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Não pretendo participar em nenhuma espécie de desporto intitulado "tiro ao Vital Moreira" mas há ocasiões em que parece que o próprio parece testar a capacidade de escrutínio de quem o lê. Muitos menos me preparo para passar atestados de esquerdismo. Ainda assim, alguns comentários se justificam sobre as derivas dos últimos anos ou décadas de Vital Moreira.

 

Esgrime Vital Moreira muitos argumentos sobre a sustentabilidade que merecem sem dúvida reflexão que não forçosamente concordância. Existem inúmeros desafios que se colocam no financiamento do Estado, como Segurança Social... como na redistribuição de rendimentos, embora este último pareça talvez por desatenção minha merecer menos reflexões parte do professor universitário.

 

Mas o que me incomoda mesmo muito é quando Vital Moreira imputa a todos os que defendem posições contrários "um interesse próprio" algo que já faz diga-se em abono da verdade desde 2010.

 

Quando se fala com cortes seja de pensões ou remunerações, não se pense que o esquerdista Vital Moreira não apresenta preocupação. Apresenta pois: quando em 2010 Sócrates efectivou um corte progressivo de remunerações, Vital Moreira não se inibiu se manifestar preocupação no que isso poderia representar falta de capacidade de atracção do sector público - algo que nós identificamos como um clássico argumento de esquerda.

 

Ah, espera... A menos que façamos o exercício do professor universitário Vital Moreira e vejamos todas as tomadas de posição à luz de - isso! - interesse próprio.

 

 

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