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365 forte

Sem antídoto conhecido.

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25
Dez12

Onde pára Dias Loureiro?

Pedro Figueiredo

Voltei a ficar admirado, pois já conhecia a história e os intervenientes, com as personagens que estão envolvidas no chamado caso BPN, relembrado pela recente reportagem especial da SIC, pela autoria de de Pedro Coelho. Que coincidência.


Dois ex-ministros cavaquistas e um líder do grupo parlamentar e vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD são os nomes mais mediáticos. Dias Loureiro, Arlindo Carvalho (já arguido nas centenas de processos que já correm pelo caso gerado pelo BPN, por ter usado dinheiro do banco para comprar posições em outras empresas) e Duarte Lima, que já tinha de responder por outros processos. Basta lembrar uma das meadas do novelo do homem que estudou  História de Arte na Accademia Europea de Florença e Música no Instituto Gregoriano de Lisboa (wikipédia), a suspeita de envolvimento no assassinato de uma portuguesa no Brasil.


No entanto, há pelo menos um ao qual continuo a concentrar a minha atenção, apesar de achar que todos devem pagar o que o BPN custou ao país. Lembro-me mais de Dias Loureiro. Afinal, o último cargo de relevo que se lhe conhece no país foi o de Conselheiro de Estado. Um "senador".


Depois de abandonar, com algum custo, as ditas funções, o seu nome pura e simplesmente desapareceu. Não consigo controlar as notícias todas, mas depois de abdicar ao cargo, evaporou-se para Cabo Verde, onde pelos vistos é dono do maior resort turístico da Ilha do Sal. Não o vi mais em telejornais e as suas imagens parecem-me de arquivo, de cada vez que o BPN é notícia. Basta uma simples pesquisa nas notícias do Google para se perceber que quase não existe.


Há até um fórum de discussão no site do Económico com o sugestivo título "Dias Loureiro imune à justiça?". O primeiro post é de 21/11/2008, dia em que Dias Loureiro foi à Grande Entrevista ainda com Judite de Sousa na RTP explicar tudo o que estava relacionado com a sua passagem pela SLN, embora não respondesse a perguntas sobre o caso BPN e a então recente prisão de Oliveira e Costa. Tentei ir ao arquivo da RTP ver outra vez essa entrevista, mas na verdade não consegui encontrar. Pode ter sido azelhice da minha parte, mas garanto que andei a navegar nos arquivos online da  televisão pública. Tenho que arranjar um bom sistema de navegação.


Não sei se vem ou não muitas vezes a Portugal ou, até, se não mora mesmo cá, bastando para isso ter residência registada no país. Também não tenho nada a ver com isso, por se tratar de vida privada. Nem estou a fazer nenhum julgamento de carácter, pois não abdico da presumível inocência. Se continua a vir regularmente a Portugal ou morando mesmo no país, não deverá estar indiciado por nenhum crime. É que de todos os nomes da reportagem da SIC sobre o BPN, um dos poucos que não constam como arguidos é precisamente o de Dias Loureiro. Do que está à espera o Ministério Público? Sempre foram sete mil milhões de euros do erário público que voaram.

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«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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