociar é ceder de parte a parte.
O PS é pró-ocidental e capitalista.E decididamente não quer negociar com a esquerda. É mau? Talvez.Mas´é a sua posição

De Antónimo a 04.03.2014 às 13:01

Um PS pode ser pró-ocidental, já não vejo com tão bons olhos que seja capitalista. Nem eu que os ultrapasso pela esquerda, nem muitos apoiantes. Isso não está na matriz trabalhista, social-democrática e socialista do sul de onde provêm.

Claro que o PS pode fazer o que queira, não pode é fazer de conta que quer negociair, e que os outros é que são maus, se na realidade não quiser negociar. Ou por outra, poder pode. Não pode é esperar que os outros não lho notem.

E para que o notem, é preciso que se ponham cartas na mesa. De parte a parte. pois só assim se percebe realmente que passo cada um quer realmente dar.

De makarana a 04.03.2014 às 13:55

O PS converteu-se á tal terceira-via.Mas sim,estou de acordo

De A.R.A a 04.03.2014 às 21:03

ANTONIMO

De acordo, no entanto faltou-lhe mencionar um factor que quanto a mim é de extrema importancia no que diz respeito a mudança ideologica na acção politica do PS que o fez afastar-se ainda mais da esquerda para o centro, e esse factor chama-se o eleitorado "concensual", os tais indecisos que elegem o Bloco Central, os que sem qualquer ideologia votam no candidato e não no partido.

Ao captar essa fatia do eleitorado, acaba por invariavelmente conseguir maioria absoluta á custa dos sociais-democratas tanto ao centro do PS como na ala conservadora do PSD.

Esta é que é para mim a grande barreira que ao PS não lhe interessa transpor para que haja qualquer tipo de entendendimento com os supracitados partidos de Esquerda ... a factura a pagar seria sempre uma incognita e mais vale uma franja interna critica e ou descontente mas leal qb na hora do voto do que a possibilidade de vir a perder um patrimonio de eleitorado a custa de um comprometimento com uma mudança de politicas em busca de planos economicos alternativos de real combate a crise.

Cumprimentos
A.R.A



De A.R.A a 04.03.2014 às 19:24

MAKARANA

«Mas continua por responder uma coisa: não aprovando o pec IV,como se fazia para evitar a vinda do fmi? Como?
É que o pais não tem culpa do desinteresse do PS em não negociar com os partidos da esquerda.E devia-se ter evitado este governo de direita e esta troika»

Mas Makarana, a resposta já foi dada logo com a queda do governo ou já não se recorda do que se passou entre Socrates e Teixeira dos Santos? O pedido de ajuda externa foi forçado por Teixeira dos Santos o então ministro das finanças. Portanto, a sentença já estava dada e só Socrates é que continuava, no alto da sua mui sui generis arrogancia, a fazer o papel tolo semelhante a aquele ministro da propaganda iraquiano que dizia que estavam a dar uma tareia nos americanos quando estes já estavam a sua porta de casa. Porque é que o Teixeira dos Santos já nem falava, nem se mostrava nem tão pouco era e é convidado a prestar declarações acerca do seu papel para com a vinda da Troika?

Assim, facilmente se conclui que fosse qual fosse a atitude tanto do PCP como do BE o resultado já ha muito que estava viciado ... não havia volta a dar, pelo que congratulo estes 2 partidos pela sua coerencia e responsabilidade por não se terem deixado engolir pelo Bloco Central pois se assim fosse (e era este o papel para eles destinados) teriam servido de cordeiros de sacrificio num esforço inglorio para que Socrates ainda continuasse por mais algum tempo com as suas diatribes.

Os PEC'S foram criados para que se caisse em crise mas devagarinho e de forma gradual dando uma noção errada de estabilidade e muito menos de crescimento. No entanto, perante a instabilidade da pressão em apresentar resultados perante os mercados, Teixeira dos Santos mandou a toalha ao chão mesmo que o querido lider, na sua habitual postura de vendedor de carros, insistisse em manter a fachada com objectivos pouco claros, devo eu acrescentar, pois não sei se tinha a intenção de ganhar tempo para distribuir cargos "for the boys" pós-governo ou de forçar o PSD a tomar para si um papel em tudo identico ao que o PSD quer agora fazer ao PS com a tal saida "limpa" ou a Irlandesa ou lá como lhe queiram chamar.

Em suma, a Troika sempre foi uma inevitabilidade e tudo o resto são politiquices onde tudo foi e é ponderado menos os designios do povo Português.

Cumprimentos
A.R.A

De makarana a 04.03.2014 às 19:43

Estava dada porque o PEC IV foi chumbado A.R.A.O PEC IV servia para evitar a vinda da troika"

Os PEC'S foram criados para que se caisse em crise mas devagarinho e de forma gradual dando uma noção errada de estabilidade e muito menos de crescimento"
E qual era a alternativa?

De A.R.A a 04.03.2014 às 22:22

MAKARANA

Essa é que é a tal poeira nos olhos pois "cair devagarinho" foi sempre uma intenção e nunca um real intento. O que o PSD fez foi apenas e só dar corda ao PS para se enforcar abrindo caminho para o que veio a seguir do PEC III. As privatizações, cortes e alterações no codigo laboral inclusas nos PEC'S foi apenas e só um preparar terreno com uma estratégia de empobrecimento do país para um neo-liberalismo que galopava por cima de tudo e de todos e assim que estas medidas foram inclusas no programa o que é que aconteceu?

Pois é ... o PSD bateu com a porta e juntou-se a Esquerda!

Makarana, o PEC IV não era para evitar nada do que aquilo que acabou por acontecer, Teixeira dos Santos veio a terreiro justificar-se que Portugal teria a "garantia" da Merkle que Portugal seria o "tampão" na crise europeia, isto vindo de quem veio depois de se verificar o que aconteceu com a Grecia (onde a Alemanha tinha o quadruplo de interesses economicos em comparação com Portugal) é mesmo conversa para boi dormir.
De acordo com o PEC, todos os países da União Europeia devem apresentar regularmente programas de estabilidade ou programas de convergência e devem respeitar os objectivos macroeconómicos contidos nesses programas e devem evitar défices públicos superiores a 3% do PIB, ora, num espaço de 1 ano tivemos 3 e um chumbo ao 4º onde a sucessão de pacotes de consolidação orçamental não surtiram os efeitos desejados nas contas públicas com o deficie a aumentar exponencialmente.

