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Alguns resultados do Censos 2011

 

"Na última década, o país registou progressos muito significativos em todos os níveis de ensino:

  • A população com 23 ou mais anos com ensino superior passou de 9% em 2001 para 15%, em 2011, tendo o número de diplomados quase duplicado e atingido 1 244 742, 60% dos quais mulheres;
  • A população com 15 ou mais anos com pelo menos o 9º ano aumenta para 50%, sendo 38% em 2001;
  • A taxa de analfabetismo recuou de 9% em 2001 para 5,2% em 2011."

A trajectória de redução da taxa de analfabetismo: 11% em 1991, 9% em 2001 e 5,2% em 2011.

Mas há mais evidências do trabalho que tem sido desenvolvido ao longo da década, mormente com a festa socialista na educação num contexto de uma certificação da ignorância:
É, andámos a viver acima das nossas possibilidades. A ver se tornamos isto claro: viver acima das possibilidades é ter um país em que cerca de 1 em cada 10 portugueses é analfabeto (2001).
Ou, nas palavras de Derek Bok: If you think education is expensive, try ignorance.
PS: O Ministro Nuno Crato já veio congratular-se com estes resultados ou isto são coisas menores? 

Autoria e outros dados (tags, etc)


10 comentários

De P a 24.11.2012 às 19:27

Coisas menores óbviamente! O Fado é qu`induca e o vinho é qu`instrói. A ignorância é sinónimo de paz mental e psicológica. Salazar explicou isto por palavras dele, com muito mais poesia.

De ines corte real a 24.11.2012 às 21:00

Mariana olá!

Ainda dizem que antigamente era bom! As mulheres não tinham um pingo de cultura, não tinham opiniões e hoje vê-se.!
Nos partidos as mulheres têm voz activa . O que não se compreende é que, segundo dados desse mesmo Censos 2011, as mulheres são 60% dos diplomados do ensino superior e, ainda assim, se deparam com um teto de vidro quando tentam lugares de chefia.

Um abraço

De JP1 a 25.11.2012 às 11:00

Cara Mariana Pessoa,

A propósito da "pesada" herança de Sócrates vale a pena analisarmos o Relatório do Eurostat de Outubro de 2012 "Europe 2020 Strategy – towards a smarter, greener and more inclusive EU economy?" (http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_OFFPUB/KS-SF-12-039/EN/KS-SF-12-039-EN.PDF), que demonstra a notável convergência de Portugal, entre 2005 e 2010, em quase todas as principais metas da designada estratégia "Europa 2020". Ou seja, Portugal teve uma convergência notável entre 2005 e 2010 exatamente naquelas variáveis que a Comissão Europeia considera essenciais para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo da Europa (nomeadamente, I&D, Eficiência Energética e Energias Renováveis, % População Ensino Superior, % de abandono escolar, Inclusão Social). A exceção foi a taxa de emprego, em que Portugal partia de uma base bastante elevada e onde já se faziam sentir as consequências da crise internacional.

Com as políticas de macro austeridade impostas por este Governo e pela Troika alguém acredita seriamente que vamos conseguir cumprir as metas da estratégia "Portugal 2020" que o atual Governo já assumiu no seu Programa Nacional de Reformas? Alguém acredita sequer que vamos continuar a convergir para essas metas em variáveis que são decisivas para o crescimento económico de Portugal e da Europa?

De Rafael Ortega a 25.11.2012 às 14:20

"A trajectória de redução da taxa de analfabetismo: 11% em 1991, 9% em 2001 e 5,2% em 2011."

Que grande coisa... Se todos os putos chegam aos 6 anos e vão para a escola essa evolução é completamnete natural. Quem não sabe ler e escrever é em geral idoso, e os idosos têm essa coisa estranha que é morrerem mais que os jovens...

"A população com 15 ou mais anos com pelo menos o 9º ano aumenta para 50%, sendo 38% em 2001;"

novas oportunidades?

De Miguel:m a 26.11.2012 às 18:09

Este post navega à volta de "licenciaturas" e "analfabetismo", vejamos...

Os BACHARELATOS mais recentes em Portugal - alcunhados de licenciaturas à luz dessa fraude conhecida por Processo de Bolonha - à excepção de algumas áreas técnicas, só não são absolutamente inúteis por cumprirem pelo menos o objectivo de, obtido o "canudinho", os paizinhos poderem encher o peitinho de ar e dizerem lá na rua "o meu filho(a) já é dótor(a)"
- o que nem sequer é verdade.

