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02
Nov

Não menos relevante das declarações de ontem de Carlos Moedas é o facto de elas deixarem implícita uma crítica ao CDS e em concreto a Paulo Portas, sabendo-se que o objectivo assumido pelo Vice-Primeiro-Ministro nas negociações com a troika era um défice de 4,5% do PIB.

 

Ora esse acréscimo ao défice de 0,5% do PIB iria significar também uma maior dívida pública e, nas unidades monetárias de Carlos Moedas, um custo em juros equivalente ao salário de 1500 polícias, meio ano de propinas para todos os estudantes do ensino superior ou o financiamento de 8 milhões de consultas.

 

Fica a dúvida se Carlos Moedas também se chocou aquando das negociações com a troika. Em caso negativo, qual o valor de meta defendida para o défice a partir do qual Carlos Moedas se choca? 4,6%? 4,7%? Seria interessante saber.

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