A alternativa teria sido uma mudança radical nas medidas com a criação de uma taxa sobre as transações financeiras, alteração com um novo escalão no IRC para grandes grupos economicos, sobretaxa sobre dividendos distribuidos nos grandes accionistas e com um serio combate a fraude fiscal na economia não resgistada ... tudo o que foi feito em contrario foi apenas e só um esforço inglorio pois o resultado era inevitavel ou não estivessemos nós a falar de um pais membro dos PIGS.

Já viu a lista da FORBES ... os nossos multimilionarios aumentaram 2 mil milhões nas suas fortunas. Com o PEC IV, chegavam a mesma cifra mas mais devagarinho??

Cumprimentos

A.R.A

De makarana a 04.03.2014 às 22:34

O que o PSD fez foi apenas e só dar corda ao PS para se enforcar abrindo caminho para o que veio a seguir do PEC III. As privatizações, cortes e alterações no codigo laboral inclusas nos PEC'S foi apenas e só um preparar terreno com uma estratégia de empobrecimento do país para um neo-liberalismo que galopava por cima de tudo e de todos e assim que estas medidas foram inclusas no programa o que é que aconteceu?"
Como sabe ,Portugal está inserida na União Europeia.Não estávamos sozinhos nisto.Como sabe ainda mais,havia uma politica keynesiana de aumento do gasto quie a UE seguia e que Portugal tinha adoptado.Mas devido á Grécia,teve que se dar marcha atrás,porque os mercados começaram a penalizar.
Pois,o PSD juntou-se á esquerda,mas o contrário também pode ser perfeitamente dito..
Posto isto,a UE queria evitar o surgimento de um novo resgate,q«para que os contribuintes não tivessem que dar com o dinheiro.Uma espécie de tampão sim.Porque os estados financiam-se através dos mercados financeiros.
Eu perguntei qual a alternativa ao resgate,não ao Pec IV.Quando pedimos o resgate,o juros já está em 10% creio eu,
Mas essas medidas podiam ser sim..mas vejamos,porque é que o PCP e o BE na altura do pec IV não propuseram que essas medidas fossem incluídas no pec IV,para que este pudesse ser aprovado?

De A.R.A a 05.03.2014 às 19:11

MAKARANA

«Pois,o PSD juntou-se á esquerda,mas o contrário também pode ser perfeitamente dito..»

Enfim, se vamos começar por brincar com a semantica das coisas temos que registar primeiramente a coerencia de quem sempre teve em discordancia e de quem sempre esteve em sintonia e que num apice foi o que vimos ... agora, quem se juntou a quem, lá está, é tudo uma questão de semantica...

Sei perfeitamente que a politica Keynesiana faz escola na UE mas o meu ponto de vista transcende um pouco a questão ideologica pois para mim a postura da Alemanha e "parceiros mercantilistas," afins foi de puro e basico agiotismo oportunista. A possibilidade de lucro facil abriu uma janela de oportunismo voraz para com as dividas publicas Gregas e restantes parceiros e o que inicialmente deveria ter sido tido em conta o possivel risco pandemico da crise com uma possivel desvalorização do Euro (isso sim seria um tampão), arrastou-se de tal forma que a seguir cairam os PIGGS ... essa foi a razão pelo que achei "hilariante" ouvir o Teixeira dos Santos fazer crença na Merkle ao falar em Estado tampão. A propria Alemanha teve que, a pressa, retroceder nos seus intentos porque havia o serio risco de incumprimento no saldar das dividas e que, se assim não fosse, mais cedo ou mais tarde, tambem eles veriam o feitiço virar-se contra o feiticeiro.

Assim sendo creio que tampax, ao invés de tampão, seria a melhor designação, porque o mal estava feito e apartir desse momento seria a sangria que temos vindo a assistir e a sofrer tambem com o nosso proprio sangue.

Portanto, aqui chegados a musica de Vivaldi usada no hino da UE passou a um heavy metal como prova das podres fundações em que a UE se ergue.

«porque é que o PCP e o BE na altura do pec IV não propuseram que essas medidas fossem incluídas no pec IV,para que este pudesse ser aprovado?»

Quanto ao BE não sei mas no que ao PCP diz respeito, dia 22/03/2011 os comunistas entregarm um documento com 6 singelas paginas para um possivel projecto de resolução no qual se apresentavam medidas a uma alternativa ao novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), lamentando que o Governo, até então, não tivesse apresentado nenhuma medida para uma maior justiça fiscal ou para uma melhor distribuição da riqueza.

Cumprimentos
A.R.A

De makarana a 06.03.2014 às 19:39

Não é semântica.Tratava-se de impedir que Passos Coelho fosse para o poder,coisa que aconteceu devido ao chumbo.Tinhamos mau mas agora temos péssimo.E PS ou PSD não são a mesma coisa em termos políticos.
Espanha e Itália por exemplo,não sofreram os danos que sofremos ao não pedirem a intervenção da troika
A Grécia aumentou demasiado a divida e o défice,e pior,fez pela sua iniciativa.Havia medidas ideais para resolver esta situação,mas o mundo é o possível não o ideal.
Por último,não me recordo desse projecto de lei ter sido apresentado sequer.,

De A.R.A a 07.03.2014 às 11:12

MAKARANA

desculpe mas vou ter que discordar consigo porque o PS de Sócrates estava a fazer exactamente o mesmo papel reservado ao PSD antes PPCoelho. Foi ou não foi o PS de Sócrates que começou com as privatizações avulso (veja no que deu a privatização da água)? Foi ou não foi o PS que começou com as famigeradas alterações no Código Laboral? O inicio do fim do SNS, trazendo Arnaut a terreiro para acusar que "aquele" não era o seu PS?

Makarana, poderíamos estar o dia todo a esmiuçar as poilticas de direita protagonizadas pelo PS para chegar a mesmíssima conclusão, o PS de Sócrates nunca foi de Esquerda e muito menos Socialista.

Quem deveria ter chamado a si a responsabilidade de impedir o PPCoelho de ganhar o poder deveria ter sido o próprio PS com a sua maioria relativa. Como? Exactamente, abrindo-se ao dialogo com os partidos de á sua esquerda e negociando as alternativas propostas pelos mesmos:

(Como não se recorda ... eu relembro) http://www.pcp.pt/pcp-apresenta-projecto-de-resolu%C3%A7%C3%A3o-que-rejeita-pec-para-2013

Mais uma vez as minhas desculpas mas os valores, na Europa, com, sem ou semi-Troika são elucidativos o bastante para a elucidar o que acima descrevi:
http://www.dinheirovivo.pt/Graficos/Detalhe/CIECO150428.html

Eu tenho a minha opinião "mui" própria acerca dos intentos desta crise que "também" é financeira.

