Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



10
Ago

E se 2013 terminasse amanhã?

por Cláudio Carvalho

"o que torna geral a vontade pública não é o número de votantes, mas o interesse comum que os une"

(Jean-Jacques Rousseau)

 

Se 2013 findasse amanhã, os grandes ensinamentos que retiraríamos do ano político são: que certas opções coletivas do passado têm, mais do que nunca, consequências penosas no futuro (vd. Presidenciais 2006 e 2011); vergando o direito, o populismo e a demagogia voltam a reinar, acentuando-se na política autárquica e nos antros de certo comentarismo político; que é sempre possível reforçar a ilusão da inevitabilidade; que, mesmo perante a evidência empírica, a mentira enraíza-se tanto que se criam mitos que suportam políticas catastróficas; que a incompetência frutifica; que a nova utopia já não é mais a igualdade entre os Homens, mas o que deveria ser o pressuposto da praxis política: a primazia do interesse comum face aos interesses particulares. Restam 143 dias, para que se evite que 2013 seja retratado historicamente desta forma.

Autoria e outros dados (tags, etc)




Sitemeter



Comentários recentes

  • Jaime Santos

    Eu não entendi o comentário do Diogo Moreira nesse...

  • MRocha

    Se está na lei que devem ser públicas, cumpra-se a...

  • Jaime Santos

    Trump, além de mentiroso, é sobretudo um egomaníac...

  • Joe Strummer

    Pois, mas convem não deixar que noutro lado se ins...

  • Anónimo

    E estou eu contratado pelo estado à 16 anos.







«As circunstâncias são o dilema sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.» Ortega y Gasset