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Esperem pela segunda volta das regionais francesas, e depois falamos.

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3 comentários

De Jaime Santos a 09.12.2015 às 12:10

Tudo depende das contas que Sarkozy estiver a fazer. Não me espantaria que estivesse a preparar-se para propor um pacto a Marine Le Pen, ele no Eliseu e ela em Matignon, ou o contrário... P.S. Não Carlos, António Costa não fez algo de semelhante com BE e PCP, porque estes nunca defenderam posições xenófobas e racistas e ele não mudou de políticas em relação à Europa, poupe-me por isso as suas falácias costumeiras e o cházinho habitual...

De Carlos a 09.12.2015 às 17:35

Caro Jaime ;

Que você muda de opinião consoante a ocasião, já ficou bem claro em comentários seus sobre outros assuntos, mas nem por isso lhe receito chá, até porque não o conheço pessoalmente e nem sei se gosta.A UE pode adoptar em relação à França o padrão que adoptou relativamente à Áustria quando se formou um governo em que participava um partido de extrema direita.Curiosamente , não adoptou o mesmo princípio com a Grécia.
Mas há mais política além mar com reflexos em Portugal, gostei de ler o comunicado do PCP sobre as eleições na Venezuela, com mais uma arrasadora manifestação dos seus princípios democráticos, de liberdade, e respeito pelo pluralismo.Até achei curiosa a referência ao período económico de extrema dificuldade, quem diria ...
Voltando à Europa e esvaziando o programa de Marine le Pen das questões da emigração e xenofobia, são mais as convergências com a esquerda portuguesa BE e PCP do que as divergências,não menciono o PS, porque deixei de perceber quais os princípios que o orientam. Desde que sejam contra o anterior governo, todos servem.Não me identificando minimamente com o discurso da Frente Nacional , não os acho tão perigosos para o futuro da Europa como a Ascensão das esquerdas radicais.Os partidos extremistas de direita não são tolerados e facilmente se mobilizam outros países e outras correntes políticas que tornam impossível o exercício da governação, tal já não acontece com os partidos extremistas de esquerda.Os objectivos políticos são os mesmos em muitos pontos, mas há muita gente que lhes acha piada, e claro, como são de esquerda já são aceitáveis.

De Miguel Madeira a 10.12.2015 às 01:09

Há muito que o "cordão sanitária" à volta da extrema-direita desapareceu na Europa - para começar, ainda antes da Áustria, já os "pós-fascistas" italianos tinham estado no governo, e aí não houve grande polémica internacional (apesar das ligações fascistas da Aliança Nacional até serem mais explícitas que as do FPO); e entretanto houve governos com a participação ou pelo menos apoio parlamentar da extrema-direita em vários países sem grande polémica (Letónia com a Aliança Nacional, Holanda com a Lista Pim Fortyun e o Partido da Liberdade, Dinamarca com o Partido do Povo Dinamarquês, Finlândia com os Verdadeiros Finlandeses, Polónia com a Liga das Famílias Polacas, e já agora a Grécia, tanto com os Gregos Independentes neste governo, como com a União Popular Ortodoxa nos anteriores)

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