Para concluir, Makarana, o PS de Sócrates passou a tal linha identitária e alcançou um tal patamar que para que o PSD voltasse a ser poder teria que ir para além daquele PS ... mas perpetuar a morte lenta dos PEC's era acobardarmo-nos perante a possibilidade de que queríamos realmente mudar de rumo ... o povo falou, ganhou o neoliberalismo para castigar o despesismo do Nim (3ªVia). Se quer mesmo continuar com essa "desculpa cliché" da culpa da Esquerda para não ver mais além, não serei eu que a farei mudar ... apenas posso opinar a minha discordância da mesma.

Cumprimentos
A.R.A

De makarana a 07.03.2014 às 12:18

Não vou entrar nessa lógica puritanista e veridicista da esquerda.A esquerda não tem donos .
Nunca diminuiu o gasto em saúde como fez este governo. Pelo contrário,creio que aumentou em muitas áreas sociais.Mas se houve alguma politica que destoasse dessa orientação,nunca foi tão á direita como este governo foi,isso para mim é inegável.Eu diria antes o seguinte: é socialista,a questão é que não +e comunista, ou trotskista,como alguns desejariam.
Posso estar enganado,mas ele abriu as portas do diálogo á esquerda no Pec IV.O PCP e BE é que se recusaram a negociar.Essa resolução limita-se a dizer que vão rejeitar,nada mais nem menos.E nem sequer vou falar daquela votação a dar mais dinheiro para o regime criminoso do Jardim em que se juntaram á direita contra o PS,ou aquela votação a dar mais dinheiro ás escolas privadas no final de 2010..
As pessoas votaram nesse sentido em 2011,mas emm 2013 não se podia saber..
Cumprimentos e votos de bom fim de semana

De A.R.A a 09.03.2014 às 12:59

MAKARANA

Ponderei se lhe deveria responder pois quando começa o seu discurso alavancando "lógicas puritanistas e veridicistas" e ou que a "Esquerda não tem donos" deixa a entender que quer acabar com o debate com uma possivel fuga ... para a frente!

Mas por defeito ou feitio não me posso calar perante o que acima descreve visto que de meias verdades e mundos inventados andamos nós a 40 anos neste impasse. Sem duvida que o PS de Socrates foi um grande polo dinamizador das infra-estruturas rodoviarias e até de ordenamento territorial que chegou a criar a ilusão de descentralização de poder. Nada mais. Na saude o Makarana"crê" mas não passa disso mesmo, uma crença que Correia de Campos lhe poderá ilucidar melhor:
http://resistir.info/e_rosa/custos_saude_portugal.html

Agora quando se presta a comparação entre o PS de Socrates com o actual governo PSD dizendo «Mas se houve alguma politica que destoasse dessa orientação,nunca foi tão á direita como este governo foi ...» é demonstrativo o bastante que o Makarana nunca acreditou mesmo que o PS de Socrates era, efectivamente, «socialista,a questão é que não +e comunista, ou trotskista,como alguns desejariam»

Falemos então franca e abertamente, assumindo as virtudes mas também os nossos erros sempre com rigor (se possivel fazendo prova) para não assentarmos as nossas respostas apartir de subjectividades como «Posso estar enganado,mas ele abriu as portas do diálogo á esquerda no Pec IV».

Disse.

Cumprimentos e boa continuação do fim de semana
A.R.A

De makarana a 09.03.2014 às 13:10

Subjetividade é alguns não acharem que não são suficientemente de esquerda,que só creem em coisas puras,fortes.Que não dispensam votar com a direita(e não estou a falar do PEC IV ,atenção)
O que eu disse foi que nunca um outro governo tinha atacado realmente as pessoas nos seus direitos como este governo fez.Está muito longe para a direita do que qualquer outro governo português.Insisto: não há comparação entre Sócrates e Passos.
Não é subjetividade: É um facto que ele convidou a esquerda a negociar as medidas do PEC IV,onde podia ter sido incluídas essas que o A.R.A propôs.
Cumprimentos e Bom Domingo

De A.R.A a 09.03.2014 às 16:37

MAKARANA

Concordo que haja quem bata no peito a apelar a uma visão linear do que acham ser os valores de Esquerda contemporanea, contudo, nos meus comentarios, nunca foi minha intenção fazer passar tal mensagem visto que de fundamentalismos esta o mundo cheio e não é por isso que estamos melhor ... bem pelo contrario como temos assistido.

O meu apelo é e sempre será o de ir ao encontro convergente das Esquerdas mas para que isso seja uma realidade temos que abrir armarios e discutir os ossos "bicudos" que insistem em rasgar entendimentos. Se o PCP se ostracizou degradando a sua ala intelectual com purgas internas, já o PS cambiou a sua doutrina com o proposito do poder pelo poder esvavaziando o partido de causas estruturantes, profissionalizando os seus quadros para perpetuar o "negocio como de costume" dando apenas voz aos Galambas só para parecer bem. Só que «A mulher de Cesar não basta ser honesta, tem de parecer honesta» portanto os Galambas do PS nunca passarão disso mesmo, "gente" honesta cheia de boas intenções e ... ponto final.

Por o PS ser um "habitue" na governação do pais, é normal que se cobre mais por possiveis "esquecimentos" da sua "suposta" matriz de Esquerda, por isso, não aceito que a tatica da vitimização seja a melhor para chamar a si os destinos de uma Esquerda estilhaçada onde a culpa maior cabe exactamente ao PS.

Contudo, tenho esperança porque existe ainda no PS quem não esqueçe essa tal matriz que acima refiro:
«O fundador do Serviço Nacional de Saúde (SNS), António Arnaut, disse este sábado que Correia de Campos, ministro da saúde no primeiro Governo de José Sócrates, adoptou medidas "inadmissíveis a um governante socialista"» in CM 20/08/2011

Socrates deveria ter feito um repto a Esquerda para, em conjunto, promover o PECI mas preferiu sempre a companhia do PSD ... e deu no que deu ... que mais lhe posso eu acrescentar!

