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É impressioante que em dezembro de 2012, depois de tudo o que se passou, de tanta ingenuidade assassinada, de tanta prova que cuidar da imagem no segundo seguinte vale de pouco (demasiado pouco para aquilo que se hipoteca no jogo da descredibilização da democracia, dos partidos, na destruição da confiança e da esperança), ainda se insista neste discurso de vistas curtas hoje repetido pelo Presidente da República.

Ou somos todos Gregos e Alemães e Portugueses ou então seremos muito pouco. É só encavalitar os livros de história com cuidado, trepar por eles acima e estender o olhar ali para o horizonte que se vê. 

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