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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

11
Jan13

Querida política, meu amor

Rui Cerdeira Branco
Política - Voto

A propósito de uma presidente da câmara perto do final do 3º mandato que hoje se soube ter, aos 48 anos de idade (e 26 de trabalho), pedido a reforma, fiquei a matutar num dos menos populares temas que me poderia ocorrer por estes dias...

O que fará um político honesto, que vê interrompida a sua (única) carreira numa idade em que é habitual ser extremamente complicado arranjar um novo emprego? Em particular, um político que não navegue pelas sedes nacionais onde, mesmo honesto, poderia antecipar com mais facilidade alguma colocação.

O tema não é original, foi-me alias aventado há vários meses por alguém que se sentia responsável por ter patrocinado há largos anos as carreiras políticas de inúmeros jovens quadros de um distrito do interior que, agora, não cobrando favores que não fizeram e sendo apanhados por esta conjuntura que a todos toca podem saltar do mais alto cargo do município para a inatividade. 

Quem está na política serve o país, não se serve do país. Assim deve ser. Pergunto-me, sem oposição ao que acabei de dizer, se os incentivos que existem para quem exerça funções de representação pública são os adequados para que floresçam na virtude do serviço público esses mesmo atores políticos que vamos elegendo.


01
Jan13

3 desejos para 2013

Nuno Pires

1) Que finalmente este Governo perceba a tragédia que foi o frontloading de medidas de austeridade (bem como a catástrofe anunciada pela ideia de que o reforço da dose irá resolver o que quer que seja), tal como inúmeras personalidades e entidades têm vindo a repetir.

 

2) Que, de uma vez por todas, este Governo e a maioria que o sustenta ganhem um pingo de vergonha e nos livrem do conjunto de personagens sinistras que o preenchem e rodeiam (de que Miguel Relvas é, apenas, o mais visível dos exemplos).

 

3) Que todos, sem exceção, possam ser felizes, em todas as boas interpretações que o conceito de felicidade possa assumir. Aproveitemos 2013 da melhor maneira que nos for possível.

01
Dez12

"Este é um mandato que o Governo não tem"

Nuno Pires

Nuno Saraiva, Da legitimidade democrática e eleitoral:

Pedro Passos Coelho confessou, esta semana, em entrevista televisiva, que o fracasso das previsões macroeconómicas do Governo ficou a dever-se, entre outras coisas, a uma "surpresa orçamental". Assim uma espécie de "ovo Kinder" das contas públicas.
Longe vão os tempos em que o então candidato a primeiro-ministro afirmava: "Espero nunca dizer ao País, ingenuamente, que não conhecíamos a situação. Nós temos uma noção de como as coisas estão."
Trata-se, apenas, de mais uma demonstração de como o contrato de confiança estabelecido com os eleitores nas últimas legislativas foi quebrado. Em junho de 2011, Passos Coelho conquistou, através do voto, a legitimidade para governar.

13
Nov12

Religião?

André Fernandes Nobre

Diogo, não acho que seja uma questão de fé.

 

Como se diz nos EUA, é só business as usual.

 

A diferença entre as nossas perspectivas reside, na minha opinião, no facto de considerares que este Governo está empenhado em reformar alguma coisa e em ter sucesso. Eu, confesso, não tenho tanta crença nas boas intenções destas pessoas. O objectivo já é falhar (tão rapidamente quanto possível). E falhar tão estrondosamente que percamos a capacidade de nos opormos àquilo com que não concordamos.

 

É a única forma de explicar que, por exemplo, se prepare um Orçamento de Estado (ver págs. 42 e 46) com pressupostos errados.

 

Se a intenção fosse implementar o Programa de forma a permitir o saneamento das contas públicas, não mandaria a racionalidade que  os cálculos relativos à previsão do défice para 2012 não fossem feitos de forma conservadora?

