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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

21
Dez15

3 000 000 000 € 00

Diogo Moreira

Este é o valor que o Estado, directamente ou indirectamente, vai ter que perder com a “resolução” do Banif, um banco que tem apenas 6,8 mil milhões de depósitos.



No mínimo, porque como todos sabemos estas “resoluções” tendem a aumentar os custos com o tempo.



Mais uma vez serão todos os contribuintes a serem sacrificados para que os grandes depositantes, aqueles que tenham mais de 100 mil euros depositados, possam permanecer intocados.



Isto é justo? Isto é moral? Claro que não. Mais uma vez, estamos perante uma decisão imoral. Mais uma vez o “mexilhão” tem que se tramar, para que os “tubarões” fiquem na mesma.



As coisas mudam, mas quem paga é sempre o mesmo.



Sobre quem tem culpa disto, todos nós sabemos que Passos, Maria Luís, Portas e quejandos são incompetentes, que metem o seu interesse partidário à frente do interesse nacional, que há indícios fortes de gestão danosa da coisa pública, e quiçã corrupção. Tudo isto é público, e sem falar do Banco de Portugal, e o seu Governador, que parecem não ter o nível mínimo de competência para supervisionar uma passagem de peões, quanto mais o sistema financeiro.



Há 9 meses que Bruxelas vinha avisando que o Banif ia rebentar, e que o anterior governo sabia que a actual administração do Banif estava a levar o banco ao buraco. A inacção do anterior governo neste caso é criminosa, e é um forte indício de gestão danosa. Nada que já não estivéssemos à espera.



Mas quem paga é sempre o mesmo. Para salvar os do costume.



Até quando?



Muito se critica a nova forma de resolução bancária europeia que entra em vigor em 2016, e que impõe perdas para os grandes depositantantes dos bancos intervencionados. Como mero contribuinte eu digo que essa nova forma de resolução peca por tardia, e que deveria ser posta em prática já com o Banif. Por uma questão de moralidade.



E porquê não foi feita? Porquê se escolheu penalizar mais os contribuintes, beneficiando os grandes depositiantes, que não tem que dar o seu contributo?



Porquê? Eis a pergunta, entre muitas, que o actual governo terá que responder.



Porque a culpa não é só dos outros. É de quem toma decisões, e escolhe quem é beneficiado, e quem é penalizado, e isso é responsabilidade do actual governo.



Enfim, quando o Montepio rebentar, talvez os prejuízos sejam um bocadinho mais bem distribuidos. Por causa das imposições de Bruxelas, e não por causa dos governantes nacionais.



E por favor, não me falem em confiança no sistema financeiro. Isto não é altura para piadas de mau gosto.

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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