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30
Out

Racismo à solta

por André Fernandes Nobre

Os "tempos de emergência" que justificam a dissolução, inter alia, do princípio da separação de poderes e que motivam um Primeiro Ministro a querer governar contra os seus concidadãos assumem cada vez contornos mais assustadores, não apenas em Portugal (como se verificou ainda agora com o vergonhoso "guião para a reforma do Estado"), mas inclusivamente em países considerados democracias maduras e garantes das liberdades.

 

Desta vez, é do Reino Unido que nos chegam acções racistas, cada vez menos envergonhadas.

 

Ora atentem bem na capa de amanhã do Daily Express:

 

 

Um dia, quando for escrita a história dos eventos que constituirão o apogeu dos ditos "tempos de emergência", convém não esquecer tudo o que foi sendo dito e escrito e a forma como esta nojeira se foi paulatinamente tornando mainstream.

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1 comentário

De Katali Fakir a 05.11.2013 às 11:37

Não sei o que é ser de esquerda ou direita nos dias de hoje, mas sei que sempre estive do lado da justiça social e dos direitos humanos, da igualdade, da fraternidade e da Liberdade, cujos valores e referências continuam vivos e fervilham dentro de mim como um jovem idealista e bato-me por eles de alma e coração. Acreditei sempre nas ideologias e utopias clássicas de esquerda e do socialismo humanista e solidário que foram as grandes bandeiras de esmagadora juventude dos anos 60 do sec . XX, da qual eu engrossei as fileiras.
Mas hoje, quando vejo a invasão de gente vinda da Roménia e Bulgária em situação de precariedade transversal, cuja pobreza e exclusão social e humana é algo indescritível ao interrogar-me: como foi possível que os socialismos do leste produziram uma exclusão assente em critérios xenófobos e racistas que os telhados de vidro ao desabarem vão deixando em avalanches brutais deixar cair a grande farsa, cujo palco de excelência é a Rússia nacionalista actual . "Não, não vou por aí..." (Régio, José - o Cântico Negro). A Inglaterra, tem cometido atrocidades e não são poucas, mas a bem ou mal tem acolhido e integrado o melhor possível os nativos da Commonwealth , Índia, Paquistão, Bangladesh, Jamaica, etc. etc., pergunto o que fazem os russos, ucranianos, polacos, checos, sérvios, croatas entre outros países do leste ditos "brancos" às suas gentes vindas do Cáucaso e afins...rejeitam e exterminam como na Chechénia, Ingushia , Bósnia, Albânia, Kosovo, etc. etc. Meu caro Rui, sou seu admirador, acompanho com muita atenção o seu trabalho de acção política desenvolvido e companheiro da mesma luta, conta comigo, mas que estou triste com isto tudo, estou. Tu, afastaste do BE , eu também a cada dia que passa apetece dizer basta, não abandono os amigos mas que estou desencantado com a acção política sim, mas "há sempre alguém que resiste" e por isso existe mais razões para a luta continuar e apesar dos desafios cada vez mais complexos, mas não menos alucinantes e alienantes que outrora. Vale sempre a pena a luta pela a dignidade e cidadania universal humana, como disse o Papa Bento XVI, ninguém é estrangeiro em lado algum e nenhum país deve arrogar a impor barreiras á emigração porque a natureza humana para além de errante é livre de ir para qualquer lugar e escolher onde quer viver.
Um abraço companheiro e até breve camarada,
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Não sei o que é ser de esquerda ou direita nos dias de hoje, mas sei que sempre estive do lado da justiça social e dos direitos humanos, da igualdade, da fraternidade e da Liberdade, cujos valores e referências continuam vivos e fervilham dentro de mim como um jovem idealista e bato-me por eles de alma e coração. Acreditei sempre nas ideologias e utopias clássicas de esquerda e do socialismo humanista e solidário que foram as grandes bandeiras de esmagadora juventude dos anos 60 do sec . XX, da qual eu engrossei as fileiras. <BR>Mas hoje, quando vejo a invasão de gente vinda da Roménia e Bulgária em situação de precariedade transversal, cuja pobreza e exclusão social e humana é algo indescritível ao interrogar-me: como foi possível que os socialismos do leste produziram uma exclusão assente em critérios xenófobos e racistas que os telhados de vidro ao desabarem vão deixando em avalanches brutais deixar cair a grande farsa, cujo palco de excelência é a Rússia nacionalista actual . "Não, não vou por aí..." (Régio, José - o Cântico Negro). A Inglaterra, tem cometido atrocidades e não são poucas, mas a bem ou mal tem acolhido e integrado o melhor possível os nativos da Commonwealth , Índia, Paquistão, Bangladesh, Jamaica, etc. etc., pergunto o que fazem os russos, ucranianos, polacos, checos, sérvios, croatas entre outros países do leste ditos "brancos" às suas gentes vindas do Cáucaso e afins...rejeitam e exterminam como na Chechénia, Ingushia , Bósnia, Albânia, Kosovo, etc. etc. Meu caro Rui, sou seu admirador, acompanho com muita atenção o seu trabalho de acção política desenvolvido e companheiro da mesma luta, conta comigo, mas que estou triste com isto tudo, estou. Tu, afastaste do BE , eu também a cada dia que passa apetece dizer basta, não abandono os amigos mas que estou desencantado com a acção política sim, mas "há sempre alguém que resiste" e por isso existe mais razões para a luta continuar e apesar dos desafios cada vez mais complexos, mas não menos alucinantes e alienantes que outrora. Vale sempre a pena a luta pela a dignidade e cidadania universal humana, como disse o Papa Bento XVI, ninguém é estrangeiro em lado algum e nenhum país deve arrogar a impor barreiras á emigração porque a natureza humana para além de errante é livre de ir para qualquer lugar e escolher onde quer viver. <BR>Um abraço companheiro e até breve camarada, <BR class=incorrect <a name="incorrect">Katali</A> </A>

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