Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



15
Fev

Corrosão do tecido social

por sara marques

 

São perigosos estes tempos, já o sabemos. Todos os dias nos pedem que abdiquemos de direitos que demoramos a conquistar. Em nome da contenção orçamental, do aumento da produtividade, do regresso aos mercados. Tantas vezes sem razão de ser, com argumentos falsos, fundamentos erróneos. E depois há quem se aproveite da confusão para saquear só porque sim.

 

De repente, pululam petições e movimentos contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a liberalização do aborto, a nova lei do divórcio e a reprodução artificial... e tudo mais o que não couber no sistema de valores do conservadorismo bacoco e bafiento.

 

Uma dessas petições, assinada por ilustres figuras como Bagão Félix, Gentil Martins e João César das Neves, apela à revisão destas leis porque, e passo a citar: «têm vindo a corroer o tecido social do país». Em nome da proteção da família, clamam eles. Mas esquecem-se, talvez, que é certo que o tecido social está corroído, mas graças ao desemprego, à falta de proteção social, às condições em que vivem milhares e milhares de portugueses...

 

Não venham com a hipócrisia da proteção da família, se não conseguem conceber uma família que não tenha por base os cartazes da propaganda de outros tempos.

 

O tecido social está corroído, sim. Não venham agora aproveitar a confusão para nos lançarem areia para os olhos e fazerem regredir no tempo ainda mais o nosso país, retirando ainda mais direitos aos portugueses.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Sitemeter



Comentários recentes

  • Jaime Santos

    Eu não entendi o comentário do Diogo Moreira nesse...

  • MRocha

    Se está na lei que devem ser públicas, cumpra-se a...

  • Jaime Santos

    Trump, além de mentiroso, é sobretudo um egomaníac...

  • Joe Strummer

    Pois, mas convem não deixar que noutro lado se ins...

  • Anónimo

    E estou eu contratado pelo estado à 16 anos.







«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.» Ortega y Gasset