Cumprimentos e um bom domingo
A.R.A

De makarana a 09.03.2014 às 17:01

Certo,mas mesmo que não seja a sua intenção,as suas mensagens remetem-no a posições próximas de um fundamentalismo.
Eu não digo que o PS não tenha culpas no cartório.Porém desde 75,depois do PREC, que o PCP e mais tarde o BE ,resistem a qualquer entendimento com o PS.Tudo para eles é neoliberal, é de direita.
Sócrates fez esse repto mas as esquerdas recusaram.E já antes das eleições de 2009 recusaram.E não sou só eu que digo,é basicamente o que Rui Tavares ou Daniel Oliveira dizem..
Mesmo que Sócrates tivesse preferido o PSD,no PEC IV estava em causa a soberania portuguesa,por isso o PCP e BE deviam ter-se abstido.
Ou era isso ou era a troika.E o pais não pode pagar pela atitude de Sócrates e de alguns atores politicos

De A.R.A a 10.03.2014 às 12:11

MAKARANA

Eu fiz e faço, sem complexos, o meu Mea Culpa segundo as más opções que o partido de minha eleição faz e critico-as quando assim acho pertinente, agora, ao Makarana noto-lhe uma certa incapacidade de auto-critica e ainda bem que fala no PREC como um momento de cisão porque foi durante a vigencia do mesmo que se estabeleceu um ordenado minimo, subsidio de desemprego, subsidio de ferias e de Natal ... e outras coisas afins que na altura davam pelo nome de Reforma Agraria e que agora parece que se chama bolsa de terras.

Mas, não, não vou entrar por aí por mais que o Makarana queira. Prefiro lembrar a relação proficua entre Sampaio e a vereação comunista na C.M.Lisboa (por ex.) para lembrar que, havendo vontade politica, tudo é possivel.

Agora, peço-lhe que não substime a pouca inteligencia que tenho com opinações demasiado bipolares para uma só resposta:
«PCP e mais tarde o BE ,resistem a qualquer entendimento com o PS.Tudo para eles é neoliberal, é de direita.
Sócrates fez esse repto mas as esquerdas recusaram» para depois arrematar o discurso com «Ou era isso ou era a troika.E o pais não pode pagar pela atitude de Sócrates e de alguns atores politicos»

Porque será que tanto o PCP como o BE recusaram o repto de Socrates? É facil, é só ver o que escreve.

Fala do Rui Tavares e do Daniel Oliveira mas ... sonegou o nome de Galamba. Porquê?

A.R.A

De makarana a 12.03.2014 às 10:04

Pois foi,mas foi também o momento em que se destruiu fábricas e empresas,e que se nacionalizou toda a economia.E sobretudo o momento em que se ia instaurando uma ditadura comunista.
É verdade que houve essa colaboração.Mas posso lhe relembrar que houve outra com o BE em 2007,e o BE bateu com a porta.Mas também posso lhe recordar quem é o parceiro de governo da CDU em Loures.
Naquele momento,naquele dia estava em causa impedir que a troika viesse para Portugal.Isto estava acima de todas as suas divergências com Sócrates.Mas recusaram porque não queriam negociar,ceder.
Galamba dizia na tes uma coisa,e diz outra agora,insisto.
.

De A.R.A a 12.03.2014 às 17:43

MAKARANA

Durante o PREC nacionalizou-se a economia para evitar a fuga de divisas que sangrariam de morte a economia. Durante o PEC nacionalizou-se as dividas de um banco fraudulento com a "desculpa" do risco sistemico. Se no 1º caso , estavamos a dar os primeiros passos na democracia onde o erro servia para aprender, já no 2º caso errou-se por pura incompetencia da qual a unica ilação a tirar é a de que perpetuar os desmandos de incompetentes não é o garante que outros incompetentes lhes tomem o lugar.

Quanto ao parceiro em Loures não precisa de recordar pois sei bem quem são (obrigatorio quando se ganha com maioria relativa) assim como o Makarana deveria saber quem foram os que faliram a camara de Loures e os que mesmo que perdendo as eleições se achavam no direito de negociar cargos de vereação centrais para a governação da camara com se não tivessem existido eleições.

Makarana, nem de proposito, como acrescento ao nosso debate, fez-se luz na cabecinha de uns quantos notaveis da sociedade e concretizaram um Manifesto para a Reestruturação da Divida, ora, como a memoria não se apaga, deixe-me relembrar-lhe que, em plena campanha eleitoral, Sócrates garantiu que "em nenhuma circunstância" avaliaria pedir a renegociação da dívida portuguesa, porque isso, disse, seria "um calote aos credores". Posto isto, dá para entender, que de PEC em PEC chegariamos com toda a certeza onde nos encontramos hoje ... a dada altura o cair devagarinho não passaria de uma miragem.

Espanta-me, contudo, que mesmo perante a crise profunda que vivemos o Makarana insista na clubite partidaria culpando a Esquerda pelo desgoverno que vivemos quando foi o PS que aumentou a dependencia externa; destruição do aparelho produtivo; especulação e agiotagem; transferência de dívida do grande capital para o Estado responsabilizando o povo português por ela. Se acredita que isto é uma visão demasiado "puritana" e "veredicista" não deveria esperar outra atitude dos partidos de Esquerda no qual, obviamente, não posso incluir o PS que sempre deu preferencia a convergencias com a Direita para o governo central.

Já agora, leia esta entrevista do João Galamba (deve ter sido dificil, para ele, ser depautado durante a vigencia do Socras) http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO321393.html?page=0

Felizmente, nem todos no PS, pensam como o Makarana
http://expresso.sapo.pt/antonio-arnaut-defende-governo-patriotico-do-ps-com-pcp-e-bloco=f854990

Boa leitura

A.R.A

De makarana a 12.03.2014 às 20:15

Não A.R.A,antes pelo contrário: a fuga das divisas é um resultado das nacionalizações.
Sei,mas mal por mal, prefiro antes esses á dreita mais extremista e radical d
e sempre em Portugal que está no governo.Talvez o A.R.A devesse sabe quem eles são..
Quanto aos Pecs,Espanha e Itália estiveram na mesma situação que nós ,fizeram os seus Pecs e estão salvos neste momento.
Quanto a isso que imputa ao PS,isso são acontecimentos deste governo,não com certeza dos anteriores
Uma coisa é o centro-esquerda,outra coisa é a extrema-esquerda radical,trotskista.
O PCP E Be,fartaram-se de se juntar á direita na legislatura passada,inclusive para dar dinheiro ás escols privadas.
Em suma,o PS não tem nada haver com o PCP e BE,e vice-versa.
Boa Noite

De Anónimo a 12.03.2014 às 22:56

MAKARANA

Conhece o Grupo Queiroz Pereira e ou outros grupos economicos do Estado Novo? 14 de Março de 1975 é uma data que lhe diz alguma coisa? Sabotagem economica e fuga de capitais para o estrangeiro (Brasil) foram o resultado ou a causa do PREC? Sabe o que é que se passou a 11 de Março de 1975?

