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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

31
Dez12

PSD, o protector do Estado e defensor do mercado

Pedro Figueiredo

Esquecendo a história de Robinson Crusoe, a comunicação é uma realidade vital à sobrevivência do indivíduo. Nisso, Esquerda e Direita parecem concordar. No entanto, há demasiadas formas de comunicar e é a escolha da mais correcta que marca o sucesso da vida em sociedade.


O último texto de Passos Coelho (nem sei se é o cidadão ou o Primeiro-ministro que fala, mas o próprio também não deve ter a certeza) no Facebook foi quase perfeito. De vários pontos de vista. Fez-me perguntar simplesmente: quem é este PSD? Por onde andam os Sá Carneiristas?


Fiquei com vontade de saber, mesmo, quem fora o autor daquele texto de Passos Coelho no Facebook. Não acredito que tenha sido o póprio a escrever, mas pelo menos consentiu que aquilo viesse associados à sua imagem. Ainda pensei que viessem desmentir e dizer que aquele era um perfil falso, como muitos que andam por aí.


Na minha procura do autor, tropecei neste vídeo que está aí em baixo. São 35 minutos com a participação de Miguel Morgado, actual assessor de Passos Coelho, nas comemorações dos 35 anos do PSD, um vídeo colocado pelo Instituto Sá Carneiro. Institucional.


Há uma boa contextualização política no início e aos 9m30 Miguel Morgado faz estas perguntas:


«Qual a missão política do PSD? Aquilo que tem de apresentar ao eleitorado? O PSD tem de procurar apresentar uma articulação do bem comum dos portugueses: a sua concepção de uma boa sociedade. O que o PSD julga que é um Portugal mais próspero, mais dinâmico, mais feliz no sentido filosófico do termo?»


Referiu a necessidade do PSD ser um «protector do Estado e defensor do mercado.» Dá para perceber quem está no Governo.



31
Dez12

Ana Sá Lopes responde a Henrique Monteiro - o enviesamento de esquerda dos media

mariana pessoa

No seu editorial de hoje (os negritos são meus):

 

A história do senhor Baptista da Silva serviu para algumas pessoas avançarem com um conjunto interessante de teorias de conspiração sobre os média em geral – cuja falta de adesão à realidade é tão grosseira como o currículo do senhor Baptista da Silva. A primeira dessas teorias surgiu pela primeira vez, curiosamente, dentro do próprio grupo Impresa. Henrique Monteiro, que foi director do “Expresso” e hoje desempenha o cargo de director editorial para as novas plataformas, afirmou no seu blogue alojado no site do “Expresso” que a Baptista da Silva tinha sido dado todo aquele relevo (nomeadamente, no próprio “Expresso”) devido a um alegado “enviesamento para a esquerda” da imprensa. Escreveu Henrique, pela manhãzinha da véspera de Natal: “Caso o burlão fosse a favor de Passos Coelho e de Gaspar não teria o mesmo eco. Isso deve-se, a meu ver, a duas causas distintas. A primeira, é porque a imprensa tem, no geral, um enviesamento para a esquerda”. O “Expresso” rejeitou a crítica do seu antigo director. Na nota publicada na edição de sábado a direcção escreve que “há um ponto que o “Expresso” se vê obrigado a refutar e que tem a ver com as leituras políticas que, inevitavelmente e de forma primária, surgiram. Em momento algum o “Expresso” deu mais importância a algum tipo de opinião sobre a situação económica do país em qualquer dos seus cadernos ou no “Expresso da Meia Noite”. Era natural que a direcção do “Expresso” se procurasse defender do ataque do seu antigo director (replicado por outros também), mas não precisava. Em 40 anos, a instituição nunca teve qualquer “desvio para a esquerda” – nomeadamente no tempo da direcção de Henrique Monteiro. Mas o “Expresso” sente a obrigação de se justificar: “O ‘Expresso’ sempre teve por tradição ter colunistas com opiniões diversas, incluindo na direcção do jornal”. Ao contrário do “enviesamento de esquerda” da imprensa, o que vivemos é um tempo em que até um semanário de meia-idade se tem de justificar de ter alguém que é objectivamente contra as políticas do governo dentro da sua direcção.


