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23
Fev

"Things bad begun make strong themselves by ill"

W. Shakespeare

 

No infame relatório interno de 2013, os técnicos do FMI admitiram que foram cometidos erros graves no programa de assistência à Grécia: "a recessão foi mais profunda com níveis de desemprego elevado; o programa não conduziu ao crescimento económico nem permitiu o acesso aos mercados como havia sido planeado".

 

É inegável que a austeridade não resulta. E só o desespero consegue explicar o recurso a Portugal como um exemplo de sucesso.  

 

Tal como o Bardo explicou tudo aquilo que começa defeituoso resiste e torna-se mais forte com maldade. Neste momento, razões de aproveitamento político e eleitorais, interesses económicos de curto prazo ou um exemplo claro da falácia de custos afundados* impedem as alterações necessárias das políticas europeias que permitam regressar a um projecto de paz e prosperidade comum.

 

No entanto, como um sou optimista ainda espero que sejam esquecidos os alegados apelos da Maria Luís Albuquerque, a Lady Macbeth da austeridade, para que o Eurogrupo seja ainda mais duro com o gregos e que o bom-senso prevaleça.

 

*fenómeno que se manifesta quando se verifica uma insistência numa decisão com base no investimento acumulado anterior, apesar de evidências sugerindo que esta decisão encontra-se errada, levando inclusivamente a uma "escalada de compromisso", sendo que um dos requisitos fundamentais para a ocorrência desta falácia é a responsabilidade pessoal, ou seja, incorrem nesta falácia os que se sentem responsáveis pelos investimentos errados. E, impede que estes voluntariamente procedam a qualquer mudança.

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