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19
Jul

Traidores?

por Vega9000

Um curioso texto de Carlos Zorrinho no Pasquim tem uma espécie de charada. Reza assim (bold meu):

 

Para muitos esta é a oportunidade perfeita para provocarem a evolução de uma crise política para uma crise da política, pondo em causa a democracia.

Temos de lutar de novo por ela. Se a crise política tem custos sociais e financeiros, a crise da política consolida esses custos e pode torná-los irreversíveis.

Numa economia aberta e global o preço da incerteza, da desconfiança e do descrédito suplantam em muito qualquer custo associado a uma operação rápida de clarificação democrática, recorra ela ou não a uma devolução imediata da voz ao povo.

Este texto é publicado num dia que pode ser chave para a clarificação que se impõe. Espero que todos os agentes políticos e institucionais estejam à altura do momento. Com um País não se brinca. Os votos são a arma do povo. Uma arma para ser usada em sua defesa. Não para colocar a render em aplicações inconsequentes de demagogia fácil.

Roma não pode pagar a traidores.


Ora, a charada é simples de entender. Zorrinho insiste em eleições, e pede ao seu líder que não ceda à chantagem de Cavaco Silva. Mas a forma desse pedido é que me espanta. Roma (leia-se Seguro) não pode pagar a traidores (leia-se Cavaco). Ora, para alguém trair, tem que haver antes uma aliança. Talvez o líder de bancada do PS possa dedicar a próxima crónica a explicar exactamente que aliança é que foi traída.

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3 comentários

De António a 19.07.2013 às 10:27

De acordo com a análise e conclusões. Agora acho que "Roma não pode pagar a traidores" é mais uma figura de estilo, não necessariamente Seguro e Cavaco, mais qualquer coisa como impedir que beneficiem da crise quem de propósito, e para este fim, a provocou.

De czorrinho a 20.07.2013 às 08:51

Se era uma charada (não foi essa a intenção) pelo menos a minha solução não era essa. O quis dizer é que é preciso dar sentido aos votos que recebemos. Quem não participou nos diálogos triaiu os votos recebidos. Se o PS tivesse aceite coisas contrárias ao seu compromisso eleitoral ou recusado propostas boas para o seu eleitorado e para o País por demagogia faria o mesmo. Roma é a Polis e traidores os que se servem dela em vez de a servir.

De Vega9000 a 20.07.2013 às 15:00

Anotado, Carlos. Não é o que eu leio (o preço da incerteza, da desconfiança e do descrédito suplantam em muito qualquer custo associado a uma operação rápida de clarificação democrática - isto é sobre quem não participou nos diálogos?) mas obrigado pela resposta.

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