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02
Jul

(daqui

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01
Jul

UE

por CRG

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01
Jul

"A majority of Greeks would vote ‘No’ to the terms of a proposed bailout deal by foreign lenders but the lead narrowed significantly after banks were closed this week, according to an opinion poll published on Wednesday. The poll, conducted between June 28–30 and published in the Efimerida ton Syntakton newspaper, showed 54 percent of those planning to vote in Sunday’s referendum would oppose the bailout against 33 percent in favor.

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01
Jul

“The Fund’s leadership has never fully faced up to these blunders. And this silence has helped to destroy trust between Europe and Greece. It has enabled a poisonous myth to take hold in Europe that an ungrateful Greece population has benefited immensely from the generosity of neighbours. In reality the vast bulk of the €240bn bailout cash has flowed right out of the door again to pay external creditors and to recapitalise Greek banks. Just 10 per cent of that sum was spent on Greek public sector workers and pensioners.”

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29
Jun

Blow Up

por CRG

"...the green light, the orgiastic future that year by year recedes before us"

F. Scott Fitzgerald - "The Great Gatsby"

 

Na famosa cena final de "Blow Up", filme de Michelangelo Antonioni, o protagonista, ao passear pelo parque, assiste a um jogo de ténis sem bola e sem raquetes. O público e os jogadores agem como se fosse um jogo normal e aquele acaba por se render à ilusão, participa no jogo ao ir buscar uma "bola" perdida.

 

Desde o início a negociação entre a troika e a Grécia foi este jogo de ténis. Um simulacro no qual era suposto acreditar que as politicas de austeridade que nos últimos 5 anos destruíram a economia grega (o PIB desceu 25% e o desemprego atinge os 25,6%) e que não conseguiram resolver nem o problema da sustentabilidade da dívida nem da competitividade desta vez iriam ter outros resultados - a tal "luz verde que todos os anos vai recuando" -, pese embora um estudo elaborado pelo próprio FMI tenha chegado à conclusão que são políticas contraproducentes.

 

Na verdade, o destino da Grécia, também muito por culpa própria, já estava traçado desde o primeiro resgate, cujo principal e porventura único objectivo foi salvar a banca alemã e francesa, dando tempo para que esta recuperasse depois do abalo da queda da Lehman Brothers. Resolvida esta questão parte da elite europeia, com Schauble à cabeça, não vê qualquer interesse na manutenção da Grécia na Zona Euro, nem na UE, a não ser como exemplo de que não há alternativa ao seu diktat, a manutenção do "jogo de ténis".

 

O abandono da Grécia poderá ser o fim da UE, mas o catalisador da sua implosão foi a Alemanha que tragicamente quis transformar um mercado comum numa união de exportadores.

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29
Jun

Neste momento não existem boas soluções para a Grécia,. Se elas alguma vez existiram, em algo mais do que a cabeça de pessoas bem intencionadas, os dias que temos vindo a assistir na Europa encarregaram-se de acabar com esses sonhos utópicos.



Aqueles que governam a Europa já não se preocupam com os europeus. Preocupam-se antes com os seus eleitores, com os seus votos, com a sua carreira política. O ideal de solidariedade europeia, a argamassa de um projecto comum de paz, livre comércio, e intercâmbio político, económico e social, já não impera nas decisões de Bruxelas.



Porventura, este estado de coisas era inevitável. A União Europeia sempre foi uma falsa união. Incapaz de dar o salto para uma verdadeira união política, ficou-se pelo fac-símile de uma união económica e monetária, que na realidade nunca dispôs de instrumentos apropriados para tal.



A hubris de quem, sociais-democratas, socialistas, conservadores e liberais, achava que as futuras crises europeias iam aprofundar os mecanismos de integração, visto que as alternativas seriam impensáveis, é hoje trágica. O poder na Europa, da Esquerda à Direita, está hoje nas mãos de quem realmente pouco difere no seu objectivo fundamental: a obediência cega aos mercados, ou diremos nós aos seus mestres. À luz desse objectivo, qualquer desvio da ortodoxia neoliberal é impensável. Mesmo que seja uma necessidada absoluta da economia, ou de simples decência humana.



É um facto comprovado, e reiterado, que a Grécia é incapaz de ultrapassar a sua profunda crise económica e social sem uma reestruturação da sua dívida, e sobretudo sem um alívio dos pagamentos dos juros da dita. As actuais, e futuras, medidas de austeridade apenas agravam a situação negativa vigente. No actual contexto da austeridade idiótica e punitiva de Bruxelas, e do FMI, não existe qualquer possibilidade para haver crescimento económico grego. E sem crescimento económico, não poderá repagar os empréstimos que já recebeu, ou que ainda poderia receber.



Os gregos estão assim entre a espada e a parede. Ou se submetem ao ultimato de Bruxelas, em que o único resultado seria mais desgraça e miséria, sem efeitos práticos, ou rompem com os credores e o Euro, procurando uma via alternativa através da desvalorização de uma nova moeda própria, entrando numa nova situação de contornos imprevisíveis.



É esta a escolha que têm em mãos.



Por culpa da Europa. Por culpa de todos nós.

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O debate sobre o acordo ortográfico que obrigou a uma ata (e a uma acta) da CPLP com duas grafias

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25
Jun

Ponto de situação grega

por Diogo Moreira

“At this point it’s time to stop talking about “Graccident”; if Grexit happens it will be because the creditors, or at least the IMF, wanted it to happen.”

 

Paul Krugman

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25
Jun

O ponto de não retorno

por Frederico Francisco

Quando leio sobre alguns momentos decisivos da história, tento sempre imaginar como os contemporâneos estariam a ver e a viver os acontecimentos. Falo, não dos protagonistas, mas das pessoas comuns, dos espectadores, daqueles cuja capacidade de influenciar os acontecimentos é muito limitada ou nula.

Em quase todos os casos que conheço, o público só se apercebe dos acontecimentos decisivos quando estas já são factos consumados, sem possibilidade de retorno ou remédio. Existe um momento em que o desfecho se torna inevitável, mas em que a coreografia continua como se tudo estivesse ainda em aberto.

Tenho tido nos últimos dias a sensação de estar a viver um desses momentos. Espero estar enganado, mas iremos todos descobrir em breve...

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