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25
Nov

A justiça entre gerações

por Nuno Oliveira
A notícia é do Jornal de Negócios. E é mais um contributo para o debate sobre a justiça entre gerações que Passos Coelho pretendia promover. 

São penhorados 125 mil euros de pensões por dia

As penhoras de pensões de reforma, tanto da Segurança Social como da Caixa Geral de Aposentações têm vindo a aumentar e este ano já vão em mais 17% do que em 2012
Muitas vezes são idosos que serviram de fiadores aos filhos e netos e agora se vêem a braços com o incumprimento destes, que, por sua vez, ficaram desempregados, fizeram mal as contas à vida ou, pura e simplesmente, não contaram com as reduções salariais e com o aumento da carga fiscal. Noutros casos, são eles próprios, os reformados, que foram apanhados pelos cortes, pela subida dos impostos ou, pura e simplesmente, por excesso de consumo. Os exemplos são muitos e os números revelam que têm vindo a crescer os casos de dívidas não pagas que vão para execução judicial e que acabam por levar à penhora de pensões de aposentação. Ao longo deste ano, e até meados de Novembro, os números da Câmara dos Solicitadores revelam que foram já penhoradas pensões da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações (CGA) num valor total de 39,5 milhões de euros, mais um milhão de euros do que o montante registado em todo o ano de 2012. Contas feitas, a média dá qualquer coisa como 125 mil euros por dia, um número que poderá ainda aumentar até ao final do ano. (...)
 

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6 comentários

De Knome a 25.11.2013 às 23:37

Continua sem perceber o problema, não é. Dou-lhe uma dica, como o sistema protege os que estão no sistema, os tais dos direitos adquiridos, os que vêm atrás, os precários, sobrecarregaram os Pais, como fiadores, em empréstimos que não conseguem pagar. E o fiador, que é o que se substitui ao mutuário quando este não tem rendimentos para pagar o empréstimo, acarreta com as consequências. Mas o sistema, ainda assim e bem, protege os fiadores, cobrando apenas 1/3 do vencimento e só se este for superior ao ordenado mínimo.
Isto é apenas uma parte deste problema em particular, o resto é economia.

De Nuno Oliveira a 26.11.2013 às 09:40

Continua sem perceber o post, não é? Eu dou-lhe uma dica.

Quaisquer sejam os desequilíbrios que tenha a economia portuguesa a sensatez indica que sejam resolvidos com tempo e ponderação. Resolvê-lo com disrupções, independentemente do juízo ideológico que se faça sobre elas, atropela as pessoas. Atropela as famílias. Não só coloca gerações contra gerações com se encaminha a colocar pais contra filhos e filhos contra pais. Literalmente.

Mas sabemos que ponderação é coisa que não podemos esperar deste Governo. Nem dos seus comentadores de serviço.

De Knome a 26.11.2013 às 13:29

E o entendimento sobre o problema persiste.
Se não vejamos, o tempo, será aquele que os credores lhe quiserem dar, pois são eles que têm o dinheiro e só emprestarão mais se sentirem que o devedor consegue pagar.
Já alguns anos a esta parte que a Europa e Portugal, em particular nos últimos anos, alterou o seu modelo económico que resultou na alteração da economia familiar, ou seja, os pais começaram a ter mais recursos do que os filhos. Ou seja, estes, os pais, criaram um sistema de protecção para si que limpa os recursos do estado. Veja o "pai da democracia portuguesa", cheio de mordomias e subsídios para a sua fundação que não é mais do que fachada para guardar os presentes dados a Portugal por chefes de estado estrangeiros, já para não falar de impostos, mas que berra com a bandeira dos pobres e oprimidos de forma hipócrita e mesquinha.
Não se trata de por uns contra os outros, nas mais diversas dimensões, trata-se de olhar para o que temos, produzimos e de que forma o podemos dividir, só isso, o resto é conversa da treta.

Quanto à provocação, posso devolvê-la, são os comentários de uma oposição que não tem soluções e só tem reivindicações. Para as soluções que apresenta, temos pena, não há dinheiro. São só para gastar e dar o que não lhes pertence. A ditadura do proletariado não funciona. Não houve exemplos suficientes? Tem por aí um bom case study, a Venezuela, a seguir com interesse.

De Nuno Oliveira a 26.11.2013 às 14:10

Os pais criaram um sistema de protecção para si que limpa os recursos do Estado? Francamente, não sei do que fala. A segurança social mostrou-se absolutamente sustentável com as reformas de anteriores Governos como a convergência público-privado não retroactiva e a introdução do factor de sustentabilidade que equilibrava o sistema de pensões com a esperança média de vida.

Os défices que se registam na Segurança Social resultam de alto de desemprego no que isso significa duplamente mais subsídios e menos contribuições. A menos que me queira dizer que a Segurança Social devia ser sustentável para um desemprego de 20% o resto é conversa de treta.

De Knome a 26.11.2013 às 18:30

Essa do absolutamente sustentável é de rir. E, já agora,junte-lhe a CGA.

De Nuno Oliveira a 27.11.2013 às 10:36

Se aceitasse estudos como argumento tenderia a responder com a página 161 deste relatório: http://www.dgaep.gov.pt/upload/RIareas/Pensions_at_a_glance_2011.pdf

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