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"Every parent who has stayed up waiting for a teenage daughter who is late from a party will recognize the feeling. You may know that there is really (almost) nothing to worry about, but you cannot help images of disaster from coming to mind. As Slovic has argued, the amount of concern is not adequately sensitive to the probability of harm; you are imagining the numerator—the tragic story you saw on the news—and not thinking about the denominator. Sunstein has coined the phrase “probability neglect” to describe the pattern. The combination of probability neglect with the social mechanisms of availability cascades inevitably leads to gross exaggeration of minor threats, sometimes with important consequences.

 

In today’s world, terrorists are the most significant practitioners of the art of inducing availability cascades. With a few horrible exceptions such as 9/11, the number of casualties from terror attacks is very small relative to other causes of death. Even in countries that have been targets of intensive terror campaigns, such as Israel, the weekly number of casualties almost never came close to the number of traffic deaths. The difference is in the availability of the two risks, the ease and the frequency with which they come to mind. Gruesome images, endlessly repeated in the media, cause everyone to be on edge. As I know from experience, it is difficult to reason oneself into a state of complete calm. Terrorism speaks directly to System 1.

 

(...)

 

My experience illustrates how terrorism works and why it is so effective: it induces an availability cascade. An extremely vivid image of death and damage, constantly reinforced by media attention and frequent conversations, becomes highly accessible, especially if it is associated with a specific situation such as the sight of a bus. The emotional arousal is associative, automatic, and uncontrolled, and it produces an impulse for protective action. System 2 may “know” that the probability is low, but this knowledge does not eliminate the self-generated discomfort and the wish to avoid it. System 1 cannot be turned off. The emotion is not only disproportionate to the probability, it is also insensitive to the exact level of probability. Suppose that two cities have been warned about the presence of suicide bombers. Residents of one city are told that two bombers are ready to strike. Residents of another city are told of a single bomber. Their risk is lower by half, but do they feel much safer?"

 

Daniel Kahneman - "Thinking Fast and Slow"

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6 comentários

De carlos a 16.11.2015 às 16:55

A isto chama-se branquear o terrorismo.

De Martin Luther King a 18.11.2015 às 18:18

Nada no mundo é mais perigoso do que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa.

De Carlos a 18.11.2015 às 21:16

Não devia ofender a memória do nome que utiliza com um auto elogio desse calibre.

De Jaime Santos a 18.11.2015 às 22:38

Branquear o terrorismo? Sabe do que fala e quem é o autor, um dos mais respeitados psicólogos mundiais? A probabilidade de morte num acidente de tráfego é muito maior do que num atentado terrorista e isso é um facto inegável, gostem ou não os amantes de soluções securitárias. Aliás, a razão pela qual a ameaça terrorista é tão ominosa, algo de que os terroristas e os políticos com perfil autoritário fazem simultaneamente uso (como o Sr. Orban, cujo Partido é membro do PPE) para espalhar o medo e mudar os comportamentos, é que a sensação de insegurança das pessoas é enorme em comparação com a probabilidade real de se ser vítima de um ato terrorista. É isso que é dito acima, se você se tivesse dado ao trabalho de entender o texto.

De Carlos a 18.11.2015 às 23:38

Boa noite ;

Podia incluir nas estatísticas as pessoas que morrem de morte natural , de ébola, de cancro, etc,etc, encontrará sempre uma causa que provoque mais mortes comparativamente ao terrorismo.
Num atentado não precisa de haver mortos para ser terrorismo e é de lamentar que se usem estatísticas falaciosas para menorizar , justificar ou dar outro significado a esse evento.
Não presto atenção ao que o Sr. Orban diz , assim como não dedico atenção ao que o PCP disse quando a Rússia abateu um avião civil na Ucrânia. Extremistas encontrá-los-á com facilidade em todos os quadrantes políticos e no actual panorama social e político que se vive na Europa é natural que haja pessoas assustadas com o que se está a passar.Não resuma esta questão a quem acha que se deve , ou não , controlar as fronteiras porque isso , parafraseando o jesus , são "peaners" comparado com o que pode suceder na europa se insistirem em assobiar para o lado e não conseguirem de facto implementar uma política de segurança comum a todos os países..

De Joe Strummer a 19.11.2015 às 19:16

Em Bolonha, Italia, 1980, deu-se um dos maiores atentados terroristas da historia Europeia perpetrado pela Gladio uma aliança de serviços ultra-secretos europeus sob liderança da Nato..

https://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_de_Bolonha

As acusações são um subproduto atualizado do julgamento de Sacco&Vanzetti

https://www.youtube.com/watch?v=tmlvGCtKsxA

O medo depende da norma e da noção de equilíbrio social e politico. É construído.
Os atentados terroristas até constituem uma oportunidade de realinhamento e sintonia do "sentimento da comunidade", como uma experiência juvenil num cinema a ver um blockbuster. Todos se riem e choram dos mesmos estímulos vindos do ecran, fazem exactamente aquilo que os scren tests dos filmes disseram que fariam. Estão todos com os códigos de normalidade afinadinhos e contentes por isso. Pensar, tá quieto.

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