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Pensão de Ricardo Salgado triplica para 90 mil euros mensais



Uma entidade que paga e faz aumentos desta magnitude sobre as pensões milionárias dos seus ex-gestores, que foram responsáveis por levar a dita à falência, não pode receber um cêntimo de ajuda do Estatal.



É imoral e um insulto para todos os portugueses.



Nem mais um cêntimo para o Novo Banco. O dinheiro de todos nós não serve para isto.

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21 comentários

De Jaime Santos a 05.11.2015 às 10:22

E faz-se o quê, Diogo, deixa-se falir? O terceiro maior banco português, com uma carteira de créditos muito relevante sobre a Economia Real? Too big to fail, meu caro... O que é preciso, isso sim, é garantir que no futuro os bancos não atingem este tamanho e que os contratos dos gestores não estão blindados desta maneira, mas a Lei não atua retroativamente, por isso Salgado tem o dele seguro (mas pode sempre penhorar-se, não se preocupe). E, por amor de Deus, não me venha falar da Islândia, a maior parte dos depositantes desses bancos não eram islandeses... Experimente ter que recorrer ao fundo de garantia de depósitos (que só cobre até 100.000 € por depósito) e vai ver o que acontece...

De Carlos Vaia a 05.11.2015 às 13:16

Pode ser que em breve o PSD/PP deixem de ter dinheiro para pagar aos comentadores como o Jaime Santos para vomitarem estupidez. Já faltou mais.

De Jaime Santos a 05.11.2015 às 13:54

O Jaime Santos por acaso até é de Esquerda e votou no PS, como atestam incontáveis posts atrás. Simplesmente, o Jaime Santos não gosta de recorrer a um dado tipo de retórica quando lhe faltam os meios (legítimos) para a concretizar, até porque não gosta de fanfarronadas. Portugal ainda é um Estado de Direito, o que significa que a 'defesa dos contribuintes' (bandeira que em tempos Paulo Portas empunhou, com os resultados que se conhecem) não se sobrepõe ao cumprimento da Lei, mesmo quando esta nos desagrada, como no caso presente. Aliás, digo-lhe mais, defendi que o BES deveria ter sido recapitalizado (e só vendido quando devidamente recuperado e por um bom preço) em vez da peregrina ideia da resolução, como defendeu e bem Vítor Bento. Agora, vai provavelmente custar-nos muito mais a todos... Quanto aos insultos, meu caro, ficam com quem os profere, donde não preciso sequer de lhos devolver...

De Carla a 05.11.2015 às 17:00

Oh, Jaime, se és do PS, então deve ser da "corrente crítica" do Assis.

De Jaime Santos a 05.11.2015 às 19:05

Não, Carla, defendo o acordo das Esquerdas. Mas não confundo moral com ação política, porque a segunda não se resume à primeira. Quero que um novo Governo reforce a regulação bancária e acabe com privilégios como aqueles concedidos a Ricardo Salgado. Na prática, estas instituições têm funcionado na base da socialização das perdas e na privatização dos lucros. Mas isso não tem nada a ver com defender que se acabe com o princípio da não-retroatividade das Leis (o que está feito, mesmo mal feito, está feito), ou que defenda agora, como parece seguir da posta do Diogo Moreira (e note-se que a notícia se refere ao fundo de pensões do BES mau, e não ao Novo Banco), que se deva deixar o Novo Banco falhar. Faço notar que a primeira causa de toda esta crise foi o facto de a administração Bush, ela mesmo, ter decidido que não havia problema em deixar o Lehmann Brothers falhar. Pois, enganou-se...

De Carlos Vaia a 07.11.2015 às 14:56

Jaime, não faço ideia, ao ler o que escreve, se é de esquerda se é de direita e, confesso, não estou muito interessado em saber, relevante é o facto de defender uma mixórdia de ideias retrógradas com outras com as quais concordo, mixórdia essa que, de tão confusa, nem me dou ao trabalho de desmontar. Até pode ser que o PSD não lhe pague para dizer disparates, caso em que os diz de motu próprio, a diferença é relevante, admito, ainda assim não deixam de ser disparates.