O que podemos - e devemos - é interrogarmo-nos sobre o que levou Henrique Monteiro a ter a expectativa de que o Expresso não desse eco a um agente (seja lá ele quem for) que tem um discurso contra as políticas seguidas por este Governo. Mas não surpreende ninguém, pois não?

29
Dez12

As exportações, o turismo e os bodes expiatórios

Nuno Pires

Até há uns meses, as exportações e o turismo tinham em comum o facto de serem os dois principais fatores dinamizadores da nossa economia.

Agora, têm também em comum o facto de ambos registarem preocupantes trajetórias descendentes nas suas atividades.

 

Hoje, no Expresso, é noticiado que praticamente metade dos hotéis no Algarve estão encerrados este Inverno, algo que começa a verificar-se também no Alentejo e na região Centro, antecipando-se um cenário negro para 2013 - de acordo com Cristina Siza Vieira (presidente da direção executiva da AHP), "muitos hotéis já cortaram a gordura e estão no osso".

 

Se, no caso das exportações, a greve dos estivadores serviu bem, junto dos mais distraídos, o propósito de bode expiatório (registou-se uma quebra consistente nas novas encomendas à indústria nos meses que a anteciparam, mas presumo que isso seja irrelevante), julgo que, no caso do turismo, é capaz de ser mais complicado para o Governo encontrar uma qualquer desculpa esfarrapada para as suas próprias trapalhadas (talvez o corte abrupto no rendimento disponível das famílias seja também um pormenor sem qualquer importância).

 

Estou certo que a rapaziada da São Caetano há de arranjar qualquer coisa.

25
Dez12

Onde pára Dias Loureiro?

Pedro Figueiredo

Voltei a ficar admirado, pois já conhecia a história e os intervenientes, com as personagens que estão envolvidas no chamado caso BPN, relembrado pela recente reportagem especial da SIC, pela autoria de de Pedro Coelho. Que coincidência.


Dois ex-ministros cavaquistas e um líder do grupo parlamentar e vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD são os nomes mais mediáticos. Dias Loureiro, Arlindo Carvalho (já arguido nas centenas de processos que já correm pelo caso gerado pelo BPN, por ter usado dinheiro do banco para comprar posições em outras empresas) e Duarte Lima, que já tinha de responder por outros processos. Basta lembrar uma das meadas do novelo do homem que estudou  História de Arte na Accademia Europea de Florença e Música no Instituto Gregoriano de Lisboa (wikipédia), a suspeita de envolvimento no assassinato de uma portuguesa no Brasil.


No entanto, há pelo menos um ao qual continuo a concentrar a minha atenção, apesar de achar que todos devem pagar o que o BPN custou ao país. Lembro-me mais de Dias Loureiro. Afinal, o último cargo de relevo que se lhe conhece no país foi o de Conselheiro de Estado. Um "senador".


Depois de abandonar, com algum custo, as ditas funções, o seu nome pura e simplesmente desapareceu. Não consigo controlar as notícias todas, mas depois de abdicar ao cargo, evaporou-se para Cabo Verde, onde pelos vistos é dono do maior resort turístico da Ilha do Sal. Não o vi mais em telejornais e as suas imagens parecem-me de arquivo, de cada vez que o BPN é notícia. Basta uma simples pesquisa nas notícias do Google para se perceber que quase não existe.


Há até um fórum de discussão no site do Económico com o sugestivo título "Dias Loureiro imune à justiça?". O primeiro post é de 21/11/2008, dia em que Dias Loureiro foi à Grande Entrevista ainda com Judite de Sousa na RTP explicar tudo o que estava relacionado com a sua passagem pela SLN, embora não respondesse a perguntas sobre o caso BPN e a então recente prisão de Oliveira e Costa. Tentei ir ao arquivo da RTP ver outra vez essa entrevista, mas na verdade não consegui encontrar. Pode ter sido azelhice da minha parte, mas garanto que andei a navegar nos arquivos online da  televisão pública. Tenho que arranjar um bom sistema de navegação.