Já viu, tanta pergunta para uma mentira tão pequena, Makarana, as "estorias" que conta ou que lhe contaram de cowboys (os bons) e de indios (os comunas) não se baseiam em factos, são westerns para entreter. Mas se quiser poderemos debater tambem esse seu "ponto de vista" de Historia Resumida ao estilo pret-a-porter para-quem-não-gosta-de-saber-como-funciona-o-mundo e outras coisas "complicadas".

Quer uma dica, faça o seguinte, vá aos livros do seu partido e veja cronologicamente o que o seu partido afirmou em comunicado:
«15 de Abril de 1975 – Comunicado do PS intitulado “o PS regozija-se com as Nacionalizações”, onde saúda as nacionalizações das indústrias básicas e de transportes, que rotula de «decisão histórica»

E esta hein? Ha coisas fantasticas não há?

Quanto ao resto ... falamos ... amanhã.

Boa Noite
A.R.A



De makarana a 12.03.2014 às 23:52

Oh A.R.A,nada impede alguém quie tem uma posição de mudar para outra,que esteja correcta.O PS esteve no lado errado,e passou para o certo.
Como digo,no meio do comunismo e do liberalismo existe o socialismo democrático,que é a posição do PS.Rejeito tanto o PCP como o PSD

De A.R.A a 13.03.2014 às 16:49

MAKARANA

Já percebi que só responde ao que lhe dá mais "jeito". Ok, não faz mal, desde que não insista nas "pequenas mentiras" que de tanto serem repetidas, por norma, tornam-se "insofismaveis verdades".

Ui! Socialismo democratico? Makarana, quer mesmo entrar por aí? É que existe tamanha discussão acerca dessa definição que acho não ser esse o melhor caminho para estruturar o seu pensamento politico.
Não sei se sabe mas o objectivo do comunismo contemporaneo é o de lutar por uma sociedade socialista em democracia fazendo uso do avanço tecnologico do capitalismo.
Será que não queria dizer um Socialismo de Mercado? Ou talvez, social-democracia? Ou, quiçá, uma 3ª Via?

Eu percebo a confusão pois o PS é demasiado ambiguo ideologicamente e, ainda mais na sua acção politico-governativa, também percebo que o Makarana não sabe o que quer apenas sabe o que não quer. Deixe estar, não esta só nesse limbo. Aliás é o Makarana e a grande maioria dos eleitores votantes e, passados quase 40 anos, continuamos neste imbroglio porque ninguem realmente sabe o que quer que seja este País.

Nota-se que é uma pessoa interessada mas acredito que com mais e melhor informação teria uma opinião mais solida e, por consequencia, seria mais exigente ao dar o seu voto ... e a sua opinião.

Cumprimentos
A.R.A

De makarana a 13.03.2014 às 17:29

E a que pergunta é que eu não respondi A.R.A? Eu respondi a todas.Na do Prec foi a causa.As intenções de nacionalizar vêm ainda de 74..
Sim,acredito na socialdemocracia.Rejeito tanto o liberalismo como o comunismo. E feliz é quem tem a certeza de tudo e duvida de nada..
Já votei PS e BE
E o seu ultimo parágrafo também pode ser bem aplicado a si. É relativo o que você pensa da minha informação ou não
Cumprimentos

De A.R.A a 13.03.2014 às 19:33

MAKARANA

Começo pelo fim porque, na verdade, sempre procurei informar-me acerca das minhas duvidas (e são muitas, meu caro!) para cimentar as minhas parcas certezas que embora sejam poucas são solidas e não caducifolias, susceptiveis "ao vento que passa!".

Recomendei-lhe leitura documental na esperança de não o ver insistir no erro mas ... ironia das ironias, parece que o Makarana é que é provido de muitas certezas não fazendo caso das duvidas que lhe apresentam. Consegue apresentar prova documental que sustente aquilo que reafirma? Se sim teria todo o gosto que me mostrasse como estou errado.

Então? Em que é que ficamos? Acredita no socialismo democratico ou na social-democracia? Olhe que (embora haja quem não os distinga) não é bem a mesma coisa.
Joseph Schumpeter em Capitalism, Socialism and Democracy (1941), afirma que as democracias liberais estavam evoluindo para o capitalismo liberal introduzindo o socialismo democrático, com a autogestão dos trabalhadores , democracia industrial e instituições reguladoras. Isto foi no sec. passado.
Consegue estabelecer alguma correlação com o que então foi escrito com a actualidade?

Por fim, não posso deixar de lhe lançar uma "farpa" ... só para desanuviar um pouco:
- Se um homem começar com certezas, ele deverá terminar em dúvidas; mas se ele se satisfizer em começar com dúvidas, ele deverá terminar em certezas.
Sir Francis Bacon

Cumprimentos

A.R.A

De makarana a 14.03.2014 às 00:57

Eu li a sua documentação,mas isso em nada contraria as minhas conclusões.Assim,voce fica na sua e eu fico na minha.A verdade é que não concordo com aquilo que foi feito no Prec(tirando os subsídios,que foram das poucas coisas positivas dai),penso que o 25 de Novembro foi algo positivo,e o PS também assim pensa,mesmo que antes tivesse pensado outra coisa.
Socialdemocrata,como Olof Palme ou Tony Judt eram.
Boa Noite

De A.R.A a 14.03.2014 às 11:59

MAKARANA

O meu intuito é o de debater ideias, aprender com os outros distintos pontos de vista do meu mas se o Makarana se autoexclui do contraditório com "voce fica na sua e eu fico na minha" fecha o espaço para a duvida imobilizando-se na sua zona de conforto da certeza ortodoxa.

