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José Gomes Ferreira, em mais uma das suas piadolas, tenta responder ao que considera serem os embustes de Sócrates.

 

Detenhamo-nos neste: "O Ministro das Finanças dele não lhe disse que ao final de um mês não havia dinheiro para salários? Esqueceu-se dessa parte? E os jornalistas esqueceram-se de lhe perguntar? Esse é o primeiro embuste, não havia dinheiro para salários. Portanto não é verdade que a situação fosse como a Espanha e a Itália. É ao contrário. Estávamos à beira de os cofres do Estado não terem dinheiro para pagar salários. Está dito, está escrito, está documentado

 

Pois está. Está documentado no livro de Emanuel dos Santos, “Sem Crescimento não há Consolidação Orçamental – Finanças Públicas, Crise e Programa de Ajustamento”. Foi Secretário de Estado do Orçamento entre 2005 e 2011. É capaz de saber umas coisitas, quiçá mais do que o vendedor de farturas que ulula na SIC.


E o que diz Emanuel dos Santos? 


"Demonstramos como o argumento da falta de dinheiro para salários não tinha fundamento. Aliás, desde que a economia seja capaz de gerar receitas fiscais e a respetiva administração tenha capacidade para as cobrar, o dinheiro para financiar as funções do Estado só falta se não houver rigor na gestão dos serviços públicos ou se for utilizado para satisfazer amortizações da dívida pública que os mercados não refinanciem em condições razoáveis”


“No primeiro semestre de 2011 as receitas cobradas de impostos sobre o rendimento (IRS e IRC) ascenderam a 5,643 mil milhões de euros e os salários pagos aos trabalhadores do Estado e dos Fundos de Serviços Autónomos somaram 5,099 mil milhões de euros, ou seja, o valor da cobrança de apenas dois impostos foi suficiente para pagar todas as remunerações certas e permanentes da responsabilidade da Administração Central. Note-se que a soma daqueles dois impostos é inferior à receita arrecadada no mesmo período respeitante ao IVA (6,644 mil milhões de euros). Ora, numa situação em que a confiança no país estava a ser abalada, a atitude mais correcta não era contribuir para esse processo de descredibilização, mas antes pelo contrário, destacar as nossas capacidades e virtualidades, como era, no caso, a boa execução orçamental


Bem sei que José Gomes Ferreira é um pin up das alminhas que vêem em Sócrates a personificação dos males do mundo. E todos vemos como isso o tem alavancado nas redes sociais, onde a cada 3 horas morre um panda bebé e se partilha um vídeo de José Gomes Ferreira com títulos do tipo "Eis o homem que fala a verdade toda, todinha, até não restar nem mais uma gota". 


Mas talvez se passasse menos tempo a processar bilis de verme e mais tempo a estudar, talvez não partilhasse estes dichotes populistas da propagação de embustes narrativas falsidades convenientes a quem está sempre pronto a afagá-lo pela sua lealdade enternecedora.

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12 comentários

De Frankie a 29.03.2013 às 19:19

Pois mas quem é esse Emanuel dos Santos? Primo do Socrates ou sobrinho do Relvas? Ridiculo

De mariana pessoa a 29.03.2013 às 21:59

Deixe cá ver...
De um lado temos o secretário de estado do orçamento entre 2005 e 2011, até ao momento do resgate. Pôs um livro cá fora e não houve um só dado que tivesse sido colocado em causa.

Do outro lado temos José Gomes Ferreira, um jornalista que não teve qualquer contacto em primeira mão com os factos.

Hum, o primeiro apresenta factos, o segundo dichotes arfados em ritmo leal aos donos.

Realmente há dúvidas sobre em quem acreditar.

De luis carlos oliveira a 30.03.2013 às 11:46

não é preciso tantos conhecimentos de economia para se ver que nos gamam e sonegam direitos, todos os dias, e mesmo assim o pobre aplaude, com ares de sabedoria e "altruismo" bacoco

De Azucrina a 29.03.2013 às 20:00

És igualzinho ao teu padrinho Socas, nunca deves ter feito nada na vida honestamente, rendimentos deves ter ã custa do funcionalismo publico, mas pode ser que chegue o dia que tenhas que responder pelas anormalidades que bufas.

De mariana pessoa a 29.03.2013 às 21:50

Azucrina,
Está mesmo perto da verdade.
Pena é eu ser mulher e não homem, e desenvolver actividade profissional, desde que trabalho, no sector privado.
E diga-me lá, já agora, quais são as anormalidades que eu bufo, segundo a sua pessoa?

De un a 30.03.2013 às 06:13

Poderia era escrever com um português correcto. Não se escreve "vêm", mas sim "vêem".

Cumprimentos boneco.

De mariana pessoa a 30.03.2013 às 11:05

Um grande bem-haja, Un.
Apreciei o seu gesto. Está já alterado.
Os meus melhores cumprimentos ao seu Pretérito mais-que-perfeito composto.

De NN93 a 04.04.2013 às 08:51

O José Gomes Ferreira limitou-se a citar o ministro das finanças, Teixeira dos Santos, que disse que Portugal não irria ter dinheiro para pagar salários e pensões, está documentado numa reportagem/entrevista com ele. Recordo também que quando tudo começou a dar para o torto, Sócrates (num acto de cobardia) escondeu-se atrás de Teixeira dos Santos, e era o último que comunicava estas situações ao país.

De Jeronimo a 07.04.2013 às 19:55

José Gomes Ferreira, militante PSD nº 2173

De João Freitas a 26.04.2013 às 13:01

Sra Mariana
Veja se descobre o porque do primeiro ministro das finanças de Socrates ter se ido.
Porque é que a familia dele se tornou Milionaria?
E o porque da mae do sr socrates ter uma reforma tao baixa.
Comprimentos


De jamir a 02.07.2013 às 22:45

volta socas estas perdoado

De thierry a 27.02.2015 às 22:00

Os argumentos apresentados são falaciosos: nem só o estado vive de 1 só imposto, como a despesas mensais do Estado com salários são um "bocado" maiores. A prova está em qualquer orçamento de estado dos últimos 10 anos.
Outra falácia do argumento é que as responsabilidades mensais do estado não se ficam pelos salários. Há todos os consumos intermédios que têm de ser pagos. Ou acha que os trabalhadores da Vodafone não têm direito de receber os seus salários?

Mas o pior mesmo do Post é não apresentar nenhuma base ou argumento que que responda à seguinte pergunta: Então porque é que se declarou falência?

tb

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