Não sei se vem ou não muitas vezes a Portugal ou, até, se não mora mesmo cá, bastando para isso ter residência registada no país. Também não tenho nada a ver com isso, por se tratar de vida privada. Nem estou a fazer nenhum julgamento de carácter, pois não abdico da presumível inocência. Se continua a vir regularmente a Portugal ou morando mesmo no país, não deverá estar indiciado por nenhum crime. É que de todos os nomes da reportagem da SIC sobre o BPN, um dos poucos que não constam como arguidos é precisamente o de Dias Loureiro. Do que está à espera o Ministério Público? Sempre foram sete mil milhões de euros do erário público que voaram.

23
Dez12

Coisas importantes a não esquecer

Nuno Pires

Não se esqueçam que há que reduzir a proteção social no desemprego.

Não se esqueçam que temos que reduzir os escalões de IRS e pôr a classe média a pagar mais.

Não se esqueçam que é necessário reduzir o número de camas nos hospitais.

Não se esqueçam que os pensionistas, esses milionários, têm que contribuir com um obsceno "contributo extraordinário de solidariedade".

Não se esqueçam que andámos todos a viver acima das nossas possibilidades.

Não se esqueçam que é preciso cortar 4 mil milhões de euros ao Estado Social.

Agora, vejam esta reportagem:

 

 

21
Dez12

But don't look back in anger, I heard you say

mariana pessoa
20
Dez12

Um erro colossal

Nuno Pires

Tenho pena de não conseguir acompanhar a comissão parlamentar de inquérito às Parcerias Público-Privadas rodoviárias e ferroviárias com a devida atenção. No entanto, do pouco que tenho visto, têm existido alguns bons momentos de lucidez, que deitam por terra os desesperados e já gastos argumentos da atual maioria, numa derradeira (?) tentativa de culpabilizar o anterior governo por tudo o que de mal existe.

 

Depois de Ana Paula Vitorino (antiga Secretária de Estado dos Transportes) referir que a suspensão do TGV foi um “profundo retrocesso para nossa economia”, António Mendonça (antigo Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações) referiu o óbvio: “a desistência do projeto de alta velocidade terá sido um erro colossal”.

 

Não querendo fazer deste texto um exercício de defesa do TGV (que, pessoalmente, defendo, subscrevendo o que os acima citados disseram), gostaria apenas de sublinhar alguns aspetos que não sei se terão sido devidamente realçados na tentativa de contabilização dos prejuízos que resultaram da birra que as lideranças do PSD e do PP resolveram lançar em relação ao TGV.

 

 

16
Dez12

Vizinhança

Nuno Pires

António Horta Pinto, Um Governo poluente:

Isto é: no entender do governo, o ambiente de que vamos usufruindo também está “acima das nossas possibilidades”; não podemos dar-nos ao “luxo” de o proteger. Há que deixar poluir!

 

Domingos Farinho, Eleitos para destruir:

O melhor exemplo do gigantesco engodo em que permanentemente vivemos com este Governo é a recente narrativa da refundação do Estado e o inacreditável período de tempo em que se fará tal coisa: 3 meses.

 

João Rodrigues, Depressão:

É então preciso repetir pela enésima vez que quando todos tentam poupar todos podem acabar a poupar menos, em especial quando o Estado se comporta como se fosse uma família em crise

 

Pedro Lains, Festa Brava:

Há uma "guerra das pensões" no ar. Não se percebe muito bem o que é, mas é.

 

Val, Natal à espanhola:

Este é o ano ideal para assumirmos a tradição espanhola e adiar a entrega das prendas de Natal para o Dia de Reis, a 6 de Janeiro.

 

15
Dez12

A história julgá-los-á

Pedro Figueiredo

O artigo de opinião de Azeredo Lopes no Jornal de Notícias é interessante. O exercício de lógica feito para interligar as três principais figuras do Governo (curiosamente Relvas nem sequer é mencionado) é, no mínimo curioso. E apesar de elogiar a tenacidade política de Paulo Portas, como conclusão, a verdade é que o coloca numa posição de jiboia: parado, à espera da melhor oportunidade para comer as presas vivas e inteiras, depois de se enrolar nelas com o maior cuidado do mundo. Leituras políticas. Apenas e só. No entanto, a história julgá-los-á como deve ser. A sentença será conhecida nas urnas. O único que pode não estar preocupado com isso é Gaspar. No seu lugar, eu estava.

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«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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