Cursos e cursos de coisa nenhuma, muitos com nomes pomposos apenas para parecerem que não são outros que já existem ou que são outras coisas, mais sofisticadas, do que o que são na realidade (Engenharia da Comunicação sempre é mais "chique" do que Técnico Informático). Cursos que servindo mais para garantir o emprego de quem os promove e ministra do que para colocar profissionais válidos, acabam colocando anualmente nas listas do desemprego mais "licenciados" do que os que o mercado de trabalho necessita ou é capaz de absorver.

A grande maioria desses "licenciados", após um percurso no Ensino Secundário, sem saberem o que é uma avaliação por exame - foram passando de ano sentados nas quotas impostas às escolas secundárias - entram nos respectivos cursos quantas vezes com médias negativas e saem de lá com "licenciaturas" de coisa nenhuma, enchendo a procura de postos de trabalho, de gente menos capacitada, cultural e tecnicamente, do que quem saía dos cursos secundários dos anos 60/70.

Quanto ao "analfabetismo" é urgente que o seu significado seja revisto, actualizado e aumentado, para que uma enorme parte desses "licenciados" ocupem o seu lugar nesse contexto, pelo menos como analfabetos funcionais - lêem textos sem lhes apreenderem o significado, cometem erros de concordância, são incapazes de desenvolver raciocínios amplos e fluídos, escrevem com erros (que eu deixei de dar na 3ª classe... perdão - 3º ano do Ensino Básico, "ano" sempre é mais fino do que "classe") que os fariam chumbar em qualquer exame de Língua Portuguesa ao nível do ciclo preparatório de 1973.


Por isso, faça-se justiça, não andando a viver acima das "vossas" possibilidades, a verdade é vivéis achando que "sois" mais do que o que realmente sois, deixai de agitar a bandeira das licenciaturas, dobrai-a, cortai-a em rectângulos de 12x15 cm, espetai-a num prego ao lado da sanita e saí à procura de trabalho...
TRABALHO aquela "coisa" que não é sinónimo de EMPREGO.

De André Fernandes Nobre a 29.11.2012 às 20:02

Tanta palavra e tudo escorrido nem um facto para mostra.

A percepção é uma coisa tramada, quando não se estuda.

Sabe-se pouco e acha-se que se conhece o mundo.

De Cris a 26.11.2012 às 19:20

Devo dizer que não percebo bem se o título é uma crítica ao argumento que andamos a viver acima das nossas possibilidades ou não.

1) Geralmente o argumento prende-se com reformas e subsídios e não com a educação;

2) Os indicadores que envolvem população analfabeta são, como já foi indicado, insensíveis àqueles que deixam de o ser não porque são alfabetizados, mas porque morrem;

3) Os dados do ensino superior são algo desnecessários e até podem dar apoio ao argumento de demasiados custos: porque é que toda a gente tem de ir para o ensino superior quando uma grande parte da oferta de emprego não é tão especializado? = gasto de dinheiro a formar Lic.s, a não ser que seja para os exportar, como estamos a fazer de momento.

De João a 26.11.2012 às 22:58

Sim, devia dedicar à mão de obra barata. Rivalizar com a China proporia vossa Excelência?

O ensino superior serve para dotar a população de conhecimentos especializados e não já gerais. Para que o agricultor conheça e aplique novas técnicas de plantio, rega, etc... Para que o mecânico não seja também o dentista da aldeia; para que o senhor do café saiba servir não apenas os tasqueiros do bairro, para que todas as profissões - sim, as ditas não especializadas - tenham mão de obra com mais ferramentas, para que se possa evoluir em todos os domínios.

Mais, população informada, quanto mais e melhor formada, mais e melhor democracia.

Há alternativas aos gastos com o ensino superior...muitos. Basta querer.

E não é, de longe! o ensino superior o maior gasto em educação.

Pare-se com a demagogia, por favor.

PS:

Não posso deixar de concordar que a coerência do Post é miserável..


De Não sei bem a 26.11.2012 às 22:51

Realmente, o país ainda tem uma taxa de analfabetismo (ou quase analfabetismo) elevada. Veja-se este post.... De 1991 a 2011 são duas décadas e não uma.

Fora isso, claro que esses números não interessam a ninguém. Educação em Portugal tem sido nas últimas décadas um verdadeiro bar aberto onde só contam títulos (oferecidos até) independentemente dos conhecimentos adquiridos/transmitidos. Falhou muita coisa.

A educação fica muito cara, claro. Mas é um investimento (ou seria?). Notar que com piores resultados em Portugal que em países com quantias semelhantes de investimento na educação - o que é verdadeiramente preocupande e deveria dar que pensar.

De Porto a 29.11.2012 às 10:40

Falar que houve convergência quando o País está na situação em que está, só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Era preferível demorar mais 10 anos a convergir e fazê-lo bem, deixando uma herança sólida para os nossos filhos e netos, do que fazê-lo tão mal. O Governo Sócrates sempre foi excelente a mostrar números...

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