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365 forte

Sem antídoto conhecido.

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08
Abr13

As prioridades de Vital Moreira

Cláudio Carvalho

Nas últimas semanas, Vital Moreira - cabeça de lista pelo Partido Socialista às Europeias de 2009 e personalidade pela qual nutro o maior dos respeitos -, tem dedicado algum do seu precioso tempo a atacar o PS e a defender o statu quo dos "rolos compressores" que são os constituintes deste governo. Primeiro "condenou" a moção de censura do PS, insinuando que este não tem capacidade de afirmação política. De seguida, a cruzada contra o Tribunal Constitucional (e.g. aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui). Concentremo-nos nas suas últimas duas críticas (esta e esta).


De facto, só se pode comparar o que é comparável. Como é que é possível, então, VM admitir a equiparação, dos trabalhadores em funções públicas aos trabalhadores em funções privadas, por exemplo, em matéria de remunerações, quando estes são quase exclusivamente do setor terciário, independentemente do país, democrático e em regime de economia de mercado, que estiver sob análise e ao qual Portugal não foge à regra? Ou seja, a natural desigualdade, surge, na sequência, do desenho das funções do Estado. Ninguém terá dúvidas, que as remunerações dos trabalhadores da administração pública se aproximarão dos trabalhadores do setor privado, se o Estado decidir nacionalizar setores da Economia inseridos na prestação de serviços em mercados privados, nomeadamente do setor primário...


Adicionalmente, é chocante a visão de soma zero sobre a economia (vd., e.g., "Os primeiros geram despesa pública e pesam directamente no orçamento; os segundos, não.") e a sua visão de que se alcança a cura pela via da aplicação da mesma receita que levou à doença, contradizendo-se com as críticas apontadas ao Governo a 18 de março.

 

Creio que as prioridades de VM estão, neste momento, invertidas. Está a focar as atenções, injustamente, nos trabalhadores das administrações públicas, "deixa o grande capital para depois" e esquece que não é possível continuar com o ajustamento por via da redução sistemática e profunda da procura interna. No passado, as suas prioridades foram diferentes, para melhor...

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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