De Jaime Santos a 07.11.2015 às 16:05

Orwell dizia que algumas pessoas não conseguem entrar numa discussão admitindo que o seu interlocutor é simultaneamente honesto e inteligente. Começou por chamar-me vendido, agora chama-me idiota. Convenhamos que é uma melhoria, mas não deixa de ser revelador do seu estilo de argumentação. Quanto às ditas ideias retrógradas, explique lá o que defende, não se esconda perante a suposta confusão das minhas ideias. Que se nacionalize o Novo Banco? Olhe, já foi de facto nacionalizado e com os resultados que se conhecem. Devemos continuar a deitar para lá dinheiro sem esperança de o recuperar? Ou acha que se deve deixar falir e que devem ser igualmente os depositantes a arcar com os prejuízos, depois do Estado (sim, não foram só os políticos) ter posto a cabeça no cepo e garantido que estava tudo bem, com Carlos Costa, Passos Coelho e Cavaco Silva incluídos no coro? Isto para não falar na carteira de créditos do Novo Banco, que é relevante para a Economia Nacional. Sabe, por muito que não goste da ideia, não é possível, num Estado de Direito, fazer tábua rasa dos disparates daqueles que foram eleitos antes. Até porque os lesados podem bem recorrer aos tribunais, como está a fazer a Goldman Sachs, em Londres. Mas isso o meu caro não aceita, provavelmente porque confunde ação política com moral...

De Jaime Santos a 08.11.2015 às 00:09

E, já agora, aqui fica a interrogação de Pedro Adão e Silva, hoje no Expresso: http://corporacoes.blogspot.pt/2015/11/que-acordo.html. O estado dos Bancos pode mesmo ser o problema mais bicudo de um futuro Governo das Esquerdas...

De Carlos a 08.11.2015 às 00:20

O problema do futuro governo das esquerdas vais ser o estado de tudo , a lista longa da lenga lenga das desculpas para justificar o que se avizinha já está a ser preparada ao detalhe.
Por isso não é de ficar surpreendido com o teor das notícias que vão saindo dia sim, dia sim , em que aos visados nunca lhes é perguntado nada , deixam-se assim umas coisas no ar,tipo o défice é um falhanço deste governo , isso foi até ao dia 3 de outubro, depois a malta já não se lembra nem ninguém repara que vai ficar abaixo dos 3% tal como assumido.Este é apenas um ponto mas há muitos mais.Ao futuro governo de esquerda se existir, desejo-lhes uma boa legislatura de revogações e reposição de tudo como estava em 2011 , afinal de contas Sócrates já anda em campanha.

De Zé T. a 05.11.2015 às 11:04

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90.000 €/mês !!! de reforma , do ex-BES (mau)... para o Burlão maior !! tudo LEGAL com cláusulas blindadas e ditadas pelo próprio beneficiário quando estava à frente do BES ... reformas douradas que serão pagas pelo BES bom/ Novo banco/ fundo de resolução (principalmente dinheiros públicos...) ou pelo sistema de pensões dos bancários... que entretanto foram integradas no sistema geral (também com dinheiros públicos e dos trabalhadores de todos os sectores profissionais...),
i.e. a REFORMA DOURADA do BURLÃO CRIMINOSO vai ser paga pelos trabalhadores e cidadãos prejudicados pelos seus actos !! e ninguém lhe põe um processo crime pelos danos causados ... e entretanto ninguém lhe acerta as contas directamente ... ?!!

este é mesmo um país de MANSOS, de ... 'castrados' !!

Zé T.

De carlos a 06.11.2015 às 17:15

Parece que afinal não é bem assim;

"De acordo com o Jornal de Negócios, o BES "mau", que resultou da divisão da instituição em dois, quer anular a responsabilidade que tem nos planos de reforma de ex-administradores.
Ou seja, Salgado, tal como outros, não receberia todo o dinheiro para o qual descontou, já que estaria a receber apenas a parte das contribuições que é responsbailidade do Novo Banco.
Ainda de acordo com o jornal, mesmo que o fundo de pensões para o qual Salgado descontou entre em liquidação, o património será insuficiente para assegurar a distribuição de todo o valor descontado pelo ex-administradores."

