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7 comentários

De Jaime Santos a 12.02.2016 às 00:20

Passos Coelho foi eleito em 2011 com base na mentira de que chegava de sacrifícios e de que, por isso, era preciso pôr um fim ao Governo de Sócrates. Se tivesse assumido ao que vinha e tivesse dito que Sócrates tinha perdido qualquer credibilidade para continuar a governar, teria sido pelo menos honesto e coerente. Mas, gato escaldado com a sua tentativa de revisão constitucional falhada, mentiu ao País. Agora, faz o mesmo com esta tentativa de recuperar a 'social-democracia'. Claro que a Direita pura e dura quer que ele assuma que o PSD se transformou num Partido de cariz neoliberal (por favor, o termo não é nenhum insulto e custa muito dizer liberal neoclássico), como é aliás moeda corrente no PPE. Só que Passos fez umas contas e percebeu que este ponto de vista só capta 38% dos votos (CDS incluído) e condena a Direita a ser ultraminoritária para todo o sempre. Se quiser captar 40 e tal por cento para chegar à Maioria Absoluta (de outro modo o PS coliga-se com a Esquerda, porque isso já aconteceu antes) vai ter que se declarar da 'Esquerda da Direita' e outras tretas que tais. Convenhamos, Passos Coelho percebe muito mais de política que os nossos neoliberais. A pergunta que se coloca é, acreditará o povo nele?

De não acredito... a 12.02.2016 às 05:28

Miguel Portas é que tinha razão: o homem é um farsolas. Mente como ninguém, rouba como ninguém e bajula como ninguém, já cá se sabia. Agora confirmamos-lhe a pinta de comediante. De neoliberal, que o foi por pensamentos, palavras e obras, quer passar a ser social-democrata. O homem que se apoderou com gozo do memorando da troika, que quis ir mais longe do que Lagarde, Barroso e Merkel juntos, que nos chamou piegas por reclamarmos do gamanço constante e das condições de vida a andar para trás, vem agora, de mão a bater forte no peito, num acto de contrição mal amanhado, jurar sem corar que é, que sempre foi social-democrata, que foi obrigado a gamar salários e pensões, forçado - sob a ameaça de tiro e queda - a favorecer os ricos e enterrar os pobres. Por este andar, qualquer dia declara-se maoísta. Ou trotskista. Ou monge trapista. Ou malabarista. Não tem sensibilidade. Bom senso também não. Mas ninguém lhe desmente o jeito de farsante. E de meliante. Se por acaso o vir na sua rua, esconda a carteira, tranque o carro, feche-se em casa. E, sobretudo, não lhe siga os passos na grande marcha para o abismo.

(Roubado ao 365 Forte)

De Carlos a 12.02.2016 às 10:51

E enquanto os camaradas se vão entretendo com o farsola, os juros da dívida continuam a subir , aumentou a gasolina e continua, entre outros, o folhetim das 35 horas.Ficamos hoje a saber que o crescimento económico abrandou no último trimestre e já sabíamos, aumentou o desemprego em Dezembro.Digamos que para início de legislatura as coisas não estão a correr muito bem, pese embora a felicidade extrema que o Sr. Primeiro Ministro revela , consentânea com as contas certas e o virar da página.Também nenhum dos camaradas reparou que as medidas de combate à pobreza RSI,pensões mínimas , etc, valem 15.5% , e as relativas à função pública, salários acima de 1500 € , pensões mais elevadas, etc , valem 56% da despesa. Nada como ser solidário com os mais desfavorecidos.Só falta mesmo começar a criação dos empregos de elevado valor técnico e salarial, que foi adiada para Julho com a descida do IVA da restauração.Vão ser aos milhares os novos empregados de mesa e de balcão.

De Jaime Santos a 12.02.2016 às 23:24

O meu caro malha no Orçamento e está no seu direito. Nós malhámos no farsolas e estamos no nosso. Habituem-se ou arranjem outro mais farsolas do que ele. E, já agora, vê-se que não faz a mínima ideia do que é o Estado Social. É mesmo para todos e quem quer que contribuiu para ele tem direito a ver os seus rendimentos repostos. E, já agora, vá perguntar aos pobres se preferem este Orçamento ou os do farsolas (incluindo os 8 retificativos) que brilhantemente conseguiu reduzir o coeficiente de Gini tornando toda a gente (exceto os seus amigalhaços ao estilo do bom do Relvas, dono do Efisa recapitalizado pelo Estado com 90 milhões e vendido por 32) mais pobre. Um génio, o seu farsolas!

De Carlos a 13.02.2016 às 08:09

A avaliar pelas últimas sondagens parece que os "pobres" não concordam consigo.O único argumento que é usado em defesa do orçamento de 2016 é que os outros fizeram assim e assado. Sobre a descrepância de valores entre o que é dedicado aos mais pobres e o que é dedicado aos funcionários públicos, nem uma palavra.Sobre a escola pública que perde verbas para o privado, nem uma palavra.Sobre o congelamento das verbas para investigação, nem uma palavra.Sobre o combate ao desemprego , nem uma palavra. Facilmente lhe gasto os caracteres disponíveis com perguntas, mas , tal como se viu ontem no parlamento, respostas ZERO , muitas generalidades e claro , 90% do tempo gasto a discutir o que foram os orçamentos de 2015/2014/2013/2012. É como aqui neste blog , viraram a página da austeridade... com o aumento de impostos, pois, mas os outros também aumentaram e os nossos impostos são mais justos e o farsolas é um neoliberal..etc,etc. E NOVIDADES ?? Alguma ?
Entretanto segundo comunicado da EFISA , parece que o que você escreveu sobre o Sr. Relvas, não corresponde à verdade.

De Miguel Relvas a 15.02.2016 às 10:32

Oh Carlitos, agradece ao chefinho o banco que me deu. O dinheiro não chega para todos, mas para os amigos sempre vai dando.

De Joe Strummer a 12.02.2016 às 12:04

Eheheheh ainda levam a sério o Rantanplan!

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