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Draghi põe o dedo na ferida: "Muitos Governos não perceberam que perderam soberania há muito tempo"

Eu diria que a chatice não é que esse seja “apenas” um problema dos governos, é também dos povos. E acrescentaria ainda que o que se perdeu de soberania (que vai bem para além das questões de finanças correntes) também pode ter sido aceite no pressuposto de que existiria um trade-off que teria, do outro lado, um nível razoável de solidariedade entre estados que afinal, agora, parece que nunca existiu - ainda que, até 2009, povos e mercados tenham sido levados a pensar o contrário.

Ao mesmo tempo que se zurze a “irresponsabilidade” dos governos locais, há um aparelho soberano na União que penaliza, multa, castiga os Estados por estes, por exemplo,  não terem investido (ainda) mais em áreas consideradas chave (como as infraestruturas de transportes). Olhando isoladamente para algumas notícias que nos vão chegando da “Europa”, a esquizofrenia daquilo em que a União se consolidou ser nos últimos anos, deixa à nora qualquer comum cidadão europeu que procure entender.

A acumulação destas dissonâncias cognitivas corre o risco de vir a apresentar uma pesada fatura (além da que se “resume” à crise atual), pelo menos enquanto a democracia não for uma vítima definitiva da perda de soberania. O medo e a inferiorização da auto-estima alheia, sendo argumentos poderosos, podem não ser suficientes, afinal, dependerá sempre da vantagem que se encontrar num eventual remédio amargo que se tenha de tomar e, claro, da utilidade e valor que cada povo atribuir ao que se perde(u) e ganha(ou) com a “revelação” enunciada pelo Draghi.

Há sempre uma alternativa.

 

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