Nunca me perguntou mas também eu acho que houve (não segundo a sua cronologia inventada e muito menos das suas causas fantasiadas) um histerismo pandémico com as nacionalizações assim como com a Reforma Agraria.
Tudo era reacionário e tudo era revolução e assim se perdeu uma oportunidade de ouro com os proveitos económicos e resolver problemas estruturais de uma agricultura ainda assente em moldes medievais e com técnicas tradicionais pouco produtivas que a Reforma Agraria poderia ter solucionado.
Assim como as nacionalizações deveriam ter sido uma medida de excepção e não uma norma ... mas, sejamos sinceros, tínhamos saído de uma ditadura de 48 anos (a mais longa da europa) e procurávamos uma base onde assentar a nossa democracia que, para nós, era um conceito tão estranho como o sabor de uma coca-cola e o Makarana ainda alimenta a sua certeza preconceituosa em relação ao PREC com o restabelecimento da "normalidade" do 25 de Novembro que mais não foi o de diluir o Estado Novo no sistema democrático com os seus delfins?

O PS de Mario Soares fez sempre jogo duplo sem nunca apresentar qualquer modelo que seja para fundar a democracia pois ora se colou ao PC de Alvaro Cunhal ora se imiscuiu com os interesses da direita de Freitas do Amaral e de Sá Carneiro que, este ultimo, diga-se a verdade teria sido o legitimo herdeiro da social-democracia de Olof Palme em Portugal.

Mas se fizermos um retrato global de quem realmente lucrou com a ambiguidade das ideias postas em prática sem nunca se comprometer realmente com um modelo governativo esse foi sem duvida aquele que ainda hoje é reconhecido como o "pai da nossa democracia" de jeitinhos, acordos escritos na areia e compadrios afins ou não fosse ele o melhor advogado da sua geração, Mario Soares.

Olhe, a distinção entre o PREC e o PEC foi que o 1º começou com uma revolução de cravos e o segundo deu lugar a uma revolução de veludo.

Cumprimentos
A.R.A

De Joe Strummer a 27.02.2014 às 20:53


Eis o exemplo de uma conversa de alucinados. Mais preocupados com a retorica e com o pretenso conhecimento do conteúdo posicional do marketing partidário do q com a substância da politica. Claro q isto tudo é só uma prova de fraqueza provocada por comentarios anteriores. Até o "velho treinador" já só fala inglês. Não se riam, isto é sério.:))

De Antónimo a 28.02.2014 às 11:07

VIVÒ SÓCRATES!!!

De Antónimo a 28.02.2014 às 11:12

Não é capaz de perceber que o que se está a discutir é exactamente Política e Opções Políticas e Caminhos Possíveis e Desejáveis e não estratégia partidária e clubística, que é o único peditório para que dá, pois não?


Quero que se foda o Cavaco mais o inglês, dá impressão que nunca ouvimos Guterres, Durão Barroso, Santana, Sócrates e Passos Coelho deitando máo ao inglês técnico.

Política e negócios concretos nada, mas que esperar de quem defende o novo emprego do António Vitorino nos Lucruosos CTT cuja privatização foi lançada por Sócrates em PEC? Fodido era se fosse Relvas a ficar com o tacho.

De Joe Strummer a 28.02.2014 às 16:15


Ehehehe... agora?? Isso são Peanars
É um pouco tarde, mas apesar de ser anacronico como dissimulação é capaz de passar, vá lá.

De Antónimo a 28.02.2014 às 17:26

Parece que me quer insultar, mas habituado que está ao norte-coreano estilo de elogiar o querido líder Sócrates, não consegue fazer um texto que se perceba de que modo lá quer chegar. Factozinhos, pá, factozinhos e argumentos.

"Peanars" (deve ser gralha, mas do quê?, de peanuts, também não dá mais pistas), "anacronismos"?, "Dissimulação"? Mas de quem? Minha, que concretizo e respondo ao que me perguntam, ou sua, que responde aos alhos com marmelos e sem exemplificar nada?

De Joe Strummer a 28.02.2014 às 17:57


Um insulto á inteligência de qualquer um é essa conversa de chacha a que chamas pomposamente "Política e Opções Políticas e Caminhos Possíveis e Desejáveis". É de tarado mesmo. Não te cures não. Estás totalmente off man.

De A.R.A a 28.02.2014 às 19:49

JOE MANURE

Possivel insulto á inteligencia de qualquer um menos da sua ... man! Impossivel sentir-se insultado por uma coisa que não tem!

ps- Isto parece bullying cibernetico mas é mesmo ... ainda que não responda sabe bem para aliviar o stress. Um perfeito exemplar xuxa.

A.R.A

De makarana a 01.03.2014 às 14:09

E porque é que tu consideras que é "conversa de chacha"?

De Joe Strummer a 02.03.2014 às 21:14


OK. E Por onde é que eu devo começar? Pela tua "progenitorazinha"?
( Vê lá se metes alguma decência nessa cabeça oca)

De makarana a 02.03.2014 às 21:22

Não falámos "da minha progenitorazinha" embora sabes lá tu se tenho ou não uma.
Estava eu a perguntar-te sinceramente porque é que tu acreditas que Politicas e Caminhos Possíveis e Desejáveis é conversa de chacha?

De Joe Strummer a 02.03.2014 às 22:13


Não te armes em desentendido, o teu ultimo comentario antes deste foi abaixo de cão, ie, foi inferior a ti proprio. E de mim não esperes mais nenhum "Qué?" sequer.

De makarana a 02.03.2014 às 22:20

Foi na sequencia de 123845 comentários abaixo de cão que me fizeste,como o ultimo antes desse e a muitos outros comentadores.Foi a primeira vez que fiz,por irritação,e tu és pródigo a faze-lo,seja quando for.
Foi pesada a minha resposta? Foi,foi mais forte do que eu e ninguém é de ferro,basicamente esses què são de quem não tem nada para responder

De Joe Strummer a 02.03.2014 às 23:05


OK. Makarama, vou-te responder pela ultima vez.
Quando eu dizia "Qué?" é por que como ja te tinha dito antes, não gosto de falar contigo. Só porque pedes muito e dás pouco e nunca tens uma opinião definitiva sobre nada, para não teres q assumir uma posição em futuros argumentos. Para mim a geometria variavel é uma falta de caracter. Não confundas isso com algum medo de debater, não tenho medo nenhum disso. alias de inicio falamos e muito e sabes bem o que eu penso e sempre te respeitei, mas tenho esse direito e tenho standards. E o "Qúe?" não é ofensivo e ainda menos quando eu te avisei.
"Fuck the shut up donny" é de um filme uma "movie line", não tem nada de ofensivo, não mais do que "qué", passe as diferenças culturais.
E o "Fuck the shut up Ricky Nelson" foi porque tu disseste Marilu e o Ricky Nelson foi quem criou esse classico do rockn'roll "hello marylou". Tudo isto seria normal se tu tivesses um pouco menos de cultura adversarial e mais de cultura rock n'roll. Mas repara, tudo podes bem ofender-me desde q apresentes argumentos interessantes, alias até agradeço. Agora, chamares uma terceira pessoa q tu não conheces, não aceito.
Depois acho, como disse ao teu parceiro de discussão, q é de uma enorme falta de respeito comportarem-se como "trolls" num blog onde estão pela 1ª vez. Mas talvez esteja a ficar velho e , talvez, contra mim fale. Adios.

