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04
Fev

Segundo o El País, o PSD mostrou-se como o mais beligerante contra as intenções do Syriza de renegociar ou aliviar parte da dívida grega.

 

Tendo em conta que Portugal será um dos principais beneficiados se existir uma alteração nas políticas europeias, obtendo finalmente uma "margem de manobra para implementar políticas de crescimento e criação de emprego", por que razão existe esta agressividade por parte do PSD? Numa palavra: eleições.

 

A actuação do governo de forma a suavizar os efeitos eleitorais da sua escolha política que consistia em "ir além da troika" pautou-se pelo mantra "não há alternativa", pelo que o maior inimigo deste governo é a prova que existe uma outra via, que não existe nenhum motivo, a não ser falta de vontade política, para continuar a estar agrilhoado pela austeridade.

 

Esta estratégia, aliada à incapacidade da oposição, comprovou-se acertada: nas sondagens a maioria continua com possibilidade de alcançar uma vitória nas próximas eleições legislativas.

 

Deste modo, a eleição do actual governo grego tornou-se o principal obstáculo a uma reeleição de Passos Coelho e como consequência o discurso oficial inicialmente foi de desprezo (conto de crianças); e agora que parece que o sucesso pode ser possível defendem uma imaginária mudança fundamental no governo do Tsipras.

 

A culpa já não é do Sócrates, agora é de Platão. 

 

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3 comentários

De Anónimo a 04.02.2015 às 18:35

Até agora as "políticas de crescimento e criação de emprego" serviram para crescer o capital de uns poucos, independentemente de quem governa. Por isso não é certamente por apenas o Estado atirar dinheiro para a economia que isto vai lá, isso é apenas retórica para alguns enriquecerem mais aumentando o fosso entre eles e o resto da população. O que mais me impressiona é que é a retórica de que supostamente está do lado do povo. Aldrabões.

De Antonio Pereira Gabriel a 05.02.2015 às 18:53

Há, existe, é um cantor Português que diz mais ou menos isto, ( são prái 50 Portugueses, o resto ? bem o resto é tudo gente mal nascida) nada melhor para definir quem somos, o que fomos, e para onde vamos. Povo que trabalhou duramente, povo que sofreu duramente,povo enaltecido fora de portas, que vê todo um passado ser destruído por canalhas que roubam os bancos, gente que vê as suas reservas financeiras de uma vida desaparecerem sem rasto. Tantas atrocidades nos hospitais, tanto desemprego, tantos jovens a fugir, tanto velho a morrer antes do tempo, e admiram-se de haver cada vez mais jiadistas?surpresa é a forma pacifica como todos reagimos à destruição deste país, e das pessoas que apenas querem trabalhar, e serem honestos. Isto inté cade mudar um dia, acredito no cantor.

De João Carlos Reis a 27.02.2015 às 05:57

Prezado CRG,
concordo inteiramente consigo.
No entanto gostaria de ressalvar que chegámos ao estado a que isto chegou porque todos (uns mais outros menos) os governos pós-25 de Abril de 1974 nunca se empenharam (juntamente com os empresários nacionais) em gizar um programa de desenvolvimento e modernização económicos baseados nos nossos conhecimentos e recursos nsturais de modo a não termos que passar pelo que estamos a passar...
Mas pronto... passado é passado... apesar disto, se o actual governo se tem efectivamente batido pelos nossos interesses em vez de ser subserviente aos membros da "troika", certamente pediria mais tempo para pagar a dívida depois de gizar e apresentar um plano de desenvolvimento económico para verdadeiramente podermos pagar a dívida... assim, como não o fez, nem tivemos tempo, nem pagámos a dívida nem nos desenvolvemos, bem antes pelo contrário... para nossa infelicidade...

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