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365 forte

Sem antídoto conhecido.

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05
Out13

Perguntas

David Crisóstomo

 

  • Qual foi a intenção de Rui Machete quando decidiu comentar uma investigação do Ministério Público português numa entrevista a uma rádio estatal angolana? Porque sentiu o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal necessidade de se desculpar perante os seus homólogos angolanos? Foi-lhe exigido um pedido de desculpa?

 

  • Machete diz "tanto quanto sei, não há nada substancialmente digno de relevo, e que permita entender que alguma coisa estaria mal, para além do preenchimento dos formulários e de coisas burocráticas" - como é que soube desta informação? Quais são os "formulários e coisas burocráticas" que refere? Porque supôs Rui Machete que foi "basicamente isso que aconteceu" no processo aberto pelo Ministério Público português? Em que se baseou para fazer tal suposição?

 

  • Sabendo que está a mentir, porque citou Rui Machete a Procuradora-Geral da República Portuguesa como fonte das suas afirmações?

 

  • As "autoridades de Angola" pediram ao Ministério dos Negócios Estrangeiros português explicações sobre o processo aberto contra cidadãos angolanos? Se não, o que levou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português a "informar" o Governo angolano sobre estas investigações? Com que propósito o fez?

 

  • O que levou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português a pedir à Procuradoria Geral da República "informações genéricas" sobre uma investigação em curso? Que garantias obteve Ministério dos Negócios Estrangeiros português para concluir que "as coisas não tinham nenhum grau de gravidade"?

 

  • A quem se referia o senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros quando declarou que "há sempre quem goste de aproveitar esta situação para empolar" investigações judiciais?

 

  • Se se baseou no comunicado dado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal de Novembro de 2012 sobre o processo em curso, porque é que só agora decidiu comentá-lo com as autoridades angolanas? 

 

  • O Ministério das Relações Exteriores angolano vai tolerar ser enganado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português? Ou tem razões para achar que não o foi? Se não, qual vai ser a reacção do Ministério das Relações Exteriores de Angola quando descobrir que foi aldrabado pelo Ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros português? Vai reagir às declarações da Procuradora-Geral da República Portuguesa? Vai pedir/já pediu explicações ao Ministério dos Negócios Estrangeiros português? Foram ou vão ser lhe dadas essas explicações?

 

  • O Ministério dos Negócios Estrangeiros português tem por hábito dar instruções aos membros do corpo diplomático português em Luanda para fornecerem garantias sobre processos judiciais em curso? Já o fez com outros processos relativos a cidadãos de outras nações?

 

  • As garantias dadas por Rui Machete ao Governo angolano foram somente de carácter verbal ou foi fornecida alguma documentação? Se sim, como obteve o senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros essa documentação?

 

  • A Ministra da Justiça portuguesa vai comentar as declarações do seu colega que, basicamente, supõe a impunidade de certos cidadãos estrangeiros?

 

  • Porque acha o Primeiro-Ministro português que as declarações do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros foram "infelizes"? Essa "infelicidade" vai ter alguma consequência?

 

«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.»
- Ortega y Gasset

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