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Para o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, o Metro do Porto foi "um sucesso".

Poderia ter ficado por aqui, talvez sublinhando - como o fez - que não há perspectivas de expansão do Metro do Porto, pelas dívidas acumuladas (resultado negativo de 397 milhões de euros, só no ano passado; dívidas acumuladas ao longo dos anos de 2.450 milhões de euros). Até aqui, constatação do óbvio.


Mas eis que Sérgio Monteiro faz questão de sublinhar que o Metro do Porto não perdeu passageiros, acrescentando que a Carris, a CP e a STCP perderam. Para além de ter sido desmentido pela própria Metro do Porto (perda de 3,1% a 2,8%), esta mente genial faz uma correlação entre os serviços intermitentes causados pelas greves e o decréscimo de passageiros. Dá o salto mortal de afirmar que o problema não está no preçário com que os utentes se deparam, mas sim com as greves.


Alinhando no raciocínio do Secretário de Estado: o Metro do Porto perdeu passageiros E não fez greve. Podemos então dizer que o problema está no preço dos bilhetes?


É o manual da política para totós, no seu Capítulo XXI: da manipulação. Guardadinho na primeira gaveta.

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