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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

27
Ago15

Malabarices orçamentais

Nuno Pires

José Sena Goulão, Lusa

 

Não será por falta de aviso: a execução orçamental não está a correr bem e nem é preciso a oposição recordá-lo - basta olhar para os dados oficiais ou para as notícias que vão saindo.

Apesar dos reembolsos de IRC e IVA às empresas, estarem a ser indevidamente retidos para maquilhar as contas públicas e servir propósitos eleitorais (uma bizarra forma de financiamento compulsivo de campanhas), a meta do défice para 2015 está em risco (como, aliás, o PS tem vindo a alertar desde que o Governo achou boa ideia dizer que iríamos ter um défice abaixo de 3% em 2015).

"Os principais agregados orçamentais de despesa e de receita do conjunto das administrações públicas (receita e despesa totais, correntes, despesa primária, com pessoal, receita fiscal, de capital) estão todos com um comportamento aquém do previsto no Orçamento do Estado de 2015. Ou seja, a receita cresce menos do que o previsto e a despesa aumenta mais do que o planeado.
[...]
Com o actual ritmo de execução da receita e da despesa, o défice ficaria mais de dois mil milhões de euros acima do orçamentado."

Por agora, segue a festa "pré-eleições": uma ministra das finanças a prometer tudo e mais um par de botas, incluindo a devolução da sobretaxa de IRS, um grupo de apoiantes a secundar a mentira. Enquanto isto acontece, os dados oficiais da execução orçamental ardem em pano de fundo.

Malabarismos, contas mal feitas, mentiras descaradas e descalabro orçamental.
É assim, a "gente séria", das "contas certas" e do "rigor".

 

(Fotografia: José Sena Goulão, Lusa)

 

11
Ago15

A consciência que os alemães têm de si próprios

Pedro Figueiredo

Do pós-guerra e do peso da História às relações com a Rússia de Putin passando pelo Pegida e pela ideia de Europa. Participação de Norbert Röttgen, presidente do Comité de Negócios Estrangeiros do Bundestag, e Franziska Augstein, do Süddeutsche Zeitung, da "abençoada cidade de Hamburgo".

London Review of Books, Janeiro de 2015.

 

 

06
Ago15

Brincar com as pessoas

Nuno Pires

Nas últimas semanas, os malabarismos do nosso XIX Governo com os números do desemprego têm preenchido o espaço mediático.

O atual Governo manifesta-se muito satisfeito com o seu esforço de "cozinhar estatísticas" e verificar, consequentemente, que os números do desemprego oficial estão a diminuir, insultando assim milhares de pessoas que não conseguem encontrar emprego, bem como cerca de meio milhão de pessoas que se viram forçadas a aceitar o convite deste Governo e deixar o país, ao longo desta legislatura, para conseguir viver com um mínimo de dignidade.

Na verdade, e a título meramente exemplificativo, se todos os desempregados forem incluídos em programas ocupacionais, em formações que em nada promovem a sua empregabilidade, ou se todos os desempregados emigrarem, o seu número descerá a zero. É um cenário limite, é uma hipótese ridícula, mas, face ao comportamento revelado nos últimos tempos, seria uma situação que o nosso XIX Governo celebraria com um enorme entusiasmo (possivelmente levando ao êxtase um imberbe Bruno Maçães, caricatura fiel deste Governo e sempre disposto a envergonhar todo um país com tentativas disparatadas de mascarar uma realidade indisfarçável).

Talvez um pequeno desenho, com base nos números oficiais, ajude a perceber o drama social que o XIX Governo teima em tentar ocultar e para o qual nunca se inibiu de contribuir.

 

infografia_desemprego

 

O brutal aumento do desemprego é a marca distintiva do XIX Governo. É o maior problema que o próximo Governo terá que enfrentar.

Está na altura de parar de brincar com os números e começar a respeitar os portugueses.

 

 

Pág. 1/2

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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