E quer se concorde ou não , o homem fez descontos que lhe permitem receber essa reforma , que pode ser penhorada pelo estado se for condenado.

De Joe Strummer a 05.11.2015 às 15:48

É bom saber que o estado social funciona, é triste constatar que é só para 1% do pipol.

De Carlos a 06.11.2015 às 08:41

A Banca tem um fundo de pensões privado , pagará as pensões de acordo com os desconto feitos pelos seus associados para esse fundo.Se fosse uma pensão pública , há uma coisa que se chama plafonamento ao qual todos os partidos de esquerda se opõem.Não havendo plafonamento também no público poderá haver pensões deste valor se a carreira contributiva do indivíduo assim o permitir.
Pelo que estamos perante mais uma notícia que não é notícia , é o folclore do momento para o pipol.

No tempo do Dr. Victor Gaspar ;

"O Governo chegou a acordo com a banca sobre a transferência do fundo de pensões do sector, o que vai permitir que o Estado atinja o défice de 5,9% este ano. E que pague dívidas que tem junto da banca.
O anúncio foi feito esta manhã pelo ministro das Finanças durante o discurso de encerramento do debate do Orçamento do Estado, no Parlamento.
"Este encaixe vai permitir o pagamento de dívidas das administrações públicas, contribuindo assim para o processo de diminuição do rácio de transformação dos bancos portugueses e o financiamento da economia".
Esta operação “foi definida num espírito de diálogo com os bancos e sindicatos, acautelando os direitos dos pensionistas. Os direitos das três partes, Estado, bancos e pensionistas, estão garantidos”, afirmou o ministro das Finanças. Tal como já tinha sido noticiado, os reformados da banca não vão ver os seus subsídios de férias e de Natal cortados.
A transferência é “actuarialmente equilibrada, protegendo os interesses dos contribuintes. A operação, de carácter extraordinário, tem alguns benefícios substanciais que vão para além do cumprimento do objectivo do défice orçamental. Permite mobilizar montantes consideráveis de activos, num momento de grande dificuldade de acesso ao financiamento. De forma mais genérica, este encaixe vai permitir o pagamento de dívidas de administrações públicas, contribuintes. A operação, de carácter extraordinário, tem alguns benefícios substanciais que vão para além do cumprimento do objectivo do défice orçamental. Permite mobilizar montantes consideráveis de activos, num momento de grande dificuldade de acesso ao financiamento. De forma mais genérica, este encaixe vai permitir o pagamento de dívidas de administrações públicas, contribuindo assim para o processo de diminuição do rácio de transformação dos bancos portugueses e o financiamento da economia."

De Joe Strummer a 06.11.2015 às 09:52


Há aí uma confusão qualquer, se o Gasparinho Louçã fez um acordo para transferir o fundo de pensões da banca para o estado, como é que este ainda é privado?

De Carlos a 06.11.2015 às 14:06

É mais ou menos , a massa passou para a segurança social mas quem faz as actualizações e define o valor das pensões dos bancários , mediante os descontos que fazem e os acordos sociais em vigor no sector é o SAMS , não é a SS. Por isso não há nenhuma confusão.Tal como explicado no texto anterior , esta foi uma medida de carácter extraordinário , serviu apenas para equilibrar as contas públicas e será revertida oportunamente.


"Como já era público, a Segurança Social fica responsável a partir de 1 de Janeiro de 2012 pelo pagamento das pensões dos bancários, “incluindo os valores relativos ao subsídio de natal e ao 14.º mês”, ficando a cargo dos bancos a responsabilidade pelas actualizações (aumentos) dessas pensões, pelos descontos para os Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS) e dos subsídios por morte, pensão de sobrevivência a filhos, e pensão de sobrevivência a filhos e cônjuge sobrevivo, desde que referente ao mesmo trabalhador"

De Joe Strummer a 06.11.2015 às 16:52


O que o acordo diz sei eu, mas não tem que ser assim e não é mais nem menos, é público. E o buraco de 500 milhões por ano faz deste acordo uma ruína para a SSocial. Um governo de esquerda tem que fazer o que puder para mudar doravante os termos do acordo. Quer dizer, os contribuintes que não têm dinheiro para comer nem para pagar medicamentos pagam os bancos, as pensões actualizadas dos bancários x 14 mais as pensões milionárias ao cubo dos que faliram os bancos. Um luxo indecente.

