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A frase, adaptada, é da autoria de Chris Morris, da BBC, e resume bem aquilo que penso neste momento.

 

Nos últimos tempos fomos acompanhando a campanha norte-americana e as propostas de cada um dos candidatos e a verdade é que, a partir de dada altura, comecei a ficar surpreendido (e um pouco assustado, confesso) com as sondagens que indicavam alguma proximidade entre os dois candidatos.

 

De facto, quando se tem que escolher entre um Mitt Romney cujas convicções flutuaram, frequentemente, em função das marés (gerando um sem fim de contradições e declarações dificilmente aceitáveis para um candidato a Presidente) e que escondeu mal um conjunto de poderosos interesses que em nada beneficiariam o povo norte-americano, e um Barack Obama com uma enorme capacidade de liderança, um carisma único e com provas dadas na criação de importantes consensos (que possibilitou, por exemplo, a aprovação da reforma da Segurança Social, em 2010, ou, mais recentemente, o “Obamacare”), sempre julguei que não restariam quaisquer dúvidas, mesmo entre boa parte dos simpatizantes do Partido Republicano, sobre qual a pessoa a eleger para o cargo mais importante do mundo.

 

Felizmente, esta noite, a inteligência prevaleceu. Celebremos, portanto – e suspiremos de alívio.

 

(Imagem)

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