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A 24 de Janeiro de 2012:

 

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que "Portugal não pedirá mais tempo nem mais dinheiro" para concretizar o Programa de Assistência Económica e Financeira acordado com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional.


"Disse-o com clareza no Parlamento e volto a reafirmá-lo: Não pediremos mais tempo nem mais dinheiro para concretizar o programa", acrescentou Passos Coelho, que falava numa conferência de imprensa conjunta com o presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, com quem esteve reunido.

 

Vítor Gaspar, "O segundo" (ou será "O primeiro?"), a 21 de Janeiro de 2013, quase um ano depois:


O ministro das Finanças português pediu ontem ao Eurogrupo um “alargamento dos prazos dos empréstimos” de modo a facilitar o regresso aos mercados. Bruxelas e os parceiros europeus admitem “estudar” esta possibilidade. (...)

Já não chegava o topete de falarem da descida dos juros da dívida como mérito deste Governo, quando esta surge pela compra de dívida soberana por parte do ECB. (Por falar nisso, alguém já viu eclodir as guerras a que Passos Coelho se referia caso o BCE interferisse na compra de dívida?). Fazer de conta que não andaram quase dois anos a repetir o mantra "nem mais tempo, nem mais dinheiro" (porque mais tempo era mais dinheiro e não podíamos aumentar a dívida tra la la) e agora trazer este triunfo como conquista gloriosa é um pouco mais que falta de vergonha. É insultar os portugueses que têm mais memória a curto prazo do que um peixe (eles existem).



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