De makarana a 02.03.2014 às 23:49

E quem és tu para falar em "geometria variável" quando és tu que dizes que nada é a preto e branco e que não dá para ter uma posição clara quanto aos temas? E dei pouco em relação ao quê já agora?
Do que é que pensas? Sinceramente não sei e nunca explicaste
Eu defendo que o PCP e BE devem ser menos rígidos,quanto á sua forma de pensar,e foi um erro não terem aprovado o Pec IV,mas a verdade é que o PS nunca mas nunca quis negociar com eles,e sempre preferiu negociar com a direita,incluindo Passos Coelho..Basta ver que partidos é que votaram favoravelmente as propostas do PS,por mais que agora reneguem desse passado.
O PS não é dono da esquerda e não pode obrigar o PCP e BE a concordarem com ele.
ão posso concordar com um certo rumo que os partidos socialistas europeus estão a tomar,de assunção do discurso da direita relativamente a temas económicos.Defendo um regresso á defesa de uma fiscalidade progressiva,á defesa dos direitos laborais contra a flexibilização do mercado de trabalho e austeridade. É isto que defendo,se te satisfaz saber o que penso.
Não interessa o que era,não te dou confiança para dizeres me essas coisas.Não gosto.Fazem-me 100 e eu retribuo com 200.Tu é que começaste com os insultos e com a chabascaria,não te faças de virgem ofendida.Tu é que insultas toda a gente a toda a hora.
Se sempre me respeitaste,não dei por isso sinceramente.
Votos de felicidade sinceros

De Joe Strummer a 03.03.2014 às 09:08


¿Qué? - (Dirty laundry- the last episode)

Como tambem já tive oportunidade de te dizer anteriormente tu tens alguma dificuldade em perceber coisas simples.Eu explico melhor:
Tu podes ofender-me a 100, 200 ou a 300 como e onde quiseres q a minha resposta será sempre a mesma. És-me indiferente e o q tu defendes ou não defendes tambem. Perfeitamente inócuo, a argumentação na net é isso mesmo e não me ofendes sequer.Desde q a tua ofensa não inclua pessoas q tu não conheces e me sejam queridas. Isso já não é ofensa mas baixeza.É só esse o ponto. Depois como te expliquei e sem qualquer intuito auto-justificativo "¿Qué? não é nenhum insulto, é só sinalizar q não estou disponivel para te aturar.Como é fácil de perceber para qualquer miudo de dez anos ou para quem tenha a pachorra de falar contigo.

Nas relações profissionais como na vida tenho um lema "Work for free or for a full price but never cheap".
Suerte.

De makarana a 03.03.2014 às 10:10

Olha rapaz..talvez não tenhas reparado,mas eu há 2 ou 3 comentários atrás,eu assumi que foi um exagero e um erro ter envolvido terceiros,Mas isso provavelmente não te interessou ver.Mas também vou fazer a minha marcação de fronteiras: se tu não te importas que te insultem mas que apenas não envolvam terceiros,já eu não gosto qe me insultem de qualquer forma e da forma presunçosa e arrogante com que tu diriges ás pessoas.O que para ti não é uma ofensa,pode no entanto sê-lo para outras pessoas,entende isto.
Mas tens toda a razão;`não dá para debater questões politicas contigo;só ofereces larachas e não argumentos políticos.
Be happy r

De Antónimo a 03.03.2014 às 15:38

O que é que é conversa de chacha para Joe Strummer? Pois, é aquilo que eu faço, que makarana faz, que A.R.A faz.

O que é que não é conversa de chacha? O que ele faz.

Por exemplo, solicitar respostas aos outros, recebê-las com má-criação e comentários que não respeitsam quem se deu ao trabalha de gastar tempo a responder-lhe, chamar aos outros casos psiquiátricos, reclamar-se como dono dos blogues e acusar os outros de desrepeitarem a casa (ver mais abaixo), armar-se em vítima, desconversar.

Não é filho único. Há outras casas e gentes boçais. No Aspirina B (onde também anda, mas civilizadamente, o Vega daqui), o anfitrião VAL é figura da mesma recusa da democracia, assim como o grosso da matilha que por lá se açula às canelas de quem quer que se atreva a ter uma voz discordante. Fernanda Câncio, no Jugular, tem o mesmo desdém pelos outros.

Claro que excluem de 15 a vinte por cento dos eleitores do debate sobre o país, reservando-lhes o direito de não participação - e poderem estar empregados, quano estão, ou comer, quando comem, já é bem bom. Ou discutem nos exactos termos da Nova Ordem que construímos (Guterres em 1995 anunciou o euro com a exortação: "euro, tu és o euro e sobre este euro edificaremos a União Europeia") ou nem sequer a V. opinião surge nos jornais ou nos dignaremos a responder-vos chamando ao que dizem conversa de cacha.

De A.R.A a 28.02.2014 às 17:48

JOE BULLSHIT

Ainda bem que está bem disposto mas ... e os meus argumentos que tão "amavelmente" me requesitou, hã? Onde é que o Joe respondeu aos meus argumentos que não os vejo?

Dissimulação. É isso mesmo. Na ansia em "responder-se" acaba por faze-lo aos demais mas isso não é substancia politica são problemas do foro psicologico ... ou então uma visão tropega do que é o conceito politica.

Olhar para um partido como uma empresa foi o que o Socrates fez ... julgava-se um qualquer CO e essa é exactamente a sua visão do que foi e do que deveria ser a politica.

Pois é, lamento, afinal o Joe não estava a ser comico, o Joe acredita mesmo ... e eu que até lhe respondi em estrangeiro!

Tadinho!