12
Nov12

Isto anda tudo ligado

André Fernandes Nobre

No dia em que vem a público um editorial inflamado do Jornal de Angola, em que o regime ditatorial (eleições a brincar não contam) há mais tempo no poder em África critica Portugal por ser um Estado de Direito e não uma "democracia faz-de-conta", as autoridades Portuguesas constituem arguido Rafael Marques, o Homem que tentou ajudar a transformar Angola num país melhor para os seus (e que por causa disso é mencionado pelo nome e reputado como criminoso no editorial acima linkado).

 

Isto não é uma teoria da conspiração, é só um desagradável conjunto de coincidências que nos (deve) faz(er) pensar.

 

Hoje eles, amanhã nós.

11
Nov12

Sobre os grandes mestres do xadrez

André Fernandes Nobre

Eu tenho uma opinião diferente da da Sara, mas que também olha para esta questão do filme de uma perspectiva diferente.

 

Foi a central de comunicação que quis matar ainda no ventre a candidatura presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa, ao associá-lo a este momento tragicómico, ou foi este último que serviu uma vichyssoise aos primeiros, para que não o possam atrapalhar depois?

 

  A seu tempo saberemos, certamente.

10
Nov12

Há aqui qualquer coisa que me escapa

André Fernandes Nobre

A reforma do regime jurídico do arrendamento consta da Lei 31/2012, de 14 de Agosto.

 

Como se depreende da informação acima, este diploma foi publicado em 14 de Agosto de 2012, dispondo o seu artigo 65.º, número 2 que o mesmo entrará em vigor 120 dias após a sua publicação.

 

Neste sentido, seria legítimo deduzir que o mesmo entrará em vigor no dia 12 de Dezembro de 2012, certo?

 

Pelos vistos, não. 

 

 

 PS: Em devido tempo, um leitor anónimo (o que me impede de lhe agradecer pessoalmente, mas não de lhe deixar aqui o meu obrigado), alertou-me para o facto de aquele artigo 65.º pertencer à republicação, em anexo, do NRAU e não ao corpo do próprio diploma, sendo que o artigo 15.º deste último efectivamente estabelece como prazo para o início da vigência do diploma o prazo de 90 dias. Aos visados pelas minhas dúvidas, as minhas desculpas.

09
Nov12

Suserania política

Pedro Figueiredo

O tema que abriu a Quadratura do Círculo desta semana foi a próxima vinda de Angela Merkel a Portugal.

Lobo Xavier abriu o debate e a sua intervenção andou à volta de considerar um disparate a elevação da chanceler alemã à condição de persona non grata no nosso país.

 

Pacheco Pereira falou a seguir. Começou por dizer que primeiro era preciso saber o que vinha a Sra. Merkel cá fazer. E assim como perguntou, respondeu: vem apoiar o Governo. As explicações ficam aqui transcritas:

 

«Fica a ideia de suserania política sobre Portugal e isso não me agrada. É uma realidade dos factos e também não acho que seja tão ostensiva para ser a principal razão para justificar as reacções, mas está implícita a ideia que quando um importante agente estrangeiro, com poder de veto na Europa, ou seja não se faz nada que não tenha o apoio da Alemanha, venha a um país como Portugal, intervencionado para apoiar o seu governo e portanto implicitamente a política desse governo, ela está a dizer que tem uma suserania política qualquer sobre esse governo. Isso incomoda-me noutro sentido. É que é errado concentrar as atenções na Senhora Merkel. Uma das coisas que a oposição está a fazer é que o mal está a visitar-nos na segunda-feira. E isso tem um efeito desresponsabilizador sobre o governo e as políticas do governo».

 

Continuou a explicar que há políticas seguidas de acordo com o que foi acordado com a Troika, mas as medidas tomadas para a implementação dessas mesmas políticas já se provaram estarem erradas. Pergunto-me até quando é que a incompetência continuará a ser ignorada. E nem sequer me estou a lembrar (ou esperasse) que de Belém viesse algum sinal de vida. Vamos, com certeza, ver sua excelência sorridente a apertar a mão à chanceler para as fotografias. Aliás, no caso do actual inquilino presidencial, o maior legado que deixará aos portugueses será o de os ter realmente colocado a pensar: «Assim, para que é que é preciso um Presidente da República?»

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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