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365 forte

Sem antídoto conhecido.

Sem antídoto conhecido.

04
Jan14

"Um cristão não mente"

David Crisóstomo

 

"Aumentar impostos é agravar a crise; não os baixar na hora certa será atrasar a retoma. E dizemos mais: pensar primeiro no défice e só depois na economia é não resolver o problema do défice e, de caminho, castigar ainda mais a economia. Pelo contrário, pensar primeiro na economia é pôr a economia, o crescimento e a receita a ajudar a resolver o problema do défice."

 

"(...) condenámos o imprudente proselitismo ideológico em certas relações externas que, até pela estabilidade da sua importância, devem respeitar o enquadramento Estado a Estado (ex: Venezuela); e temos uma posição crítica sobre a insuficiência das políticas de emigração e consulados."

 

"A tentativa de gerar receita à força, precludindo os direitos mais elementares do contribuinte não é aceitável."

 

"Uma pergunta perfeitamente actual é esta: o que se pode fazer para reduzir a dimensão da pobreza em Portugal?

A resposta do CDS é objectiva: melhorar serviços aos idosos e melhorar as pensões dos idosos. Se excluirmos as questões da “nova pobreza”, já abordadas no capítulo do desemprego, o núcleo duro da pobreza em Portugal está na velhice. Dai a opção preferencial que fazemos por tratar melhor e primeiro dos mais velhos."

 

"Para quem acredite, como nós acreditamos, que o progresso de uma sociedade também se mede pelo dinamismo da sua “mobilidade social”, ou seja, pelo nível de oportunidades dadas para que, através da educação, do trabalho e da iniciativa, cada indivíduo possa subir legitimamente na vida, a situação social portuguesa é alarmante. Na verdade, a “mobilidade social” parece ter, simplesmente, parado. Haverá, certamente, sectores que até acrescentaram a sua riqueza, mas a classe média empobreceu e a exclusão social alastrou. Restabelecer a mobilidade social no nosso país é um objectivo central do CDS nos próximos quatro anos."

 

Programa Eleitoral do CDS-PP de 2009

 

 

"A
 Dívida 
Pública: 
travar
 o
 agravamento,
 tratar
 da 
redução.

(...) nesta
 matéria,
 para
 além
 de
 procurarmos
 formas
 de
 resolver
 o
 problema,
 temos
 ainda 
de 
começar, 
já
 e
 agora,
 por
 não
 o agravar.
 Ou
 seja, 
temos
 de
 imediatamente
 tomar 
medidas
 para
 que 
não
 nos
 endividemos 
ainda
 mais.

"

 

"Hoje, 
em 
Portugal,
 alarga‐se
 o
 fosso
 entre
 os
 que
 têm
 muito
 e 
os 
que,
 mesmo
 tendo
 um
 posto 
de
 trabalho, 
não 
conseguem 
sair
 do 
limiar
 da pobreza. Hoje,
 cada
 vez
 mais
 portugueses
 acham
 que,
 mesmo
 depois
 de
 uma
 vida
 inteira
 de
 trabalho,
 deixarão
 menos 
aos
 seus
 filhos
 do 
que 
o
que
 receberam
 dos 
seus 
pais. 
E
 estas 
são
 as 
marcas 
mais
 evidentes 
de 
que 
o 
elevador
 social,
 a 
possibilidade
 que
 cada
 um 
tem 
de
 subir legitimamente
 na 
vida,
 através
 da
 educação
 e
 do 
trabalho, 
está
 posta 
em
 causa.
 O
 dinamismo
 que 
nos 
permitiu
 crescer 
nas
 últimas 
gerações 
já não
 existe, 
sendo
 substituído 
por
 um
 modelo
 social 
em 
que
 o 
Estado 
só
 sabe 
pedir 
impostos,
 sempre 
mais 
impostos,
 taxas 
e
 contribuições,
 para
 financiar
 uma
 despesa
 excessiva, 
mesmo
 que 
isso 
sacrifique
 o 
nosso 
crescimento
 económico,
 a confiança
 de 
quem 
investe, e
 que essa recessão 
da economia gere uma menor 
arrecadação 
fiscal."

 

"Equidade 
fiscal 
na
 austeridade
.
Ao
 abordar
 as
 obrigações
 de
 redução
 da
 despesa,
 não
 seria
 sério
 fazê‐lo
 sem
 admitir
 ou
 reclamar
 uma 
maior 
equidade
 fiscal
 na
 repartição
 de
 sacrifícios.
 O
 CDS ,
que
 tem
 uma
 forte 
tradição 
de 
defesa do
 contribuinte 
e 
de
 moderação 
fiscal,
 que
 não
 abandona,
 sabe
 que 
neste
 momento excepcional
 que
 Portugal
 está 
a 
viver,
 defender
 o 
contribuinte
 também
 é
 saber
 defender 
que
 não
 sejam
 sempre 
os
 mesmos 
–
 os
 que
 não
 podem
 fugir 
aos 
impostos 
–
 a 
pagar 
a 
factura; 
e 
que 
há 
formas 
de
 aumentar
 a
 receita
 que
 tornam 
evitáveis 
aumentos
 da
 carga
 fiscal.
 Em
 geral, 
como afirmámos
 sempre,
 tem
 de
 haver
 um
 conceito 
e 
uma 
percepção 
social 
da
 equidade 
fiscal."

 

"Redução
 da
 despesa: 
da
 ética
 social
 à
 equidade
 fiscal
 e 
à
 força
 do 
exemplo
.
Acima
 de
 tudo,
 esta
 será
 também
 uma
 reforma
 cultural
 e
 comportamental
 na
 gestão
 da
 coisa
 pública,
 tendo
 em
 atenção
 que
 há
 –
 sempre,
 e
 em
tempo 
de
 austeridade 
–
 uma 
ética
 social 
(a
 protecção 
dos
 desfavorecidos),
 uma
 ética
 fiscal
 (a 
distribuição
 justa
 dos 
sacrifícios)
 e
 uma 
ética 
do 
exemplo 
(do
 Estado 
consigo 
próprio).

"

 

Programa Eleitoral do CDS-PP em 2011

 

 

O título vem a propósito de mais uma profunda e fascinante entrevista de Nuno Melo. Não vou perder tempo com a caracterização da personagem, já disse aqui tudo o que tinha a dizer sobre a criatura. Mas não deixo de ficar fascinado com o naco de filosofia depositado na conclusão da entrevista, aquela afirmação imperativa da suprema honestidade do cristão, que não mente, nunca, jamais, e não por ser pecado, mas porque, epa, não consegue. Leva com água benta na tola e prontus, serum veritas no moço. "Um cristão não mente", ao contrário dos ateus, agnósticos, judeus, muçulmanos, etc., que, como toda a gente sabe, são uns grandessíssimos aldrabões. Como aliás se confirma aqui, neste relato de honestidades tuiteiras do irrevogável partido. Gente sincera, pura, cristã. Que não mente, engana ou ludibria, como diria Vítor Gaspar. Comete quiçá umas incorrecções factuais, como diria Rui Machete. Mas é gente séria. Que, seriamente e com o alto patrocínio da Presidência da República, vai gozando connosco há já mais de dois anos, qual castigo divido que se abateu sobre esta terra.

 

 

Adenda: É também interessante notar que esta gente tão transparente e honrada tenha retirado o programa eleitoral de 2011 da sua página oficial. Só lhes fica bem.

 

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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