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25
Set

Um homem singular (II)

por David Crisóstomo

 

O porta-voz do PSD, Marco António Costa, defendeu hoje que depois das eleições autárquicas todos os órgãos de soberania e agentes políticos devem unir-se pela estabilidade e para tirar Portugal da situação de resgate.


Durante uma ação de campanha autárquica em Viana do Castelo, Marco António Costa afirmou que "há vida para além do dia 29", e que "essa vida prende-se com a necessidade de todos os partidos, sem exceção, de todos os agentes públicos, sem exceção, terem de dar as mãos para cooperarem naquela que é a missão que este Governo está a levar a cabo, de salvação nacional".


"Eu acredito sinceramente que a partir do dia 30 a nível nacional teremos todos a capacidade - todos, sem exceção: órgãos de soberania, partidos políticos - de dar as mãos, procurar encontrar os pontos de equilíbrio indispensáveis em cada um dos temas que nos possam distanciar e, em conjunto, construir as soluções que são indispensáveis para termos um Portugal estável no médio longo prazo em políticas que são estruturantes para o país", acrescentou.


Aí mê rico senhor, que o homem é um santo. Quer nos unir a todos, num grande espírito de união, num grande momento de unidade, numa grandessíssima união nacional. Beatifiquem-me esta Aung San Suu Kyi do laranjal, canonizem-me este Nelson Mandela do nosso Portugal. Todos juntos, unidos, sem excepção, desde o Bernardino Soares ao Alberto João Jardim, desde a Joana Marques Vidal ao João Baião, desde a Heloísa Apolónia ao Colégio Militar, todos juntinhos, de mãos dadas, em prol da estabilidade inter-tutti-frutti. Marco António Costa vai unir-nos a todos, ficaremos magnificamente estáveis graças a sua senhoria, todinhos, sem nenhuma excepção (ouviste Ana Avoila?). Unidos iremos dar as mãos e louvar a graça e obra do nosso insigne XIX Governo Constitucional, que tanto já fez pelo espírito nacional. 

 

Que nunca te cales meu caro Marco António Costa, que nunca te cales. Esta pátria precisa de ti para a animar nas horas mais cinzentas. És o safardana mais cómico cá do rectângulo, juro. 

Que nunca, nunca te cales. 

 

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