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26
Nov

O mundo faz de conta, como dizia hoje o líder parlamentar do CDS-PP Nuno Magalhães, em que o devedor diz ao credor o que está em condições de pagar parece ter tido inspiração em Carlos Moedas, no longínquo ano de 2010: 

 

(...) só nos resta (a nós e a outros) o possível caminho da reestruturação da dívida. Ou seja, ir falar com os nossos credores e dizer-lhes que dos 100 que nos emprestaram já só vão receber 70 ou 80. Este é um caminho árduo e complicado, a tal parede que tanto se fala, mas que nos permitiria começar de novo. A austeridade é necessária e urgente, mas se mantivermos os níveis actuais de dívida, dificilmente conseguiremos crescer a níveis aceitáveis ... e se não crescermos morremos.

 

Nuno Magalhães faz o típico número de imputar ao seu interlocutor algo que ele não disse. Mas sem saber (?) acaba, na sua deturpação das palavras dos outros, a acertar em cheio em declarações de Carlos Moedas num tempo em que a dívida estava longe de ter o nível que tem hoje.

Dá para perceber como o radicalismo marcou a juventude de Carlos Moedas.

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