Mas vá escrevendo ... sempre entretêm

A.R.A

De Antónimo a 01.03.2014 às 16:06

A.R.A., Quando eu escrevi umas três folhas word a Joe Strummer também foi em resposta a um pedido de esclarecimento da criatura. Pede, é mal agradecido e depois rabeia, parte para o insulto. Um norte-coreano que acha democracia e política uma coisa pomposa e a quem só faltam os olhos em bico.

De Joe Strummer a 02.03.2014 às 22:05

3 folhas? então não eram 4?
A ultima coisa q eu queria era era juntar mais uma trauma ao que sofreu 1975. Desculpe e acredite q não fico orgulhoso por isso.
Faz uma confusão de conceitos, prioridades e tempos q é obra. A unica coisa q fica no q se lê de si é ressentimento. Opera na mesma onda emocional e populista do C. Manhã e os argumentos são idênticos. Recusar o PEC IV porque era igual aos Pec's anteriores equivale a dizer que só havia um caminho único, como a direita diz. Para já não falar da análise critica deste tipo de raciocinio pela mais elementar antinomia Kantiana, recusa-se a para alem do bem e do mal a apresentar algo mais do q um discurso moralista. Resultados não têm e como o passado horroroso dos milhões de mortos é coisa distante para vos pesar na consciência (q em qqer leninista é coisa nenhuma) ficam-se por uma comparacão entre aquilo que proclamam mas não viveram , aquilo que leram mas não viveram e aquilo que viveram mas não é suficientemente bom perante aquilo que leram. Resumindo, uma nulidade.o vacuo.
Repare, de si não espero muito, mas de pessoas inteligentes esperava algum espirito critico e respeito proprio.
O PC + o BE são partidos que nunca deram uma contribuição ao país, vivem de enganar as pessoas através da manipulação de símbolos e de conceitos. A parasitação do eleitorado do PS é o unico objectivo. O resto é conversa q vem desde 1975, tentar negociar com o Ps em bases totalmente ao arrepio de qualquer logica democratica quando está fora do poder, e, combater o Ps aliando-se à direita quando está no poder. Os seus argumentos são só uma pobre réplica programada de muitos outros anteriores. e ao arrepio da mais elementar compreensão do mundo actual e desafios civilizacionais.

Se é marxista nunca diga q a economia não é uma ciência. Isso é basico para qualquer marxista.
E fico-me por aqui não lhe responderei mais. Só espero q respeite a ecologia de um blog q não conhece e q desrespeitou para alem de qualquer urbanidade com uma Egotrip sem sentido.

De Antónimo a 03.03.2014 às 15:25

Não sei quantas eram. Foram pelo menos três. Teria de ir ver ao que lhe disse na altura. Não gosto de exagerar sem certezas exactas.

Em 1975, não tinha idade para traumas maiores que tropeçar nos baloiços e duvido que me deixassem usá-los sozinho. Isso tem vantagens. Um tipo olha para a coisa como História em vez de olhar como um Benfica-sporting.

Sobre o PEC IV quem foge à democracia é Strummer e os PS (Sócrates que é mais inteligente que isso nunca deu esse passo) que excluem PCP e BE da esqução política nacional. Ou é como nós e o CDS e o PSD quiseram, durante três PEC ou não havia discussão. Absolutamente evacuador da democracia, do debate do que for.

Ainda podiam argumentar que aprovar o PEC IV era em nome das benfeitorias, mas basta olhar para os resultados para as benfeitorias do euro ficarem excluídas da situação portuguesa.

Depois, Marxista, eu? Não, obrigado. Não responda não, também em tanto caracter trocado é a única vez o que vejo dizer coisas. A boçalidade malcriada com que trata os outros, e o dedo no gatilho da justificação psiquiátrica serão uma qualquer idiossincrasia dos que querem sempre a conversa nos seus exactos termos. Chamam-se democratas, embora os métodos e discurso sejam, esses sim, pyangyonguescos.

De A.R.A a 03.03.2014 às 19:46

ANTONIMO

Não perca tempo com o Joe pois por muito que lhe diga que o céu é azul ele lhe dirá que é anti-democrata e sectario e obsoleto e norte-coreano por não considerar as outras cores ... um menino-grande, portanto!

O meu filho tem 3 anos e consegue um discurso bem mais consistente que o dito cujo, aliás, usa larachas Kantianas / Nietzsche (para alem do bem e do mal ... delicioso!) porque o seu querido lider andou a estudar filosofia em Paris (um xuxa atento) e uma possivel (mas não desejavel) sequela do seu querido lider num qualquer futuro cargo governativo levará concerteza em conta a lealdade canina daqueles que, como o Joe, se mantêm indefectiveis apoiantes da criatura (o Joe não dá provas de inteligencia mas mostra ser bastante esperto).

(O Joe aquando da entrega do CV ao Socrates) - Olhe que eu é que sou o Joe Strummer!

Mas quando o vejo a alvitrar frases (seja de rock ou filosoficas) fico deveras siderado ... mas ... dura pouco pois, sejamos sinceros, não consegue manter a fachada erudita muito tempo e ao minimo "aperto" em que se lhe pede uma continuidade do seu raciocinio desmonta-se em improperios para ser vago e ou nulo na resposta.

Assim sendo, resta-me ler e conversar consigo e com Makarana e demais que queiram verdadeiramente trocar ideias e debatelas de forma sã, independentemente da sua cor partidaria ... quando assim não for ... resta a boa disposição da ironia para incentivar tematicas humoristicas da parte daqueles que a elas se dedicam (e já deu para perceber que por aqui existe um pequeno filão).

ps- A sua conversa com Makarana é prova suficiente que são mais os pontos convergentes do que os fracturantes que caracterizam a Esquerda nacional e que tudo se resume a absurdos habitos e costumes sectarios que os fazem "correr cada um com a sua bicicleta" ...
Cumprimentos
A.R.A

De Antónimo a 04.03.2014 às 10:51

Caro A.R.A.

O que mais irrita em Joe Strummer é que sendo um forte candidato a qualquer cargo de sectário-mor, se empenhe e limite em chamar sectário a quem mostra disposição de (após os pedidos dele) discutir com ele.

Democraticamente, ele bem nos diz que estamos aqui a mais, nesta casa que não conhecíamos. Conhece-se a conversa: Contamos convosco se for para aprovar o que queremos, se for para pensar fora desses carris, nem pensem nisso. Uma vontade exclusora que bem conhecida é. Mas um isco que nem vale a pena morder.



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