De Carlos a 06.11.2015 às 17:07

Não sei onde foi buscar esse "buraco" , nem o que nele é reflectido . Há um saldo negativo na SS , originado por contribuições pagas - versus receitas e por certo não será por causa das pensões dos bancários que a SS é deficitária. No caso dos bancos , o que os funcionários recebem estará de acordo com o que descontam , já que basicamente o seu subsistema da saúde e segurança social se mantém privado.Se quem faliu o banco deve ou não ter direito a receber pensão , seja ela grande ou pequena , já será discutível , mas não havendo queixas crime contra esses factos é porque não deve ser ilegal. Moralmente , cada um fará a sua apreciação. Extrapolando para a política , será que os membros dos governos que levam os países à falência também devem receber pensões do estado ?

De Joe Strummer a 06.11.2015 às 18:04


Explicado assim em contas de merceeiro :
http://economico.sapo.pt/noticias/contas-de-merceeiro-na-seguranca-social_132965


Sim, concordo e pelo que me recordo pelo menos Cavaco Silva e Passos Coelho não deviam receber pensões do estado, pois são responsáveis pelo facto do País ter sido forçado a pedir o resgate.

De Carlos a 06.11.2015 às 21:49

ahahahah , você é cómico , só lhe falta dizer que foi o PS que ganhou as últimas eleições e que Cavaco Silva é um comunista confesso.Tinha-o em melhor conta meu caro.

De Passos Coelho a 07.11.2015 às 15:05

Carlitos, não sei se te podemos continuar a pagar para comentares em blogues, pois parece que os comunas vão tomar conta do país. De qualquer forma, precisamos de homens como tu, gente disposta a lamber as botas dos poderosos, gente que vende a mãe e a consciência (quando tem) por um pratinho de lentilhas e, que quando alguém pergunta:"posso sodomizá-lo?", responde: "não se importa de usar lubrificante?". Boa, Carlitos, sem tipos como tu não teria sido possível rebentar o país nestes últimos 4 anos tão bem como rebentámos.

Abracinho,

Pedro o Aldrabão Coelho.

De Carlos a 07.11.2015 às 18:04

Ui , ui..... hoje o chefinho está mesmo violento,eu dessas coisas de levar no cuzinho não me posso pronunciar, mas o chefinho pelo que demonstra , lá deve saber como é.
Relativamente à mesada que me pagam para escrever neste belógue , lá a vou recebendo , e agora que me vão aumentar 1.8 euros por mês é que vai ser uma festa, ai se eu soubesse que iam mesmo acabar com essa coisa da austeridade, até tinha votado no bloco.Pois é chefinho , Portugal começou há 4 anos e veja-se lá a nossa sorte que começou logo no estado de falido e a malta que esteve no governo só piorou as coisas , de tal maneira que agora andam ai uns miúdos , um avô e um moço um bocado atabalhoado a responder a perguntas mais elaboradas , a dizerem que acabou a austeridade e vão aumentar toda gente e mais umas coisas.Não pude deixar de ficar confuso , então está tudo tão pior, tão pior e ainda há dinheiro ?
Só um aparte chefinho , não gosto nada de lentilhas e a minha mãezinha , deixe-a lá ficar em paz que ela não percebe nada de política nem é da idade do chefinho para lhe permitir expressar-se assim de forma tão familiar.
Um grande bem haja , e espero que o chefinho tenha muito sucesso na sua carreira política , até nem será difícil sinalizar alguns sistemas políticos onde o chefinho se ia sentir como peixe na água.. e é verdade, não se torne a enganar a tomar as pastilhas , as suas são as amarelas, as azuis são do cão.Um grande saravá chefinho.

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