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365 forte

Sem antídoto conhecido.

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24
Out13

Do topete psicopatológico

mariana pessoa

Talvez Daniel Oliveira ache que os outros não têm memória.

Talvez Daniel Oliveira considere que, no meio dos gestos apopléticos com que sempre acompanha os seus dichotes travestidos de comentários, as pessoas se percam naquilo que afirma. E sempre - sempre - tão peremptoriamente. 

 

Talvez por isso não tem qualquer pejo, em 2013, em distanciar-se daquilo que ele considera ser "O ódio a Sócrates". A sonsice descabida que hoje apresenta roça o topete psicopatológico.

 

Não é nada de novo, no entanto.

Como Valupi, do Aspirina B, tem notado ao longo dos tempos:

 

"O Daniel foi um dos puros e verdadeiros esquerdistas que alinharam nas campanhas de assassinato de carácter contra Sócrates gizadas na Lapa e em Belém. Juntou-se animado ao coro dos que berravam a toda a hora ser Sócrates um mentiroso pulsional e impenitente. Chegou ao ponto de o carimbar como o pior primeiro-ministro da História, ou segundo pior (foi evoluindo, reconheça-se). Onde é que isso já vai? Vai e vem. Repare-se como no final de Julho de 2013 estamos outra vez perante um exercício nascido do ódio. A equivalência entre Sócrates e Passos é estabelecida como verdade indiscutível, sem ser necessário gastar uma caloria a demonstrar a paridade. Ora, Passos abriu uma crise política e fez uma campanha eleitoral que afundou o País neste abismo, tendo mentido de todas as formas e feitios no processo. A mentira no trajecto de Passos e do seu PSD não é apenas um fenómeno cuja ocorrência, densidade e consequências não têm paralelo com nada que tenha sido registado em democracia; a mentira foi – e é – também a condição sine qua non para a conquista e exploração do poder. Como é que Sócrates compara com Passos? Mentiu mais? Mentiu o mesmo? Mentiu metade? Mentiu um décimo? Quais são, afinal, as infames mentiras desse celebérrimo mentiroso? Deviam ser fáceis de listar, por alegadamente serem tantas e tão graves, certo? O facto de ninguém o fazer, nem sequer à direita, é apenas a ponta do novelo."

 

Mais do lago de inconsistências onde Daniel Oliveira chafurda aqui ou aqui ou ainda aqui.

 

Tem dias em que Daniel Oliveira não é nada mais nada menos que o José Gomes Ferreira da esquerda, daí não me surpreender a simpatia granjeada, incluindo no PS. Abusando, mais uma vez, da expressão de Valupi, o que vale é que na cabeça desta gente Daniel Oliveira "Não é um idiota, nem um mentiroso, nem um demagogo, nem um hipócrita, nem um sonso, nem um louco". A simpatia que lhe dedicam dá para o benefício da dúvida, resultando num infantilizante "O Daniel Oliveira é apenas um extraterrestre que aterrou na política portuguesa no dia 3 de Maio de 2011 à tardinha". Para mim Daniel Oliveira é, efectivamente, um idiota, um demagogo e um hipócrita. E sofre de topete psicopatológico. As melhoras.

 

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«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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